
A ideia de aproveitar o movimento do corpo humano para produzir energia é boa e antiga; os relógios cinéticos são o melhor exemplo disso. A pequena quantidade de energia gerada pelo gestos do pulso é suficiente para fazer mover os ponteiros e torna dispensável a corda ou uma pilha ainda que diminuta. No entanto, para alimentar um dispositivo de maior consumo é necessário um gerador mais possante do que o pulso. O Biomechanical Energy Harvester aplica-se numa perna e assegura o funcionamento de um iPod, um telefone celular, etc. Apenas precisa que andemos a pé.
O princípio é simples: ao andar a pé alternamos os movimentos de contracção e distensão das pernas em torno dos joelhos. Uma grande quantidade de energia é então produzida de forma sistemática pelos músculos mais possantes do corpo. Graças a um engenhoso dispositivo à base de braços articulados ajustável ao joelho, esta energia é aproveitada e transformada em corrente eléctrica. É, na verdade, o equivalente ao dínamo que alimenta as luzes das bicicletas.
O Biomechanical Energy Harvester pesa apenas 1,6 kg. Algumas experiências feitas com voluntários demonstraram que a habituação é rápida e que o seu uso não é incomodativo nem cansativo. Por outro lado, registou-se a produção de uma corrente eléctrica de5 watts, suficiente para alimentar 10 telemóveis!
Este tipo de dispositivos têm uma aplicação imediata em indivíduos que dependam da autonomia energética: alguns tipos de doentes, algumas profissões, exploradores e aventureiros, etc. Com o aperfeiçoamento, miniaturização e generalização dos geradores portáteis e ergonómicos veremos chegada ao fim a era das pilhas? Provavelmente para lá caminhamos...

8 comentários
Os comentários a este artigo são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não veiculam a opinião do obvious sobre as matérias em questão.
Rúben M,
Caminhamos mesmo para lá ;)
nunca pensei que seria possível produzir tanta energia simplesmente andando.
espero que aproveitem estas ideias, porque realmente dava me jeito, nunca ficar sem bateria, ou seja.
"só morto é que fico sem bateria no telemóvel"
Marília
Putz! Que idéia ótima!
Muito criativa, econômica e saudável!
Sim, só morto! Bem observado, Rúben. Na verdade nós, seres humanos, somos uns desaproveitados...
E ainda há tanto para fazer, Marília...
Obrigado pelo seu comentário. E não se esqueça de andar a pé ;)
Eduardo Peter
Fiquei animadíssimo com este equipamento, visto que sou um exímio andarilho e já pensara sobre a possibilidade de aproveitar tanta energia potencial. Alguém pode me dizer como adquirir tal aparelho ?
E já que estamos falando em aproveitamento, aqui no Brasil tem-se o mau hábito de fumar em locais proibidos ou não e deixar como marca indelével da passagem, e da má educação, a "guimba" ou "bituca" - o filtro do cigarro - por toda a parte. Teria alguém a idéia de como transformar tal dejeto em algo aproveitável à Humanidade ? Aqui posso reunir toneladas em pouco tempo. Sócios então ?
Grande abraço.
O equipamento ainda está na fase de estudo, Eduardo, mas supomos que a comercialização não deve demorar. Para já só apareceu publicado numa revista científica.
Os filtros dos cigarros... o que fazer com eles? Talvez encher almofadas, não sei :D
Daniel Gomes
E se um carteiro utilizar esse aparelho, imagina o quanto de força acumulará!
Eduardo Lemon
já quero um! vou passar a noite me exercitando e carregando o telefone... ótimo!