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Torres fortificadas marítimas

publicado em arquitetura por | 26 comentários

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Em 1943 a posição da Inglaterra na Segunda Guerra Mundial, alvo de bombardeamentos e ataques constantes por parte das tropas alemãs, era mais frágil do que nunca e chegou-se mesmo a recear uma invasão. Por esse motivo as defesas foram ampliadas e reforçadas. Uma das obras realizada foi a edificação de torres fortificadas ao longo do rio Tamisa, precisamente uma das vias de penetração do inimigo em território britânico. Essas torres teriam a capacidade de detectar e responder a possíveis ataques. O projecto foi encomendado a um engenheiro civil, Guy Maunsell, que o concluiu e construiu nesse mesmo ano.

Maunsell foi escolhido pela sua experiência com betão pré-esforçado, sistema que já tinha utilizado em diversas pontes e a que recorreu para este projecto. Para o Tamisa planeou diversos conjuntos e tipos de fortificações imaginativas, entre os quais se conta este insólito grupo de torres, o Shivering Sands Army Fort, também conhecido como U7 devido ao número de elementos que o compõem.

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Cada uma das torres, construída em ferro, foi montada isoladamente em terra e depois fundeada no local, assente numa estrutura de quatro pilares de betão armado. O conjunto possuia vários sistemas defensivos (canhões, metralhadoras, radar, etc.) e interligava-se por passadiços metálicos. Durante a guerra desempenhou um importante papel, detectando ataques aéreos, lançamento de minas e abatendo também diversos aviões e bombas voadoras.

Após o fim do conflito armado o Shivering Sands Army Fort permaneceu em actividade até 1958, ano em que foi abandonado pelas tropas inglesas. A partir daí, sem manutenção e sob a acção corrosiva das águas, foi-se degradando progressivamente. Já foi abalroado por barcos, transformado em estação meteorológica e serviu até de local de emissão de rádios piratas. Houve quem propusesse a sua demolição pura e simples mas até hoje permanece de pé, ameaçando a navegação. É uma ruína magnífica, grave, fantasmagórica e indubitavelmente romântica...

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seven Co-fundador e ex-colaborador do obvious, actualmente retirado, foi responsável durante bastante tempo pela definição da linha editorial. Concebeu e coordenou a transição do blog para o formato de magazine. Saiba como fazer parte da obvious.

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é belo e feio ao mesmo tempo, imagina essas coisas atirando pra todo lado ... me lembram aqueles Tripods do filme Guerra dos Mundos

"Soldados de Aço", gostei do nome no filme. Conservam uma aparência intimidadora, mesmo destruídas pelo tempo, gostaria muito de ver pessoalmente.

Há construções que são medíocres mas dão excelentes ruínas; outras que são boas e dão ruínas ainda melhores. Neste caso, o envelhecimento destas torres foi surpreendente e espero que não as deitem abaixo e, muito menos, recuperem ou restaurem!

O tempo é uma componente fundamental da arquitectura.

Uber

Que coisas medonhas!
Mas poderiam tornar-se belos recifes se fossem demolidos.

Como já disse acho que não deviam ser demolidos. Além disso têm história.

Leno *John*

Nuss...

Uber

Oi, Seven!
Mais uma vez você responde a um dos meus comentários, obrigado!
Sendo restaurados e dando uma finalidade útil a eles, aí eu concordo com você.

Nós é que agradecemos os comentários dos leitores, Uber. Por vezes trocam-se pontos de vista bem interessantes. Neste caso sou a favor da manutenção das torres pelo seu significado histórico e porque também têm uma componente estética grande, o belo horrível, como alguém disse.
Nesta matéria do restauro as opiniões são controversas. Não se pode dar às torres a função para que foram concebidas porque o contexto mudou mas também não se pode fazer uma recuperação de qualquer maneira, metendo lá um hotel de cinco estrelas. Dou este exemplo disparatado para que se considere a alternativa de não fazer nada. O direito ao silêncio, como se fosse um memorial, entende?
Faria sentido recuperar o Pártenon (passe as distâncias) para a sua função habitual?
Um abraço.

acho q o certo é deixar do jeito q está, deixar o tempo decidir o que fazer com elas ... por enquanto serve de lembrança macabra das idiotices que a humanidade já fez.

Concordo consigo, Alex. Acho que é importante como lembrança, como monumento.

Marcus São Paulo Brasil

Deveriam preservar e transformar o lugar num museu sobre esse importante periodo da historia da humanidade.
Grande abraço a todos.

Uber

Então tá...
Que ao menos haja uma iluminação de advertência para evitar colisões.

seven

Marcus, parece-me uma boa proposta. Obrigado pelo seu comentário.
Uber: estou certo de que as torres estão sinalizadas. Um abraço.

Fantástico, deviam ser restauradas e dava um excelente e exótico hotel.
Aforava visitar

Caramba! tá lá até hoje, essa feiura enferrujada.

auf

marvel target to mr bin bin .

Tamy

me lembram aqueles Tripods do filme Guerra dos Mundos[2]
primeira coisa que me passou pela cabeça quando vi...

fas

ou, contrapondo antes, o horrível belo.

joao

parece mais uma plataforma petrolífera da petrobras do chamado sistema definitivo.

carlos favaro neto

acho que caberiam uns 40 quartos + restaurante... recepção...uma disco.. do jeitinho que esta, deixando habitavel dentro.. uma marina...um heliponto...mergulhos, jetsky,pescaria,comida boa,balada,camas confortaveis... 2000doletas de diaria, e foi! as ruinas ficam! rsrsr!!! melhor é dar uso!
ótima matéria!

ana paula

podiam fazer um filme lá, tipo navio fantasma..

Nuno Coutinho

Quando vi a primeira foto captada de cima, pareceu-me o cenário do Metal Gear Solid 2.

Luiz Roberto

Pessoal,

Se formos destruir tudo o que pode nos trazer vergonha sobre o seu mau uso, muita coisa hoje em dia não poderia existir, mas também se formos transformar tudo em monumentos de lembranças, as pessoas que sofreram com isso, podem ter lembranças terríveis.

É uma situação bem complexa esta, mas como é um ponto ainda estratégico, eu optaria por sua reformulação e aproveitamento em algo útil á humanidade, uma estação de observação metereológica, uma estação científica para estudo da fauna local, podendo se usada por uma universidade, ou mais escolas, etc...

Abços

Neia Telles

Podia ser reformado e servir de base para apoio e estudos no mar

Gosto muito. Lembram-me "mad max".

Concordo com 'Neia Teles', seria interessante para pesquisas e estudos de Oceanografia, por exemplo.

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