a cor do som


 Cor Som Choro Mu Carvalho Armandinho Dadi Gustavo Schroeter Ary Novos Baianos Moraes Moreira Pepeu Gomes Baby Consuelo Arpoador Cochabamba Montreux

O que vos proponho hoje é a (re)descoberta de uma banda ícone da Música Popular Brasileira que marcou a minha adolescência e que está de volta com um novo álbum: “A Cor do Som Acústico”, gravado ao vivo em 2005 no Canecão.

Oriunda do grupo que acompanhava os “Novos Baianos” no início dos anos 70, composta pelo baixista Dadi, pelo guitarrista Armandinho, por Gustavo Schroeter na bateria, por Ary na percussão e por Mu nos teclados, a “A Cor do Som” acompanhou nomes como Jorge Ben e Moraes Moreira, dando continuidade o experimentalismo dos “Novos Baianos” de Moraes Moreira, Baby Consuelo e Pepeu Gomes.

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Misturando choro com rock, jazz, reggae e com ritmos regionais como o baião e o frevo, adoptaram o nome por sugestão de Caetano Veloso e a sua música influenciou toda uma geração de músicos de Henrique Cazes e Beto Cazes a Carlinhos Brown.

Com menos de um ano de actividade a banda, acompanhada de Aroldo na guitarra baiana e André na percussão, foi convidada a participar em Julho de 1978 no Festival de Montreux, tornando-se, a par de Gilberto Gil e da sua banda com quem dividiram a honra, na primeira banda brasileira a participar no evento. O show e jam session que se lhe seguiu foram memoráveis, com o público a render-se ás interpretações de “Arpoador”, “Cochabamba” e “Eleanor Rigby”.

Em 1985 e após álbuns seminais como “A Cor do Som”, “Ao Vivo em Montreux” e “Frutificar”, a banda sofreu um rude golpe com a saída de Armandinho, tendo-se dissolvido em 1987 com alguns dos músicos seguindo carreiras a solo e outros voltando a músicos contratados de artistas consagrados. Entretanto, em 1994, a banda juntou-se de novo, a convite de Armandinho, para um espectáculo no Jazzmania e, no mesmo ano, no Circo Voador no Rio, gravaram o álbum “A Cor do Som Ao Vivo no Circo”, pelo qual receberam em 1997 o Prémio Sharp de Melhor Grupo Instrumental.

E ei-los de volta, a desbundar o que melhor sabem fazer, com a inestimável colaboração de alguns dos seus eternos compagnons de route, em mais um trabalho genial: "A Cor do Som Acústico", gravado live no Canecão, que nos transporta de novo para as cálidas sonoridades do Rio na inebriante loucura dos anos setenta...

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Ouçam e curtam "A Cor do Som" no seu melhor:

Download file Cochabamba - "Ao Vivo em Montreux" - Excerto


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