
Julie Blackmon nasceu em 1966, em Springfield, no Missouri, a mais velha de 9 irmãos. Diz-se inspirada pela pintura holandesa e flamenga, especialmente por Jan Steen, pintor holandês do séc.XVIII, conhecido pelas representações de cenas da vida quotidiana. Quis fazer o mesmo com a sua família: os seus filhos, as suas irmãs, os filhos das irmãs.

Eu ficava horas a olhar para cada uma das fotografias - quanto maior o caos de gente, objectos, movimentos, melhor -, e vagamente reconhecia em mim o mesmo prazer que me toma nos museus e nos livros de arte antiga, perante quadros cheios de pormenores, mas só a leitura da biografia me confirmou que nada era, afinal, por acaso.

Os portfolios de Julie Blackmon foram surgindo, espaçados, ao longo dos últimos anos, no site photoeye, onde há pouco tempo surgiu um terceiro, com a notícia da recente publicação do livro.

Há pelo menos dois tipos de abordagens neste trabalho: fotografias não encenadas e fotografias encenadas. Estas últimas são mais comuns no terceiro e mais recente grupo, onde se encontra até um retrato a lembrar um bocadinho a Família Adams. Creio, no entanto, que a maioria das fotografias será híbrida.

A minha preferida é sem sombra de dúvida esta:

5 comentários
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tajana
Fabuloso. É impressão minha, ou as imagens têm uma pequena distorção? Parecem esticadas, nos cantos.
Há tempos estava a falar com uma pessoa que dizia que não gostava da Eulália Valldosera (artista espanhola) porque as instalações dela eram muito feministas. Eu achava que não - isto é, são feministas, ou femininas, mas de uma forma íntima, não de uma forma política de activismo público (que eu acho que teve e tem o seu lugar, de qualquer forma). Vejo estas imagens um pouco assim. São imagens de uma mulher, com todo o caos musical, distorsões e fantasmas incluídos, da vida doméstica.
são
Só se for aquela distorção comum de usares uma distância focal diferente da normal.
O não-gostar-conceptual é fascinante :)
Já exploraste as galerias da Blackmon? Foi tão difícil escolher as fotos detse post.
isabella
Nao conhecia, gostei bastante.
A ultima imagem eh tao familiar ... =)
Sue
Achei a brincadeira com referências familiares de forma caótica super interessante, sem falar que são tão femininas...Adorei
bjr
Isabella... você faz falta por aqui! :)
Sue, obrigado por comentar, volte sempre :)
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