
Duesenberg J, Le Baron Convertible (1929)
Em 1913 os irmãos Fred e August Duesenberg criaram uma empresa destinada a construir automóveis de corrida, a que deram o seu nome. Os veículos possuiam grande qualidade técnica e mecânica e, como sucedia em muitas marcas dessa época, eram montados manualmente, o que lhes trouxe grande reputação. Não obstante, quando decidiram comercializar um automóvel de passageiros, o modelo A, as vendas foram escassas e a empresa entrou em colapso financeiro. Foi então comprada por Errett Lobban Cord, o proprietário das marcas Cord e Auburn, cujo objectivo era produzir automóveis de grande luxo. E, em1929, potentes motores debaixo de sumptuosas carroçarias começaram a sair das linhas de montagem: o Duesenberg J estava prestes a tornar-se no mais fabuloso dos carros americanos.

Duesenberg J, La Grande Dual Cowl Phaeton (1929)

Duesenberg J, Imperial Cabriolet (1930)
O modelo esteve em produção até 1937, data em que a empresa cessou a laboração. Nestes escassos anos um sem número de versões foram criadas, a maioria por encomenda, qual delas a mais luxuosa e imponente. Os clientes eram necessariamente indivíduos de posses, gente ligada ao cinema, à política ou a outras actividades altamente rentáveis, como estadistas, nobres e até chefes da máfia. Não se "comprava" um Duesenberg; normalmente adquiria-se um chassis que depois era "personalizado" segundo os caprichos do cliente. Só para se ter uma ideia, saiba-se que, enquanto que o Ford T custava menos de $300, apenas o chassis do Duesenberg J custava cerca de $8500 e o veículo completo podia ultrapassar os $15000.
As elevadas potências características destes motores eram conseguidas graças à utilização de compressores, e tinha de ser assim de modo a mover as pesadas carroçarias, algumas a pesar 2500 Kg. Nestas versões, denominadas SJ (S de Supercharged), os valores atingiam os 265 Cv e podiam levar qualquer um destes automóveis aos 225 Km/h, valores excepcionais para a época.


Duesenberg J, Speedster Weymann (1931)
Mas, além da potência, o que fez a aura dos Duesenberg J foram as carroçarias. Profissionais desta arte, alfaiates do automóvel como Bohman & Schwartz, Le Baron, Brunn, Murphy, Rollston ou Weymann fizeram as mais belas carroçarias que algumas vez se viram, todas grandiosas e resplandecentes. Não deixa de ser paradoxal que este luxuoso automóvel tenha surgido precisamente numa das fases mais negras da história dos EUA, a época da Grande Depressão, da Lei Seca e do crime organizado. Talvez por isso ainda hoje olhemos para ele como o carro dos gangsters...


Duesenberg SJ, Boattail Speedster (1932)

Duesenberg SJ, Bohman & Schwartz Coupe (1932)

Duesenberg SJ, Twenty Grand (1933)



Duesenberg SJ, Mormon Meteor Speedster (1935)


Duesenberg SSJ (1936)
11 comentários
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Leno
Interessantes.
De fazer inveja... ;)
KRHONU'S
TchÊ, alguem sabe quem tem um HOT HOD e se interessa a vender? Se possivel em bom estado...... Bom dia a todos.
Eduardo Menezes Furlani
Quero aqui parabeniza-lo por essas fotos magníficas.
Hoje em dia esta cada vez mais dificil vermos estes modelos,que até hoje ainda nos deixa com saudades.
Veículos iguais não se fabricam mais (robustes,mecanica e dising)
Obrigado por nos permitir vermos tão belos veículos.
Obrigado, Eduardo. O Duesenberg J era o mais belo dos carros americanos...
HEDYVALMO BATISTA MILAGRES
ESTA É UMA COLETANIA MARAVILHOSA ESTÃO DE PARABÉNS ,DEVERIA PASSAR NO AUTO ESPORTE PORQUE MUITA GENTE DESCONHECE ESSA OBRA PRIMA . OBRIGADO POR ME DAR ESTÁ VSÃO MARAVILHOSA.
HEDYVALMO, obrigado por comentar, ainda bem que gostou.
João Paulo Fernandes
Fantásticas as fotos! Já havia visto um documentário com os carros mais fantásticos do mundo e, dentre eles, o Duesenberg SJ. As fotos são belas e ratificam a exuberância, a qualidade de construção e o luxo desses veículos. Observa-se que, pelos comentários, sua potência era bastante elevada para a época, o que mostrava seu refinamento mecânico e brilhantes soluções técnicas de seus engenheiros. Por fim, parabenizo o excelente trabalho e sugiro que, se possível, façam uma matéria sobre os veículos da fábrica inglesa?americana STANDARD. Abraço.
A. N. Cervone
Seven: fiquei emocionado com a visão do AUBURN 1932 (ou seria 1933 ou 1934 ) mostrado em fotografia, constante no painel de fotos e comentários acima. Meus paes ganharam numa loteria em 1933 como prêmio um Auburn igual a este aquí mostrado tendo nossa família usado o mesmo em S. Paulo, onde morávamos na época durante todo o ano de 1934, tendo-o vendido em 1935. Foi um carro magnífico que nos serviu com excelência em S. Paulo, até quando nos mudamos para o R. J. no início de 1936.
Parabens pela excelente foto do referido Auburn,
a qual me deixou emocionado pois me lembrou da época em que eu era um garoto emocionado por automoveis, ainda mais hoje por carros daquela época.
A. N. Cervone
SEVEN: Parabens pela excelente coleção de fotos e informações relativas ao automovel Auburn.
em 1933 meus paes ganharam em S. Paulo numa loteria oficial, como 2º ou 3º (!) prêmio´,um bilhete premiado
manuel m g pereira
Os carros são uma delícia e um tormento para quem ama carros como estes.
Não se pode ter tudo e ao mau tempo,boa cara!
manuel pereira