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Rachel Brice: dança do ventre tribal, fusões e imaginário feminino

publicado em recortes por | 31 comentários

Resistente aos séculos, a dança do ventre demonstra sua capacidade de reinvenção tanto como música quanto como expressão subjetiva; além de dar novos tons aos seus ritmos tradicionais, mostra hoje sua faceta globalizada. É nesse bojo que podemos colocar a dança do ventre de fusão tribal e sua maior diva: Rachel Brice.

 Brice Danca Erotismo Mulher Musica Rachel Sensual Ventre

Nascida em São Francisco, Califórnia, no início dos anos 70, Rachel Brice é hoje talvez a mais conhecida dançarina de dança do ventre em todo o mundo. Mas sua formação principal vem da yoga, prática que estudou e lecionou enquanto, paralelamente, trabalhava como quiropata. Sua aproximação com a dança oriental se deu em 1998 quando assistiu a um grupo que se apresentou na Califórnia. A partir daí, começou a aprender alguns passos por conta própria assistindo vídeos da mítica bailarina Suhaila Salimpour. Filmava-se para saber dos andamentos da experiência. Chegou ainda a ingressar num programa universitário de Dança Étnica e, em seguida, foi tomar aulas. Mas os acasos a levaram a prosseguir com a carreira terapêutica, o que a afastou de seu incipiente talento por quatro anos.

Brice foi descoberta em 2003 pelo polêmico empresário Miles Copeland - este constantemente acusado de ter transformado sua companhia de dança do ventre num negócio dos mais lucrativos, todo moldado como uma Las Vegas itinerante que conta até mesmo com seu próprio DVD de reality show. Ela passaria a integrar a mega companhia Belly Dance Superstars de Copeland e, no mesmo ano, monta sua própria companhia, a Indigo Belly Dance Company - que teve seu primeiro show de longa duração, a tournée Le Serpent Rouge, produzido em 2007, sob a batuta do mesmo empresário.

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A profusão de adornos que fazem o lóbulo de sua orelha despencar sob o peso de duas imensas argolas já mostram que Rachel Brice em pouco se encaixa no estereótipo da dançarina de saias esvoaçantes e jóias douradas; também quase nunca sorri. Essa espécie de desconstrução é uma marca no estilo da dança tribal, talvez um trânsito para fora dos clichês que consagraram no Ocidente a dança egípcia da qual os árabes se apropriaram ao longo de séculos. As vestes de Rachel e suas parceiras de estilos compõem-se de inúmeras moedas de cor fosca, tecidos amarrados, cabelos dreadlock, flores nos cabelos, ossos trançados com couro... objetos aparentemente improváveis se complementam harmônicos. A tentativa de representação se aproxima da música, é um ajuntamento de elementos que remetem a um passado nômade primitivo onde os enfeites são adaptações de coisas encontradas na natureza e/ou retiradas do contato com outras comunidades mais "avançadas"; é assim no caso das moedas e dos espelhinhos, por exemplo. Enquanto isso, no som, as percussões árabes se tornam elétricas e se fundem com a noise music.

Através de seus precisos movimentos de serpente, Rachel Brice faz emergir uma atmosfera misteriosa onde a mulher está representada hermética, mergulhada em segredos próprios que certamente dizem respeito a um poder dominador e ele é revelado aos poucos numa sedução de força, ritmo e elasticidade. São segredos que a vida cotidiana quase faz esquecer, mas que estão lá resguardados na imemória das mulheres de todas as culturas.

Aqui você assiste ao impressionante vídeo da apresentação de Rachel Brice ao vivo de Paris, na tournée da companhia Belly Dance Superstars em 2005.

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prill
Sobre a autora: priscilla santos é adoradora de cervejas e colabora com o obvious. Saiba como fazer parte da obvious.

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Comentários

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Vanessa Costa

Além de ser uma brilhante dançarina Rachel está sempre a inovar em seus estilos de fusão na dança do ventre, além do ATS (American Tribal Style), em suas últimas apresentações e em festivais consagrados pelas trupes tribais de dança do ventre, o The Indigo usa fusões que misturam danças de Cabaret Francês, em um clima mais descontraído, onde chegam a ultilizar elementos de representação teatral, é possível ver ótimas apresentações do The Indigo com o The Yard Dogs Road Show. Vale a pena dar uma conferida! Adorei o post! =)

Ela é maravilhosa!!!

bjr

Muito bom o teu retorno Prill, adorei o artigo.

*****

Olá! Grata por ter me favoritado. Vim conhecer seu blog e estou aqui encantada com tanta matéria linda! Voltarei mais vezes!
Grande abraço!
Helô

*****

Este post está maravilhoso! Com uma percepção mais avançada chega-se a sentir os movimentos e a ouvir os sons.
Parabéns!
Abreijos

Ma-ra-vi-lho-sa! não entendo nada nem de adornos nem e dança. Teu post me fez praticamente sentir os ventres a girar hipnoticamente ao meu ladinho. Parabéns.

Muito interessante o artigo. Minha filha estuda dança do ventre e também gostou muito da matéria.
Parabéns!
Abraços.

ola amigo....sou do blog www.netosdesalim.blogspot.com gostaria de trocar banners;...
grato pela atenção...
muito bom teu blog...
sucesso.!

vanessa - você usou a palavra que esto u procurando há semanas: trupe! sabe quando você esquece de uma palavra? então...
corroboro contigo; o show da The Indigo é inacreditável. me chama muita atenção essas recriações vintage para dança do ventre que as dançarinas e produção têm feito.

bjr - *worshipping* ... obrigada...

astrid - puxa vida..... não me sai mais nada agora :/ obrigada!

tina - *worshipping* *worshipping* sentir os ventres girar não é pra todas. há quem nem perceba que ele tá lá todo pronto pra giros e rodas. diversas.

darcy - também estudo dança do ventre e acho tão raro o que se tem escrito em português... tudo parece bater numa tecla de auto-ajuda. sinto que não vêem arte na dança oriental. é uma pena. muitíssimo obrigada!!

Vanessa Costa

Pois é, as Trupes =)
Também fico impressionada com tamanha capacidade de invenção das garotas, no meu estado (Paraíba) essas influências tribais também são recebidas e vivenciadas, entretanto a cada dia que se passa podemos ver o pessoal usando o termo Fusion a valer! A Kilma Farias, de João Pessoa, consegue fazer trabalhos inacreditáveis, ela consegue fazer uma mistura entre tribal, musica eletrônica e Regional, (Vide ChicoCorreia e Eletronic Band). Tenho muito afeto por este tipo de dança, não sei se isto é correto dizer, mas é um trabalho que permite a criação recriação, muito mais perceptível que na dança do Ventre tradicional. Com relação ao mote de seu artigo (fusões e imaginário feminino), existem variados artigos que nos fazem adentrar neste mundo de representações femininas míticas e modernizantes. Mais uma vez, teu texto está ótimo.

"emergir uma atmosfera misteriosa onde a mulher está representada hermética, mergulhada em segredos próprios que certamente dizem respeito a um poder dominador e ele é revelado aos poucos numa sedução de força, ritmo e elasticidade. São segredos que a vida cotidiana quase faz esquecer, mas que estão lá resguardados na imemória das mulheres de todas as culturas" Perfeito =)

Nunca fui dançarino, mas sei apreciar uma boa dança, tenho que concordar que a dança do ventre é uma das mais sensuais que eu já vi, tem muita arte e sem vulgaridade.

Este é um post inesquecível!
Fiz um link com vocês a esse respeito.
Confiram:
"Baila, baila, bailarina..."
no
Navegante do Infinito
http://astrid-annabelle.blogspot.com/
Parabéns. Mais uma vez.
Abreijos.

Taciana Farias

Eu conhecia Rachel Brice apenas por nome, pois era dancarina de Danca do Ventre e vivia a procurar arquivos sobre tal arte. Porem eu nunca havia visto ela dancando. E ao ver, atrves desse Blog, confesso que fiquei deslumbrada, nao tem outra palavra que descreva.

Despois lendo os posts descubri que Kilma Farias tambem eh citada, e que o nome Paraiba me deixou bastante feliz pois apesar de estar fora do pais, sou pernambuca! :)

Obrigada pela excelente materia!

Parabens! Ou... Mabruk!

Isa Miranda

Amooo!!!

Conheci o trabalho dela faz pouco tempo e me apaixonei pela dança...

Seus movimentos perfeitos, sua roupa mística, sua coreografia maravilhosa... São tantos elogios que nem posso colocá-los aqui.

Rachel você acaba de ganhar mais uma fã de carteirinha!!!

Flavia Gabriela

é tao maravilhosa que chega a dar medo!!! Perfeito

Biahhh

Muito bom ....
eu danço dança do ventre tribal tenho 10 anos de idade e amo a Rachel Brice !!! Eu amei as fotos e o texto !!!
vcs vão amar !!! BjOoOoOoO.... X ) !!!

Lorena

ela è perfeita dança muito,eu faço aula de dança do ventre,e ela me da inspiração...um dia quero ser como ela ou chegar o mais proximo possìvel...

Érica

Ela é perfeita. Fusão de beleza física, interior e precisão de movimentos que hipnotizam quem quer que a assista, goste de admitir ou não.

Alecsandra

Ela é maravilhosa,com movimentos precisos, técnica, a criatividade dela é gigantesca, excelente, ela acabou de ganhar uma fâ de carteirinha, Bjs

Marian

que hermoso es lo que haces, me encantaria que me mandaras fotos y saber de algun seminario que des,
gracias
besos

ADORO A RACHEL, ELA É ESTUPENDA!

Vejo que ela dança muito com música ao vivo também, acho que devíamos ter mais esta cultura, seria perfeito!!!!

Alguém sabe quando ela vem no Brasil?

Ah, tenho uma dica ótima de site para vocês, é o site do músico Ives Al Sahar, lá tem, inclusive, aula GRATUITA, de Derbak.

www.ivesahar.com.br

Salam,
Mell Borba

Para contato com o músico:
contato@ivesahar.com.br

ingrit

Ela é maravilhosa, muito expressiva.. perfeita =]

Luiza Helena

Eu gosto muito deste blog. Tenho enviado matérias dele para meus alunos e cada vez que entro fico horas. As surpresas são muitas!
Mas dessa vez superou tudo!
Começou pelo texto que é de uma "reverência" ao feminino comovente! Mas a Rachel Brice é um chamamento para um estado melhor de ser vivo, de ter um corpo e de honrá-lo!

Grata

Tayná

A Rachel é simplesmente MARAVILHOSA... admiro muito o trabalho dela.
Amo essa vertente da Dança do ventre, acho Linda d+!...
Queria falar pro pessoal q curte a dança q temos uma “Rachel” aqui no Brasil .... o nome dela é thalita menezes ... pra vcs q gostam da dança acompanhem essa dançarina maravilhosa ...
aq ta um link de um video dela: http://www.youtube.com/watch?v=Xau3NZxzK38

Um grande abraço a todos q admiram essa dança magnífica!

maria alves da cunha

vi a materia e me encantei com tudo gostaria se possivel me fosse passado um contato de vanessa costa

elaine

essa mulher é perfeita
sou fã numero-1

Ana Clara Boscolo Branquinho

Descobri a Rachel acho que em 2007, eu tinha 15 anos de idade e já dançava dança do ventre desde os 10 anos no grupo de dança Alma Gitana Porto Feliz-SP o qual minha mãe Hana Zahira é professora e diretora.
fiquei imprecionada(louca) pela Rachel e passei a gostar muitoooooooo de tribal ...pesquisei muitoooo....fiz muitos workshops com ótimas professoras....no entanto não achei alguem que tivesse o mesmoooo estilo da Rachel...passei a treinar por conta própria (copiei mesmooo muitos videos da Rachel).. depois de uma apresentação minha em nosso festival...comecei a coreografar e em seguida dar aulas para as alunas da minha mãe....hj tenho 18 anos e agradeço muitooo a minha mãe Hana Zahira porque foi ela quem me fez descobrir a maravilhosa Rachel Brice a qual agradeço muitoooo tbm por ser minha inspiração para o tribal! e esperoooo mesmooo um dia poder agradece-la pessoalmente...(e eu tenho certeza que algum dia terei a oportunidade)...
obrigada...
Ana Clara - 08/12/2010

Lou Bertoni

Rachel Brice trouxe a sua experiência em ioga, com a dança do ventre e um absoluto controle e sincronia de movimentos. Ela é bem performática.

Lilian dos Santos

Nossa adorei a matéria sou apaixonada pala Rachel,sou professora e bailarina de Dança do Ventre, e atualmente estou estudando o estilo tribal graças a essa maravilhosa bailarina, quando me falaram sobre esta fusão entre DV e outras danças não simpatizei muito,até ver essa maravilhosa bailarina em atuação foi apaixonante,hoje sou amante desse estilo.
Dançar e mostrar a sua alma, de uma maneira pura e magica em eterna sintonia com o seu eu.

Bjsssssssssssss.

Ana Paula

Gostei! Mas tribal fusion é tribal fusion e dança do ventre é dança do ventre, que faz sim parte dos movimentos do tribl,mas usar "dança do ventre tribal" é um pouquinho demais. Sem querer ser chata mas ja sendo rs
;*

Flavia Ionita

Belo e envolvente, remete-nos a uma viagem misteriosa e cultiva-nos o desejo da aproximação da dança e despertar de nossa feminilidade!

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