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invasão voluntária de imagem

publicado em fotografia por | 11 comentários

flash dispositivo invasao fotografia

Julius von Bismarck criou um dispositivo simples que permite adulterar uma paisagem aquando esta está a ser fotografada. Este engenhoso aparelho permite projectar uma imagem, uma frase ou uma qualquer marca sempre que alguém dispare um flash com uma máquina fotografica, alterando o cenário ou os objectos que o descuidado turista possa estar a fotografar.

A forma como isto é feito é na verdade é muito simples, tirando partido de uma tecnologia bem antiga utilizada pelos fotógrafos. Dantes, quando se tirava uma fotografia com vários flashes, era necessário existir uma forma de garantir que estes disparavam todos em simultâneo - ou em momentos muito próximos - iluminando o objecto pretendido em diversos ângulos ao mesmo tempo.

Umas das técnicas, consistia em ligar um cabo de disparo entre a máquina fotográfica e os diversos flashes, garantindo o seu disparo no mesmo instante, no entanto, nem sempre era comodo ou possível ter cabos.

Actualmente, fazer acontecer algo através de tecnologia sem fios é vulgaríssimo mas, há 20 anos atrás, era algo complexo. Assim, nasceram os sincronizadores de flash; um dispositivo que simplesmente detectava o disparo de um flash (através da variação da temperatura de cor da luz emitida no ambiente próximo da célula foto-eléctrica) e, dava um impulso local que accionava o segundo dispositivo. Simples e eficaz.

O protótipo de Julius tira partido desta tecnologia de sincronismo quase esquecida. Utilizando uma máquina fotográfica reflex e um flash acoplado à parte posterior, utiliza o sistema óptico da câmara com um projector de luz. Assim, sempre que é detectado um disparo de flash nas redondezas, o sincronizador aciona o flash local e projecta uma mensagem de luz em cima do alvo para o qual está apontado. A este dispositivo verdadeiramente engenhoso, Julius deu o nome de "Image Fulgurator".

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O turista, quando tira a fotografia nunca se apercebe do facto, uma vez que o disparo do fulgurator é simultâneo com o flash da sua máquina. O resultado, no entanto, torna-se evidente quando este ve a imagem final. "Mas afinal, de onde é que isto apareceu?"

Não deixe de dar uma olhada no site de Julius von Bismarck

bjr
Sobre o autor: benjamin júnior esteve ligado às artes e tecnologia, sendo um dos fundadores da obvious. Adora o inverno, o conchego da lareira, bom vinho, boa comida e, acima de tudo, boa companhia. Saiba como fazer parte da obvious.

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Comentários

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Sempre bons artigos!
Bom te ler.
Bom domingo!

Olá

gostei do artigo e das coisas que se fazem em fotografia é um mundo amo fotografia !

beijos
isa
http://florderiscas.blogspot.com/

bjr

Helo e Isa, obrigado pelas palavras amáveis. Voltem sempre.

Muito bom! Gosto muito dos artigos aqui publicados. Continua o bom trabalho. abraço

Uber

Esse cara deveria tomar cuidado com essa engenhoca!
Parece uma arma e barbudo desse jeito é capaz de ser confundido com um terrorista e levar um tiro de algum policial.

Adorei o artigo. A fotografia é essencial na vida de todos. Uma engenhoca muito interessante, mas que deve exigir um braço bem forte para disparar o clique, não é?
Visitem meu blog também, vou adorar: http://relatosecomentarios.blogspot.com

tajana

Quero um! A seguir ao telecomando universal de TV que só tem um botão 'off', isto é o meu segundo gadget preferido.

Concordo com o Uber: em tempos de terrorismo adoidado com um trambolho desse tamanho, esse jeito de arma pesada e ainda por cima o dono com essa cara barbuda não deve demorar pra esse sujeito ser detido por algum policial. Se é que já não o fizeram!

Bem que poderia ser utilizado algo assim para evitar que usem flash em locais onde não é bom disparar flashes, como igrejas com muita visitação turística.
Eu cansei de ver amadores que não sabem desativar o flash da câmera e teimam em disparar flashes em locais onde não é permitido e/ou nem é recomendável.

Ivana Rowena

Achei extremamente interessante este dispositivo que logo estará mais leve depois de aperfeiçoado. As fotos com intervenção de desenhos podem até parecerem poéticas mas também acho que o fotógrafo, ao se utilizar das fotos de outros à revelia deles, pratica uma ação desagradável e pouco simpática.
Por enquanto, ele pode continuar incógnito mas logo esta engenhoca será vendida para uso da publicidade, um setor em eterna busca por novas mídias para expandir o consumo.
Já imaginaram ver suas fotos carimbadas com dizeres alheios por imposição?

Bem lembrado, Ivana.

O uso de invenções como essa pela publicidade é uma tendência, com a difusão de mensagens fora dos tradicionais cartazes e outdoors. Inclusive seu comentário lembrou-me de uma ação não muito antiga da Getty Images, em que eles puseram peças em meio a locais muito fotografados, para anunciar o serviço de venda de fotos da empresa.
Só que nesse caso, o turista poderia rever o enquadramento da foto e deixar a propaganda de fora - mas o mesmo não poderia ser feito se Getty Images tivesse utilizado um Image Fulgurator, creio eu, a não ser que percebesse a fonte do problema.

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