Rembrandt Bugatti


 Arte Automoveis Bugatti Carros Elefante Escultura Rembrandt

Em 1916, um talentoso escultor é encontrado morto no seu apartamento em Paris. Pese embora o seu sucesso como artista, repetidas dificuldades económicas e uma depressão profunda levaram-no a cometer suicídio por inalação de gás. Tinha apenas 31 anos. Era o irmão mais novo de Ettore Bugatti, o famoso construtor automóvel, e era dele a escultura do elefante que encimava a inconfundível grelha em ferradura de todos os seus modelos. A família tratava-o pelo nome carinhoso de Pempa.

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Rembrandt Bugatti era indiscutivelmente o mais dotado de uma família com um forte espírito e cultura artística. Ettore, que como ele frequentou a Academia Brera de Milão, abandonou os seus estudos ao constatar que o seu irmão era muito mais talentoso do que ele. Dedicou-se então aos automóveis e foi o melhor que fez. Rembrandt, pelo contrário, prosseguiu uma carreira artística e desde muito novo se tornou um escultor conceituado. Fez parte do círculo de alguns dos mais notórios e influentes artistas de vanguarda, como André Derain, Amedeo Modigliani, Maurice de Vlaminck, Max Jacob e, inclusive, Pablo Picasso. Os seus trabalhos escultóricos estavam na linha da frente do que então se fazia na arte moderna.

O interesse pelos animais manifestou-se desde cedo. Durante o tempo que viveu na Bélgica, entre 1907 e 1914, fez do jardim zoológico de Antuérpia a sua segunda casa, ali passando grande parte do seu tempo a observar e a desenhar os animais em cativeiro. Rembrant evidenciou sempre alguns problemas psicológicos, nomeadamente de relacionamento humano. Era tímido, complexado e solitário; não admira que os animais fossem a sua única companhia. Isso não impediu o seu sucesso e reconhecimento social. Fez diversas exposições, ganhou vários prémios artísticos e foi até agraciado pela França com o título de Cavaleiro da Legião de Honra.

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Curiosamente, a relação com o seu irmão não era muito intensa. Raramente se viam, mesmo morando na mesma cidade, e ainda menos vezes se escreviam. Era Rembrandt quem tomava a iniciativa, geralmente quando precisava de dinheiro. Quando ele morreu, porém, Ettore assinou ele próprio a sua última obra, uma estatueta de uma leoa esmagando uma cobra, com a frase: "A última obra do meu irmão - Paris, 8 de Janeiro de 1916". Mais tarde, em 1928, colocou o seu elefante empinado sobre o radiador do Tipo 41, o Royale, o mais belo automóvel de sempre.


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