ECM


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É prática corrente no mundo da música as editoras discográficas especializarem-se em determinadas áreas. Na área do Jazz a Blue Note, a Riverside, a Prestige, a Verve, a Pablo, a GRP ou a Impulse chegaram mesmo a abraçar e a promover correntes mais específicas frequentemente ligadas a certos artistas. Ao comprar discos de uma dada etiqueta sabemos pois de antemão o que vamos encontrar; de um modo geral não saímos defraudados.

O primeiro LP que comprei com dinheiro meu, já lá vai um bom par de anos, foi um trabalho de Chick Corea e Gary Burton intitulado Crystal Silence gravado precisamente para uma destas etiquetas especializadas: a ECM. Era um álbum importado que descobri na secção de Jazz de uma pequena discoteca. Na altura não conhecia ainda a famosa editora mas já tinha ouvido alguma coisa de Chick Corea, o que me dava uma certa segurança. Pedi para ouvir uns trechos e gostei bastante. Quando o quis comprar descobri na minha ingenuidade que custava o quádruplo de uma vulgar gravação nacional! Vacilei... mas resolvi abrir os cordões à bolsa.

Mais tarde, ao chegar a casa observei com mais cuidado o objecto pelo qual tinha pago uma pequena fortuna. A capa era belíssima, com um design quase minimalista mas de extrema elegância. Ouvindo atentamente as várias faixas numa aparelhagem pouco mais do que rasca consegui descobrir a extraordinária qualidade da música e da gravação contidas naquele vinil de aspecto magnífico. O meu dinheiro tinha sido bem empregue. Pouco tempo depois comprei My Song de Keith Jarrett. Desde então tornei-me fã incondicional da ECM.

A editora foi fundada em 1969 em Munique por Manfred Eicher e era inicialmente vocacionada para o Jazz. Foi nomeada emblematicamente Edition of Contemporary Music, origem da sigla ECM. A edição em 1975 do Concerto de Colónia do pianista Keith Jarret consagrou-a definitivamente. A sua imagem tornou-se inconfundível pelo grafismo minimalista de todos os seus álbuns, pela excelente qualidade de gravação e pelo pendor acentuado para correntes vanguardistas ou experimentais do Jazz.

Pela ECM passaram, além de Keith Jarrett, Chick Corea e Gary Burton, Jan Garbarek, Jack DeJohnette, Dave Holland, Pat Metheny, Ralph Towner, John Surman, Carla Bley e Terje Rypdal entre outros nomes do Jazz. A estes acrescentam-se mais recentemente compositores de vanguarda como Steve Reich, Arvo Pärt, Egberto Gismonti, John Adams ou Meredith Monk. Bons motivos para se ser fã da ECM, nem que seja pela suas belíssimas capas...

My song, Keith Jarrett, Jan Garbarek, Palle Danielsson, Jon Christensen

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