
O encontro entre Duke Ellington e Billy Strayhorn é dos mais felizes de sempre no meio musical. Entre ambos existiu uma verdadeira simbiose ou, pelo menos, um caso raro de associação: será que Duke se "desdobrou" em Billy Strayhorn ou se deixou invadir progressivamente por um alien musical sem, no entanto, o destruir? Ao ouvir as suas composições percebemos que não é possível distinguir a assinatura de um ou de outro; são todas idênticas e igualmente excepcionais.
Em 1938 Ellington era já um compositor afamado com uma orquestra que era referência no meio. Porque aceitaria ele um "colaborador" 16 anos mais novo? Reza a história (ou a lenda) que Strayhorn lhe escreveu oferecendo-se como letrista. Talvez por intuição, Duke aceitou recebê-lo. Strayhorn apresentou-se-lhe interpretando uma música simples que falava sobre uma linha do metropolitano de Nova Iorque: Take the "A" train. A mesma lenda diz que a letra era textualmente as indicações que Duke lhe dera pra chegar até ele. Duke ficou tão impressionado que o tema passou a fazer parte dos seus standards e, frequentemente, servia de abertura aos espectáculos.
Take the "A" train, interpretada por Mel Tormé
You should take the "A" train
To get to Sugar Hill way up in Harlem
If you take the "A" train
You'll get to Sugar Hill ending on the highway
Oh, listen now the train is coming
Listen, hear the rails a-humming
Oh, you should take the "A" train
To get to Sugar Hill way up in Harlem
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