A arte de fazer xixi


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Porque será que o acto fisiológico de urinar é visto tão negativamente? Talvez seja, digo eu, por causa do cheiro; ou então por estar associado à imagem de urinar contra o muro ou atrás da esquina; ou talvez por os homens molharem o chão a tampa e o chão à volta da sanita quando vertem águas (magnífico eufemismo!) - não é verdade que isto vos irrita solenemente, mulheres? Deixem lá, a mim também...

Mas urinar pode ser um prazer. Quem não o sentiu já, após prolongada retenção, um arrepio pela espinha acima quando esvazia a bexiga? E quem não gosta de ver um jacto de líquido esfumaçante num dia de muito frio? Quem ainda não tentou fazer pontaria para uma beata ou uma mosca no mictório? Refiro-me aos homens, é claro. Pois foi a pensar nos homens que o designer Clark Sorensen concebeu uma linha de urinóis que eleva a vulgar mijinha a um delicado acto artístico. Vejam:

Inteiramente concebidos à mão estes urinóis são peças únicas de alta qualidade estética e funcional moldados em porcelana de alto fogo. O processo de elaboração de cada um é demorado e complexo - cerca de 5 meses! - uma vez que as peças têm de secar muito lentamente para não fenderem durante a cozedura, assim como a obtenção das cores sofisticadas que tentam ser fiéis aos modelos reais. Os urinóis são dotados de acessórios cromados exclusivos que completam o aspecto vegetal do conjunto - caules e estames.

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Mas o que é verdadeiramente deslumbrante é o fluxo de água...

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Se tem no mínimo 6500 USD para gastar então adquira um peça única como estas e depois mije-lhe em cima. Artisticamente, claro está. Encontrará mais aqui.


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