
Quando não usava a tinta da china e a pena Maria Antónia Siza servia-se de outros meios - a grafite, o carvão ou a aguarela. Fazia-o igualmente bem, com a expressividade própria destes materiais, mas sempre com as suas características quase obsessivas. A elegância da linha feita à pena desaparece e dá lugar a desenhos ainda mais inquietantes a angustiados.

As figuras desenhadas a carvão são particularmente sombrias e o volume que o sombreado lhes confere acentua o encovado dos olhos; já as aguarelas utilizam tons avermelhados, a lembrar sangue. Se os desenhos feitos à pena remetem para o Goya dos Desastres estes parecem evocar os pioneiros do Expressionismo: Edvard Munch, Ernst Ludwig Kirchner ou Max Beckmann. Maria Antónia conheceu-os todos, certamente.


2 comentários
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Edson
Olha, muito bom seu blog, parabens apesar de gostar de arte não entando tanto assim, seu blog fale dela de uma forma simples e elegante, parabens...
Oscar Garcia da Rosa
Por recomendação de um amigo que é fan do seu blog descubri-o e me tornarei un frequentador. É muito interessante e inteligente, parabens.
Eu sou um artista desenhista uruguaio residente no Rio de Janeiro.