Higiene feminina verde: a solução dos reutilizáveis



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Certos objetos, por serem inevitáveis aos seres humanos, acabam tendo uma evolução que acompanha as mudanças culturais da sociedade. É por conta disso que os tampões menstruais estão também se adaptando aos apelos ecológicos que rezam a reaproveitamento dos alimentos e objetos mais a diminuição do lixo não bio-degradável produzido por nós.

Atentas a essas novas demandas e a outras vantagens, muitas mulheres em todo mundo têm aderido aos tampões não absorventes, ou copos menstruais. Esses são pequenas tulipas feitas de látex ou silicone que, aplicadas ao interior da vagina, prometem conter o fluxo por, pelo menos, dez horas sem necessidade de troca.

O aparecimento dos copos menstruais ainda são um tanto misteriosos; a maioria credita a atriz americana Leona Chalmers o desenho da tulipa flexível, mas no seu livro “The intimate side of a womans life” a própria Leona aponta o francês L. H. Mallellieau como o criador original. Intitulou-se dona mesmo do produto porque os primeiros copos que desenvolveu e patenteou em 1937 eram feitos de material flexível, ao contrário do similar francês, que era duro.

Os primeiros copos menstruais foram usados durante a Segunda Guerra Mundial, por sua praticidade e menor necessidade de troca. Com o fim do conflito, imaginava-se que fossem substituir os tampões dentro de pouco tempo, o que não aconteceu, e as poucas fábricas que o produziam foram à falência. Sua volta à lista de possibilidades se deu nos anos 80, quando as associações de saúde passaram a alertar sobre a possibilidade de infecções causadas pelo algodão dos tampões internos e, nos dias de hoje, as pequenas tulipas ganharam milhares de adeptas atentas ao impacto ambiental causado pelo descarte ininterrupto de absorventes e pensos de todos os formatos.

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Ele pode até ter um aspecto tanto assustador, mas as usuárias do modelo relatam grandes vantagens para além dos benefícios verdes: atóxico, livre de polietileno, não absorve a umidade natural da vagina e dura mais de uma década (!), ou seja, extremamente econômico (embora não custe barato). Como desvantagem, apresenta apenas relatos de pequenos acidentes nos primeiros dias mas, dizem as usuárias, como tudo na vida, é questão de prática. Para as curiosas, as engajadas ou intrigadas em geral, o copo menstrual é vendido em farmácias de produtos naturais europeias e, no Brasil, podem ser encomendadas pelo correio. Estão ainda disponíveis em diversas marcas como o DivaCup, FemmeCup e Keeper.

Não deixe de ler a publicidade e a higiene íntima feminina, parte 1 e parte 2.

priscilla santos

é adoradora de cervejas e colabora com a obvious.
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