
A estupidez humana é incomensurável, e a cada época correspondem novos tipos de paradigmas de estupidez. Robert Musil defendia, no seu ensaio sobre a universalidade da estupidez, que esta era a qualidade mais bem partilhada do mundo, e afirmava que «Se a estupidez não se assemelhasse extraordinariamente à inteligência, se não se confundisse com o progresso, o génio, a esperança, o aperfeiçoamento, ninguém quereria ser estúpido e a estupidez não existiria. Ou, pelo menos, seria muito fácil combatê-la. Porém, ela tem qualquer coisa de singularmente simpático e natural (...) não existe uma única ideia importante de que a estupidez não tenha sabido servir-se.»
A estupidez não é uma natureza mas um conceito histórico, mutável, sujeito às transformações por que passam os estados da cultura e as formas de vida. Mais do que um facto da consciência a estupidez é um facto cultural.
3 comentários
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seven
Afinal os tugas são bestialmente cultos...
ABarros
que alívio saber que afinal existe gente mais estúpida e ignorante que eu...
Este video dá motivacao e forca!!!
ps: estou com um teclado cem cedilhas, etc. ...
Anonimo
100 cedilhas é muita cedilha! Quantos metros terá um teclado desses?
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