contos em caixas de fósforos

Definir o que seria um microconto não é muito fácil; embora encontrando consenso entre os escritores e especialistas das Letras de todo mundo, de que são prosas curtíssimas que se valem apenas de poucas palavras para começarem a existir. Porém eles acabam esbarrando em alguns preceitos da poética e mesmo da prosa, se não esbarrando, misturando-se a eles. Um exemplo disso é que, eventualmente, pequenos contos são confundidos com os famosos haikais, textos poéticos cujo formato é sempre conciso e objetivo.
Mas, discussões à parte, o que todos concordam é que a difícil arte de contar histórias usando pouco mais ou pouco menos de cinqüenta palavras é algo que Samir Mesquita faz bem. Nascido em Curitiba, cidade sulista brasileira, mas que vivendo hoje em São Paulo, o escritor lançou recentemente o seu livro “Dois Palitos” onde rapidíssimas e impactantes histórias nos apresentam bêbados, suicidas, divórcios, mulheres da vida e algum amargor.
E, no estilo do autor, “Dois Palitos” é também um livro micro porque os contos vêm empilhados dentro de uma simpática caixinha de fósforos (que inclusive funciona). Para comprar o livreto e conhecer o microblog de Samir Mesquita, é só visitar a página do autor onde também estão disponíveis contos rápidos numa apresentação bastante interessante. Alguns deles você pode conferir logo aqui abaixo.







Samir Mesquita
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9 comentários
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É maravilhoso ver uma forma tão original de se levar esta arte às todos. Poucas palavras, grandes conceitos!
william em 21 de setembro de 2008

Grande Samir, um cara de grandes idéias e pequenas formas de expressá-las.
Parceiro de microcontos, um microabraço.
Tiago Moralles em 23 de setembro de 2008

A propósito de fósforos, recordo aquele sábio aforismo: «o amor é como o fósforo: só dura enquanto há...»
wave em 23 de setembro de 2008

Pau? :D
Luís em 23 de setembro de 2008

Muito bom, fiquei impressionado com a capacidade de sintetizar histórias dele... Muito atual.!
r4f4 em 24 de setembro de 2008

Muito original!
Mario em 29 de setembro de 2008

Com certeza, nesse mundo de condensar linguagem, a narrativa do conto ser aproxima muito dos poemas sincopados (haicais só são famosos, estrelas pops, mas há gêneros e gêneros assim na literatura, vide o soneto...). Mas radicalizar ao ponto (ou ao fósforo) de dizer que um conto cabe numa dessas caixinhas é uma tremenda experiência mesmo.
PARABÉNS PELA APRESENTAÇÃO.
Rafael Coelho em 28 de outubro de 2008

Adorei. Criatividade à flor da pele. Como é delicioso ver como somos capazes de inventar tudo. Parabéns ao autor!
Rose de Castro em 30 de outubro de 2008

Que legal.sou fascinado por microcontos e as possibilidades de redefinir a questão da publicação de livros.
parabéns ao autor pela obra e ao Obvius pela divulgação.
Edgar
www.edgab.blogspot.com
? Edgar Borges em 17 de fevereiro de 2009
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