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Experiências invulgares em multidões

publicado em recortes por | 12 comentários

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Liderados por Charlie Todd, este grupo de voluntários executa alguns exercícios que levam às multidões urbanas uma dose de boa disposição. Através daquilo que é designado por missões, que podem envolver centenas de figurantes, são planeadas diversas formas de interagir com o público e recolher as suas reacções.

 

benjamin júnior esteve ligado às artes e tecnologia, sendo um dos fundadores da obvious. Adora o inverno, o conchego da lareira, bom vinho, boa comida e, acima de tudo, boa companhia. Saiba como fazer parte da obvious.

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seven

O que é curioso é que o público olha, olha, mas não interage coisa nenhuma...

Seven,

Acho esse comportamento tão típico da nossa sociedade. Por mais que achemos estranho, não nos envolvemos. A indiferença passa a ser uma resposta ;)
Eu teria acessos de risos :D

seven

Compreende-se: é medo.

Pode ser medo.
Mas acho que nos comportamos tão "robotizados" que a indiferença é a grande marca dessa geração.
O medo é reação. Já a indiferença é não-reação; é nosso não-lugar.

Também. Mas essa não-reacção é uma atitude de defesa. As pessoas fecham-se em si próprias para não se envolverem e manter o seu sossego.

tajana

Não me parece que haja falta de interacção - quer dizer, nenhum destes dois exemplos, pelo menos, apela propriamente à interacção, mas sim à reacção, que não passa obrigatoriamente pelo toque ou pela conversa com os 'artistas'. Mas as pessoas comentam, riem, etc.. E depois, falta saber quanto daquilo que se passou lá foi captado pelas câmaras. Embora concorde que hoje em dia temos uma grande dificuldade em interagir em público; só não acho este um exemplo disso.
Adorei a de Central Station. O pessoal deve ter pensado que tinha caído na Quinta Dimensão.

Se estivesses lá o que é que fazias? Eu, pelo menos, tinha chamado alguém responsável pela tasca...

tajana

Isso se não tivesses só 30 segundos de espera até chegar o teu comboio :) Ias a correr e gritavas: "Quero falar com alguém responsável"?
Eu acho que ficava a olhar, se tivesse tempo, sem perceber nada e com cara de parva. Talvez comentasse alguma coisa com outros basbaques. Olha, uma experiência diferente, mas de cujo relato e efeito no público gostei muito. Um artigo enorme, mas que vale a pena:
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/04/04/AR2007040401721.html

Eh pá não tenho tempo de ler; é muito grande e eu tenho de apanhar o comboio... :P

tajana

A vantagem de andares de comboio é que podes ler durante a viagem :P Em síntese: puseram um dos maiores violinistas do mundo a tocar, como se fosse um músico de rua, numa estação de Metro (creio que em Washington ou Chicago). E depois falaram com as pessoas que passaram lá nessas duas horas para saber se tinham dado por alguma coisa especial. É do melhorio.

Sim, já conhecia. Isso é porque as pessoas não têm ouvido prá música :(

El.

Penso que no vídeo da estação de comboios as pessoas tentaram interagir mas primeiro tentaram compreender. A situação é bastante invulgar,se se tivesse prolongado é possível que aparecesse as televisões e a polícia em grande força, o local fosse isolado, etc, etc...
No segundo vídeo a situação é bastante diferente, aqui o natural das pessoas é olhar, criticar, julgar, rir, estamos todos os dias perante situações destas.... e não há interacção pois muitas vezes comunicar e tentar perceber certas atitudes não nos interessa... "é mais fácil julgar do que tentar compreender".
Quanto ao violinista famoso.... quem é que conhece um violinista famoso? porque não puseram o cantor popular do momento?

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