
A Movida Espanhola foi um movimento artístico onde todo furor sufocado na ditadura franquista escoou para todas as expressões fosse na música, nas artes plásticas ou no cinema. Quatro décadas de ditadura davam lugar à contracultura e ao underground estimulando criadores a buscarem identidades inconfundíveis que celebrassem a força em formas, cores e imagens quase convulsas. Dentre os artistas da escola estava a estilista madrilenha Ágatha Ruiz de La Prada, hoje uns dos principais nomes do design mundial cuja assinatura pode estar tanto em telas modernas de exposição quanto em escovas de dentes.
São centenas de produtos licenciados nas áreas de mobiliário, vestuário adulto ou infantil, material de papelaria, perfumes, jóias, celulares esculturas e o que mais uma mente pode alcançar em termos de acessórios. Com Ágatha, temos a possibilidade real de viver num cenário de Pedro Almodovar, com todas os seus coloridos, improbabilidades e imaginário feminino. Todos os objetos possuem o mesmo estilo inconfundível do cineasta, com tons brilhantes que imprimem uma marcante presença. As peças correm no mesmo furor que corriam nos anos 80 durante a Movida Espanhola, Ruiz de La Prada sempre foi alheia às tendências da moda preferindo manter-se fiel à uma única linha criativa atemporal que, curiosamente, é mutante.

Pelas peças da artista, podemos nos cercar de uma existência orgânica e emocional, simplesmente enérgica como uma gargalhada impossível de ser contida, trágica ou cômica – e nisso também se aproxima do cinema almodovariano. Ela acredita que todos os detalhes da vida cotidiana podem reproduzir o que sua alma expressa sobre sua arte: não entendo quando designers como Yves Saint Laurent ou Karl Lagerfeld criam coisas modernas que escapam a tudo visto e depois vão para suas casas ou escritórios e estes parecem alguma coisa de duzentos anos atrás. Se você faz design de vanguarda, você deve viver num design vanguarda; até os seus pratos devem ser de vanguarda.





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comments powered by Disquscris alcântara
que vergonha! como designer eu não conhecia a movida espanhola e nem a ágatha! adorei!
esse design é simjplesmente único e foge totalmente do padrão contemporâneo sempre igual em todo canto!
meus alunos deverão saber logo disso :)
bjos e parabéns pelo artigo.
patricia de miranda
é fofa mesmo a coleção.... de 6 em 6 meses visito o site para mergulhar no universo colorido da marca ;))
priscilla
cris, que alegria saber que você gostou, nossa! estou orgulhosa de mim mesma agora pela escolha do tema, vou ali na varanda estender minhas penas coloridas. rss
conheci o trabalho da Ágatha numa ida ao salão para fazer as unhas. todos os lugares podem ser encontrados em qualquer lugar, acho. li sobre ela e a numa revista Vougue e fiquei alucinada; chegando em casa, vasculhei a internet e pronto: alucinada e pasma com o tom vibrante que ela dá a tudo.
hoje fico como a Patrícia, fazendo visitas periódicas ao site da ARdeLaPrada, mergulhando e sonhando com todos aqueles corações e flores. especialmente sonhando com os banheiros...
obrigada pelo comentário cris alcântara e patrícia
wave
Curti bué o artigo, mas, mas, mas, as criações desta senhora são uma 'pirosice' pegada.
As verdades são para ser ditas, custe o que custar e aquilo até é caro, safa!
Na minha modesta opinião, quem vestir aquelas peças, no mínimo, fica bué parecida à fofinha da Floribel@, mesmo que não tenha feita uns implantes e assim...
:D
[fiquei absolutamente transtornada com esta frase: «...todo furor sufocado na ditadura...» Alguém me explica isto, please]
:O]
priscilla
hahahaha, Wave, a parte do Floribela foi mesmo boa.
O que acho que acontece é que hje estamos bastante suceptíveis a usarmos sofás vermelhos, toalhas ou almofadas coloridas; mas há uns 20 anos, todas essas cores tão berrantes não eram muito bem vindas. Cultivavam-se ambientes bastante sóbrios e nenhuma mulher com mais de trinta anos sairia de casa calçando uma sapatilha de poás.
por isso hoje o trabalho da Ágatha pareça comum, mas ele não é, sem dúvidas. ela tem um estilo absurdamente excêntrico, mesmo para a Floribela e, se pode ser considerado excentrico hoje, imagine naqueles 20 anos atrás? pois então... ela já usava as tais cores berrantes em formato de flor quando o culto era à geometria, às retas.
sobre a frase, conte o porque do transtorno, talvez eu possa ajudá-la a destrinchar algo que não tenha ficado claro. e mesmo me corrigir, se for o caso.
muito obrigada pelo comentário!
wave
Priscilla, não há nada a corrigir no seu texto. Também não tente compreender por que razão dei ênfase àquele excerto do seu artigo. Trata-se, tão-somente, de uma pequena alusão a uma certa «marca registada».
:S
evelize d c
descobri seus perfumes e amei principalmente, Agatha Ruiz de La Prada ( Flor )
silvioafonso
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Mulher veste Prada, dos pés à cabeça.
silvioafonso
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KAMILA
E MUITO LEGAL!!!