Wind Dam - um novo gerador eólico?


 Energia Eolica Gerador Vento Ambiente Arquitectura Arquitetura

Uma enorme tela estendida entre duas margens abruptas do lago Lagoda, na Rússia, lembra uma vela de navio enfunada pelo vento. Em tempos de procura de novas soluções no domínio das energias renováveis o arquitecto Laurie Chetwood propõe literalmente uma barragem eólica que recebe e canaliza o vento para uma turbina. Diferente dos actuais geradores, promete desde já ser polémica.

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Com efeito, um dos inconvenientes que se aponta aos geradores de turbina, situados no alto de torres metálicas, é a agressão à paisagem: parques eólicos compostos por dezenas destas torres, quais florestas de aço. O autor deste projecto pensou então numa solução que fosse um misto de engenharia e escultura ou, se calhar, maioritariamente esta última. É, aliás, o próprio que afirma que a forma resultou da funcionalidade mas também do desejo de produzir algo escultural: é como um pássaro que molha o bico na água, não mais do que um pequeno ponto na paisagem.

O sistema é composto por uma tela de 25 metros de altura e 75 de largura suspensa por cabos que canaliza o vento para uma abertura central ligada a uma turbina acoplada, igualmente suspensa. Segundo os estudos efectuados, a forma côncava é particularmente eficaz na captura do vento. A semelhança com a forma de uma barragem hidroeléctrica levou a que o projecto fosse apelidado de wind dam (barragem de vento). A construção deverá ser iniciada em 2008 e, se tudo correr de acordo com o planeado, está prevista outra barragem no mesmo local, um pouco mais acima.

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Mas nem todos vêem o projecto com tanto optimismo e as polémicas surgem. Alguns afirmam que a "barragem" é uma fraude porque revela uma total incompreensão dos princípios físicos da dinâmica de fluidos. Segundo estes, o que faz funcionar toda e qualquer barragem é a diferença de potencial: diferença de altitude no caso da água; diferença de pressão no caso do vento. Nas velas dos navios a diferença de pressão entre o lado de onde sopra o vento e o lado oposto é diminuta mas, como a área é muito grande, resulta numa força de impulso.

Sendo assim, no caso presente a tela apenas aumentará a velocidade do vento, nunca a pressão, pelo que o sistema se comportará como um vulgar gerador eólico. De inovador, então, apenas a forma escultural...

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