
Sim, negro como breu, como a tinta da china que saía da caneta de Jean-Marc Reiser sem apelo nem agravo. Sarcástico? Certamente. Mórbido? Nunca. Reiser amava o mundo e a vida: tudo o fazia rir, do mais ridículo ao mais trágico. Tinha o dom de ver as coisas na sua verdade e crueza, sem preconceitos, como se fosse uma criança. E mostrava-nos isso alegremente. Mas o mundo que amava tirou-lhe a vida prematuramente quando ainda tinha tanto para lhe dar, para nos dar. Não o esqueçamos.




Mais desenhos de Reiser na Galeria.
1 comentário
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Dina
Está muito giro!
A do cão está...
hehehehehehe
Também tenho por hábito rir-me perdidamente daquilo que não devo. É mau, mas que fazer?
Tenho um amigo que é invisual e muito engraçado. A última vez que nos encontrámos disse-me: "Por onde tens andado que já não te via há tanto tempo!"
O seu humor, ainda que negro, dá sentido e harmonia à sua existência, fazendo-o brilhar mesmo entre os ditos "normais".
Ora, isto não vos interessa nada, mas, apeteceu-me contar ;)