
Quando se fala em Fórmula 1 fala-se indubitavelmente na vanguarda tecnológica do esporte automóvel. Este mundo de excelência e de proezas técnicas foi durante muito tempo representado emblematicamente pela mítica Lotus, responsável pelas mais improváveis e sofisticadas máquinas ganhadoras de Grandes Prémios, conduzidas à vitória pelos mais reputados nomes, de Jim Clark a Ayrton Senna. Lamentavelmente a presença da marca na Fórmula 1 não sobreviveu muito tempo à morte do seu criador Colin Chapman, em 1982. Sem o seu génio perdeu toda a competitividade.
De todos os modelos o mais inovador e também o mais ganhador foi o Lotus 72. Concebido em 1969, viria a mostrar-se de tal modo revolucionário que quatro anos depois ainda era o automóvel a bater. Após seis épocas consecutivas de Fórmula 1 sua longa carreira terminou enfim em 1975, ano em que foi definitivamente ultrapassado pela evolução técnica dos seus adversários. Algo impensável nos dias de hoje...

Lotus 49 - 1969

A concepção do 72 ficou a dever-se a Colin Chapman, evidentemente, mas também ao engenheiro Maurice Philippe. Lembre-se que, nesta altura, os fórmula 1 tinham basicamente uma forma cilíndrica com o radiador na frente e o motor atrás sem cobertura, como era o caso do Lotus 49. Por aqui se pode ver como o projecto deste novo carro representava um passo no desconhecido. Não obstante, veio a impor um novo paradigma de desenho que ainda hoje é seguido: frente em cunha, radiadores laterais e aileron traseiro. Além disso apresentava mais uma série de pormenores técnicos muito elaborados como os travões frontais in-board e a fabulosa suspensão de flexibilidade variável.
O 72 alinhou à partida de148 Grandes Prémios pelas mãos de 16 pilotos diferentes que marcaram um total de 292 pontos no Campeonato do Mundo. Conquistou três títulos de Construtores (1970, 1972 e 1973) e dois títulos de Condutores. O primeiro foi obtido postumamente em 1970 pelo malogrado Jochen Rindt graças a um certo... Emerson Fittipaldi que em 1972 também se viria por sua vez a sagrar Campeão do Mundo. O Lotus 72, inicialmente sob as cores vermelho/ouro do Gold Leaf Team Lotus e depois com o belíssimo negro/ouro da John Player Special, tornou-se um ícone para a posteridade.

Reine Wisell - 1971

Emerson Fittipaldi - 1972

Ronnie Peterson - 1973

Jacky Ickx - 1974

Ronnie Peterson - 1975
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comments powered by DisqusLuciano Rodrigues
A Lotus é um mito. Falta só dizer que, provavelmente, o último "ponto" conquistado pela Lotus foi da autoria do Lamy. Am I right?
PS - Bom blog, cada vez melhor.
Saloio
Concordo consigo.
De facto, Colin Chapman foi o maior inovador da Fórmula 1 (inventou, por exemplo, os travões de disco, os cones de aspiração e os ailerons), numa altura em que a maioria das equipes inglesas eram simples "garagistes" com meia dúzia de carolas de boné aos quadradinhos, quase amadoras e sem grandes fundos (como a Jordan, a BRM, a Cooper, a Tyrrell, etc.). Ao contrário dos ingleses, os franceses e os italianos eram derivados e patrocinados pelas grandes marcas (Renault, Matra, Ferrari, etc.).
A Lotus já tinha tido um modelo mítico anteriormente ao 72: o Lotus Climax, que nos anos 60 brilhou mais com Graham Hill.
Outro grande trunfo da Lotus, foi a qualidade dos seus pilotos. Geralmente as equipes tinham dois pilotos. A Lotus teve o famoso Jim Clark a primeiro piloto, e Jochen Rint (da Suiça), a segundo. Com a morte de Clark, em 1967, Rint sobe a primeiro e entra Jakie Stewart para segundo. Com a morte do suiço em 1970, Stewart passa a primeiro e entra para segundo Emerson Fitipaldi. Com a saída de Stewart para a Tyrrell, em 1971, o brasileiro passa a primeiro piloto e, durante o período de 1971 a 1974, podémos todos assistir aos maiores duelos da história da F 1 - duelos irrepetíveis de coragem e sempre com honra, entre gentlemans.
Aquilo eram automóveis, com embraiagem e mudanças...
Digo eu....
Saloio
Anonimo
O grande corredor que notabiliza o Lotus 72 é o brasileiro Emerson Fittipaldi.
Este, emigrara jovem para Inglaterra onde começara a correr nas fórmulas baratas, e ascende a primeiro piloto da forma que descrevi anteriormente. O ponto crucial é a morte de Rindt, que no ano de 1970 ganhara os grandes-prémios de Mónaco, França, Inglaterra e Alemanha. Não chega a correr nos três ultimos da temporada (Canadá, USA e México), mas, facto único na F1, mesmo assim os pontos já somados deram para ganhar o campeonato. Foi lá a mulher, de mini-saia, receber a taça e o cheque.
Também a título de curiosidade única, saiba-se que também foi Jochen Rindt quem em 1969 colou uma seta com um ponto de interrogação no seu capacete, procurando assim patrocínio de publicidade.
Voltando ao grande Emerson...Em 1970, ele sobe a primeiro na Lotus. Até ele, o maior na equipa tinha sido Clark, vencedor dos campeonatos de 1963 e de 1965 (terceiro em 1964), sempre com o Lotus Climax. Nos intervalos da F1, fazia umas perninhas com outro Lotus, mas neste caso um Ford Cortina de ir às compras, ou seja: de turismo.
Estando a F 1 dos anos 60 enxameada de australianos e neo-zelandezes (Hulme, Mclaren, Brabham, Amon, Gardner, etc.), o grande "pretender" era também da Escócia, falava axxim, e usava boné aos quadrados, mas com pon-pon: Jackie Stewart. Também tinha uma mulher dois palmos mais alta que usava mini-saia, mas nessa altura todas as inglesas usavam a invenção de Mary Quant. Era o flower-power.
Deu à costa (da F 1, claro), em 1965, ao volante de um BRM, e ficou logo em 3º no campeonato. O Clark esfregava os olhos e olhava espantado para o homem da carrinha Morris Minor de madeira, com os ca~es a ladrar lá dentro. Correndo pela Matra desde 1968, no ano seguinte...bumba!: campeonato. Esclareça-se que, nesta altura, os carros franceses eram movidos com motor Ford. Aliás, á excepção da Ferrari, Maseratti, BRM, e Brabham (que usava o velho Repco), tudo o resto andava a Ford - a saber: Lotus, Matra, McLaren, etc.
O grande Emerson aparece na F 1 em 1970, ainda com o modelo 49-C. Com a morte do campeão, ele sobe e quem é que vai para número 2? Reine Wisell, da Suécia. Em 71 ganha outra vez Stewart, mas agora com o Tyrrell, e com o françês Francois Cevert a segundo piloto - equipa que se manteria até à morte deste último, no GP dos EUA, última prova do campeonato de 73.
E é campeão em 72, com o R. Wisell lá para fora dos pontuação, atrás do rato Mickey (não sabem quem é este?...é o Niki). Stewart é outra vez primeiro em 73, mas Emerson fica em segundo no campeonato. Aqi já o brasileiro teve boa ajuda, pois em terceiro ficou classificado Ronnie Peterson ("the VICK Man"), agora na Lotus. Neste ano, já o rato Mickey ficou em 17º lugar no capeonato, num BRM a dar as últimas. Foi o ultimo ano do R Wisell, e apareceu o John Watson - que se viria a relacionar com a viúva de Ronnie Peterson
não conseguindo evitar que esta se suicidasse...
Emerson volta a ganhar no ano de 1974, mas agora na McLaren, enquanto que o melhor Lotus é de Jackie Ickx.
Digo eu...
Saloio
Saloio
O grande corredor que notabiliza o Lotus 72 é o brasileiro Emerson Fittipaldi.
Este, emigrara jovem para Inglaterra onde começara a correr nas fórmulas baratas, e ascende a primeiro piloto da forma que descrevi anteriormente. O ponto crucial é a morte de Rindt, que no ano de 1970 ganhara os grandes-prémios de Mónaco, França, Inglaterra e Alemanha. Não chega a correr nos três ultimos da temporada (Canadá, USA e México), mas, facto único na F1, mesmo assim os pontos já somados deram para ganhar o campeonato. Foi lá a mulher, de mini-saia, receber a taça e o cheque.
Também a título de curiosidade única, saiba-se que também foi Jochen Rindt quem em 1969 colou uma seta com um ponto de interrogação no seu capacete, procurando assim patrocínio de publicidade.
Voltando ao grande Emerson...Em 1970, ele sobe a primeiro na Lotus. Até ele, o maior na equipa tinha sido Clark, vencedor dos campeonatos de 1963 e de 1965 (terceiro em 1964), sempre com o Lotus Climax. Nos intervalos da F1, fazia umas perninhas com outro Lotus, mas neste caso um Ford Cortina de ir às compras, ou seja: de turismo.
Estando a F 1 dos anos 60 enxameada de australianos e neo-zelandezes (Hulme, Mclaren, Brabham, Amon, Gardner, etc.), o grande "pretender" era também da Escócia, falava axxim, e usava boné aos quadrados, mas com pon-pon: Jackie Stewart. Também tinha uma mulher dois palmos mais alta que usava mini-saia, mas nessa altura todas as inglesas usavam a invenção de Mary Quant. Era o flower-power.
Deu à costa (da F 1, claro), em 1965, ao volante de um BRM, e ficou logo em 3º no campeonato. O Clark esfregava os olhos e olhava espantado para o homem da carrinha Morris Minor de madeira, com os ca~es a ladrar lá dentro. Correndo pela Matra desde 1968, no ano seguinte...bumba!: campeonato. Esclareça-se que, nesta altura, os carros franceses eram movidos com motor Ford. Aliás, á excepção da Ferrari, Maseratti, BRM, e Brabham (que usava o velho Repco), tudo o resto andava a Ford - a saber: Lotus, Matra, McLaren, etc.
O grande Emerson aparece na F 1 em 1970, ainda com o modelo 49-C. Com a morte do campeão, ele sobe e quem é que vai para número 2? Reine Wisell, da Suécia. Em 71 ganha outra vez Stewart, mas agora com o Tyrrell, e com o françês Francois Cevert a segundo piloto - equipa que se manteria até à morte deste último, no GP dos EUA, última prova do campeonato de 73.
E é campeão em 72, com o R. Wisell lá para fora dos pontuação, atrás do rato Mickey (não sabem quem é este?...é o Niki). Stewart é outra vez primeiro em 73, mas Emerson fica em segundo no campeonato. Aqi já o brasileiro teve boa ajuda, pois em terceiro ficou classificado Ronnie Peterson ("the VICK Man"), agora na Lotus. Neste ano, já o rato Mickey ficou em 17º lugar no capeonato, num BRM a dar as últimas. Foi o ultimo ano do R Wisell, e apareceu o John Watson - que se viria a relacionar com a viúva de Ronnie Peterson
não conseguindo evitar que esta se suicidasse...
Emerson volta a ganhar no ano de 1974, mas agora na McLaren, enquanto que o melhor Lotus é de Jackie Ickx.
Digo eu...
Saloio
Victor
O Saloio
Com a morte de Clarck em 1968 quem subiu foi Graham Hill que foi campeão na Lotus naquele ano.
Jochem Rindt (que era austríaco) só entrou na Lotus em 1969 e foi campeão em 1970 Post Morten.
Com a morte de Rindt, Emerson passa a primeiro piloto da Lotus.
Jackie Stewart nunca correu na Lotus, ele saiu da BRM direto para a Matra e de lá para Tyrrel.