Libertem Mumia Abu-Jamal - Black Panther Party


 Free Liberdade Mumia Abu Jamal Black Panther Party Africa Direitos Humanos Politica Estados Unidos  Blog.Uncovering.Org Panther-1

Mumia Abu-Jamal, aliás Wesley Cook (24 de Abril 1954), foi preso em 9 de Dezembro de 1981 em Filadélfia, sob a acusação de ter assassinado o agente de polícia Daniel Faulkner quando interveio para socorrer o seu irmão que estava a ser violentamente espancado por Faulkner.

Todo o processo e julgamento que conduziram à sua condenação estão eivados de profundas irregularidades; deficiente condução da investigação, provas forjadas e sonegadas, manipulação de testemunhas e atitudes parciais do Colectivo, e este ex-membro do Black Phanter Party, jornalista, locutor, escritor e militante negro anti-racista aguarda no corredor da morte da penitenciária da Pensilvânia a data da sua execução.

Ao longo de 25 anos de uma incessante batalha judicial, repleta de apelos por um julgamento justo por parte de milhares de manifestantes, personalidades e organizações dos mais diversos quadrantes políticos e sociais de todo o planeta, e apesar da constatação pública de inúmeras irregularidades na instrução do seu processo e no julgamento a que foi sujeito, o poder político e judicial americano continua a negar-lhe qualquer hipótese de um novo julgamento, desta feita, justo.

Por mais que o poder tente tratá-lo como um criminoso comum, Mumia é, de facto, mais uma das muitas vítimas da arrogância, da prepotência e do racismo da mais perversa democracia com pés de barro do planeta, e o único prisioneiro político dos Estados Unidos condenado à morte.

 Free Liberdade Mumia Abu Jamal Black Panther Party Africa Direitos Humanos Politica Estados Unidos  Blog.Uncovering.Org Mumia1

O carácter político do seu julgamento tornou-se claro quando o Ministério Público apresentou como “prova” contra Mumia, um dossier de 600 páginas, oriundo do FBI, contendo um resumo das suas actividades como activista dos Direitos Cívicos e como militante do Black Panther Party.

Desde então muitas vozes se ergueram em sua defesa clamando por justiça: ANC, Amnistia Internacional, Parlamento Europeu, Jesse Jackson, Desmond Tutu, Salman Rushdie, Danielle Miterrand e, essencialmente, o cidadão anónimo que, com a sua militância, continua a manter viva a esperança de assistirmos à sua libertação.

Precisamente por ter atingido uma dimensão mundial o seu caso tornou-se exemplar, e caso a sentença de Mumia seja comutada e o seu processo reaberto, o estatuto da pena de morte sofrerá um rude golpe, e não apenas nos Estado Unidos que, no quadro da ONU, continua a ser o principal obstáculo à abolição total em todo o planeta da pena capital.


version 1/s/recortes// @obvious, @obvioushp //jr