
Uma das responsabilidades dos arquitectos é garantir que os edifícios que projectam se adequam perfeitamente aos seus utilizadores. Se esta tarefa é por vezes difícil devido às particularidades de certas pessoas, imagine-se uma situação em que os utilizadores, para além de não serem humanos (mas não desumanos), são gigantescos. Foi o que aconteceu com o pavilhão dos elefantes no Jardim Zoológico de Copenhaga, na Dinamarca, concebido pelo arquitecto Norman Foster.
Um grupo de elefantes indianos são os felizes locatários desta nova construção que tenta dentro do possível recriar o seu habitat natural. Dois grandes espaços permitem que os animais se reunam e, inclusivamente, durmam em conjunto, contrariamente ao que é muitas vezes comum em cativeiro. A cobertura é uma estrutura envidraçada em forma de bolha que simula o ambiente produzido pelas copas das árvores. No interior existem ainda as inevitáveis poças de água e lama, necessárias à vida destes elefantes e alguns verdadeiros requintes, como o chão aquecido.




2 comentários
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Mariline
Acho realmente interessante o tema de uma concepção arquitectónica que englobe espécies diferentes da nossa.Contudo, parece-me pelas fotografias, que apesar do espaço para os elefantes ser amplo, não deixa de gerar um espaço visual muito restrito...
Digo isto, sem ter a minima ideia sobre o alcance visual dos elefantes. Por outro, lado, talvez esta seja uma medida de segurança, que reduza o estímulo visual dos animas (?)
#...não é um comentário acertivo, mas regista-se o facto de que o post me fez pensar sobra a questão, portanto - obrigada ;)
Os espaços não são fechados, Mariline. Os elefantes podem entrar e sair. O que achei interessante é o tema ser abordado por um grande nome da arquitectura e não se quedar pelo simples desenho arquitectónico. Foster meteu-se na pele dos seus clientes - os elefantes :)