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biochip, a revolução na medicina

publicado em tecnologia por jr | 4 comentários

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Num futuro muito próximo o pediatra poderá dizer aos orgulhosos pais se o seu bebé é portador de qualquer deficiência genética, ou se a criança tem propensão para vir a sofrer de problemas tão vulgares como a gripe, o reumatismo ou mesmo o cancro. Os médicos terão igualmente a possibilidade de diagnosticar precocemente patologias do paciente, ou mesmo prevê-las, e aplicar terapias personalizadas que se ajustarão como uma luva ao perfil molecular do doente.

O protagonista desta verdadeira revolução biomédica é o microarray, biochip, ou chip de ADN, que será dentro em breve tão vulgar como uma radiografia, uma análise de urina ou um TAC.

Antes do biochip a medicina genética era quase artesanal e os avanços faziam-se passo a passo, gene a gene. Hoje, graças a este chip de ADN às ferrramentas bioinformáticas é possível processar milhares de dados em poucos minutos e a um preço cada vez mais reduzido.

O processo é simples: no microarray, que tem o tamanho de um bilhete de autocarro, são depositadas, de forma ordenada, milhares de sondas genéticas, fragmentos de ADN cuja sequência é conhecida, e que são comparados de forma automática com as sequências de fragmentos de ADN do paciente mediante um processo conhecido como genotipagem, e assim estudar a expressão genética (a síntese das proteínas) e os polimorfismos dos nucleótidos (SNPs), que são os elementos isolados de ADN que variam de pessoa para pessoa.

A indústria da biotecnologia está a trabalhar em ritmo acelerado e são muitos os microarrays já concebidos. Por exemplo o CNIO lançou o Oncochip concebido para diagnosticar o cancro e que tem registados 9300 genes presentes nos tumores mais frequentes, a Lacer SA e a Progrenika-Medplant conceberam o Lipochip que diagnostica mesmo antes do aparecimento dos primeiros sintomas a Hipercolesterolémia Familiar, a Agendia comercializa o MammaPrint que analisa o risco de metástases do cancro da mama, a BioDoor Gene Technology criou o BiodoorHCV para o diagnóstico da Hepatite C, a Xeotron idealizou o XeoEx SARS que diagnostica a pneumonia atípica, a Dr. Chip Biotechnology desenvolveu o microarray Dr. Food Kit que detecta nove dos agentes patogénicos mais habituais na comida, e a Affymetrix, está a desenvolver testes de toxicidade que possam demonstrar se um determinado medicamento tem ou não mais efeitos prejudiciais do que benéficos.

Graças aos chips genéticos e à alucinante tecnologia que os envolve, o caminho rumo a uma medicina personalizada, baseada na informação genética, em que as doenças são substituidas pelos doentes, está a tornar-se uma realidade: para cada paciente o medicamento adequado e a dose exacta.

E o único limite para a aplicação dos biochips é já hoje, claramente, a imaginação.

jr
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4 comentários

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PRJ

Parabéns o seu blog está fabuloso e muito interessante. Somos alunos de 12 ano do curso de ciências e interessamo-nos bastante por medicina e tecnologia. Gostaríamos de saber o seu ponto de vista acerca do blog que criamos: http://inovaparaviver.blogspot.com/

Obrigado.

jose alves filho

Gistaria de mais ifpormçãoes a respeito deste assunto. Obrigado
abraço

Alice

Gostaria de mais informaçoes sobre esse assunto, em especial, sobre onco chips. Antecipadamente grata,
Alice.

Alice

Gostaria de mais informaçoes sobre esse assunto, em especial, sobre onco chips. Antecipadamente grata,
Alice.

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