As dumb as a Yankee


 Burro Yankee America Cultura Bush Rober Musil A estupidez humana é incomensurável, e a cada época correspondem novos tipos de paradigmas de estupidez. Robert Musil defendia, no seu ensaio sobre a universalidade da estupidez, que esta era a qualidade mais bem partilhada do mundo, e afirmava que «Se a estupidez não se assemelhasse extraordinariamente à inteligência, se não se confundisse com o progresso, o génio, a esperança, o aperfeiçoamento, ninguém quereria ser estúpido e a estupidez não existiria. Ou, pelo menos, seria muito fácil combatê-la. Porém, ela tem qualquer coisa de singularmente simpático e natural (...) não existe uma única ideia importante de que a estupidez não tenha sabido servir-se.»

A estupidez não é uma natureza mas um conceito histórico, mutável, sujeito às transformações por que passam os estados da cultura e as formas de vida. Mais do que um facto da consciência a estupidez é um facto cultural.


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