
A Banda Desenhada é por vezes irónica. Lê-se ávida e rapidamente, o que obriga a que se lance um olhar meramente fugaz aos desenhos que levaram horas ao seu autor a executar. Isto é tanto mais verdade quanto melhor é a história. Mas há sempre uma segunda volta, pelo menos, onde o nosso olhar se demora e aprecia mais em profundidade os desenhos, os diálogos, os pormenores subtis da narrativa, etc. Alguns livros tornam-se com tempo em obras de culto a que voltamos vezes sem conta e sem cansaço, descobrindo sempre coisas novas.
Sempre admirei Edgar Pierre Jacobs, autor da série Blake e Mortimer. É um dos casos que acima referi. As suas histórias cativam-nos do princípio ao fim tal é a consistência do argumento e fluidez da narrativa e os seus desenhos sóbrios escondem uma qualidade gráfica excepcional. Influenciou bastante Hergé com quem colaborou desde 1944. Na verdade o estilo depurado, rigoroso e minucioso que fez a reputação do autor de Tintin ficou a dever bastante à intervenção de Jacobs - veja-se a evolução da cor e dos cenários a partir d'As 7 bolas de cristal.
Uma das suas histórias de culto foi A marca amarela. Toda a acção se desenvolve em Londres que Jacobs retrata de modo exemplar sem nunca sequer ter lá estado! Cada vinheta é uma composição magnífica, particularmente as da perseguição nas docas debaixo de cerrado nevoeiro. Notável.






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1 comentário
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nassdg
nada ve isso seus mongois