Acabou o Limbo - Céu 2.0


 Vaticano Ceu Limbo Inferno teologia Dante Domenichino Domenichino, A ascensão de Maria Madalena ao céu

No século V Santo Agostinho declarou que todos os bebés que porventura morressem antes de receber o sacramento do baptismo iriam para o Inferno. Durante a Idade Média a ideia foi atenuada e foi sugerido um destino mais suave, o limbo. A Divina Comédia de Dante caracteriza o limbo como um primeiro círculo do Inferno habitado também pelos grandes pensadores da antiga Grécia e Roma bem como os filósofos islâmicos.

Muitos católicos, no entanto, acreditam que o limbo é um local onde se passa uma eternidade num estado "natural" de felicidade mas sem a presença de Deus. Recentemente a Comissão Internacional de Teologia, liderada pelo cardeal Joseph Ratzinger até à sua subida a Papa, completou um trabalho relacionado com o estado dos bebés que morriam sem o baptismo.

Muito se passou nos bastidores desde então e na sexta-feira passada foi publicado documento (ver artigo) onde a questão do limbo se tornou um caso de urgência pastoral devido ao aumento assustador de mortes infantis sem o referido sacramento, especialmente em África e outras partes do mundo onde o catolicismo está a crescer em competição com outras confissões. A justificação dada às famílias cujos filhos falecidos simplesmente não podem ir para o Céu é que... ficam no limbo.

Este documento coloca o problema numa perspectiva completamente diferente esperando ou estipulando que as crianças vão para o Céu, obliterando assim o conceito de limbo. Se as recomendações forem tidas em linha de conta podemos então aguardar que, na sequência de uma eventual deliberação oficial, assistamos a um grande número de almas que irão deixar o limbo rumo ao céu... e, segundo Dante, veremos também um grande número de pensadores e filósofos a aproximar-se também de Deus...

Meus amigos: tempos de mudança... esperam-se grandes revoluções lá por cima!

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