Este artigo é contributo de Pedro Jansen, jornalista e editor do Yahoo! Posts. Apaixonado por música, edita também o Calo na Orelha, site especializado em crítica musical. Escreve contos e poemas sempre que o fluxo criativo permite.
Acredito que o conflito é a grande força motriz da vida. Acompanhe o meu argumento: é ele que instiga o esforço, que alimenta a luta, que favorece os bravos. O conflito faz de cada ser um lutador, e mesmo que nóias e fobias insistam e persistam, vencedor e perdedor lucram ao fim do combate.
Minha relação com Machado de Assis, grande autor brasileiro, sempre foi conflituosa, e dela acho que os dois saíram vencedores. Machado por não me ter lendo seus livros a contragosto e eu por ter dedicado mais tempo a leituras realmente incríveis para mim, como O Cortiço de Aluísio Azevedo [ok, isso é assunto para outro texto].
Sou parceiro da idéia de que sempre chega um momento da vida de um homem em que ele não pode deixar mais de lado as batalhas a serem travadas. E foi assim que, sem muita expectativa, li O Alienista para o vestibular. Depois de conquistado pela narração curta de Machado, li diversos outros, como A Carteira, A Cartomante e Missa do Galo. Mas os romances do primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras nunca me atingiram. Por mais burburinho que se faça ao redor de Memórias Póstumas de Brás Cubas ou Dom Casmurro, por exemplo, ainda assim minha atenção não é atraída. Traumas da adolescência? Talvez.
No entanto, é inegável o despertar de um interesse genuíno por uma minissérie que traga para as telas da TV brasileira o texto de Dom Casmurro, a incensada história do possível e nunca confirmado triângulo amoroso de Bentinho, Capitu e Escobar. E este interesse genuíno não nasce somente dos cinco capítulos com texto de Euclydes Marinho - responsável pela criação de clássicos como Malu Mulher, Armação Ilimitada e pela adaptação de Confissões de Adolescente e A Vida Como Ela É - e dirigida por Luiz Fernando Carvalho - o homem que pariu Lavoura Arcaica, Hoje É Dia de Maria e A Pedra do Reino. Não, não vá pensando assim.
O interesse genuíno e a ânsia por ver a verdadeira magnum opus de Machado retratada na minissérie global Capitu, com data de estréia marcada para 09 de dezembro próximo, vem principalmente por dois motivos. E mais uma vez te peço que me acompanhe.
O primeiro deles é que, ao contrário da narração das linhas de Dom Casmurro, lançado em 1899, esta minissérie conta a visão de Capitu dos fatos. É enfim o momento de ouvir o outro lado, de descobrir as matutações da morena de boca fina, de emergir o que causava a ressaca dos olhos grandes da personagem que marcou o tipo feminino na literatura brasileira e mundial. E junto com isso, o antigo, mas nunca esquecido, falatório sobre a suposta traição sofrida por Bentinho.
Tenho um amigo que repete com freqüência uma das máximas mais certas do mundo: “aquele que ainda não foi traído, o será”. E isso, claro, independente de sexo, cor, raça ou religião. É apenas inerente ao ser humano tentável e falho. Inerente a você e eu. E ter isso dissociado do texto realista e miloitocentista de Machado de Assis é muito digno de nota.
Aqui entram os talentos enlouquecedores de Euclydes e Luiz Fernando. Ambos - um com as palavras e o outro com o olhar – darão a cara a tapa, indagando: “concordam com a visão que temos deste clássico?”.
O segundo motivo é a maneira como a Globo encontrou para divulgar Capitu. Depois de dividir Dom Casmurro em mil trechos, a emissora convocou artistas, celebridades e usuários comuns de internet para juntos realizarem a maior leitura coletiva do mundo. No site da ação você pode escolher um dos 850 trechos da obra de Machado ainda disponíveis, ligar sua webcam e contribuir com sua leitura para fechar os mil trechos a que a promoção se dispõe. O prêmio é único: estar entre os mil leitores de um dos maiores clássicos da literatura universal, junto de gente como Tony Ramos, Ary Fontoura, Fernanda Montenegro, Camila Pitanga, Regina Duarte, Alexandre Inagaki e eu.
Todos estes vídeos talvez consigam enfim me fazer encarar e digerir Dom Casmurro. Mal posso esperar para ver os mil trechos lidos e a minissérie no ar.
Vale lembrar que, depois de gravado, você pode compartilhar o seu vídeo onde quiser. Conte pra todo mundo e faça parte deste marco da internet.
Os comentários a este artigo são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não veiculam a opinião do obvious sobre as matérias em questão.
Não quero seguir pra outro site sem antes deixar explícito o prazer que tive em ler esse post.
Mauro em 26 de novembro de 2008
Uma pena eu não ter uma webcam (talvez eu até compre uma só para participar) e uma pena também você não ter lido, Pedro Jansen, Dom Casmurro...quem sabe você já o esteja lendo, ainda que nas entrelinhas de seu próprio artigo, por sinal, muito bom...gostaria de saber se posso divulgá-lo em meu blog. Parabéns pelo artigo e pelo blog Obvius (que está entre os que mais leio).
engraçado, eu conhecia o projecto françês de leitura da obra do Proust, le baiser de la matrice, até quero participar. Talvez participe neste tambem.
Virginia em 26 de novembro de 2008
Vou lhe confessar:tenho 64 anos,sou professora e pensava que O Machado era um chato e por isso Capitu fez(ou não fez?) o que se lhe atribui.
Acontece que comecei a ver as chamadas para a minissérie e despertou-me a curiosidade.Não é que comprei o Dom Casmurro e o estou lendo e adooorando.A construção de Machado é maravilhosa.Só agora descubro os encantos tão apregoados e penso que não ficarei só neste romance não.Se não o fez,mesmo,ainda há muito tempo,quem não ler não saberá o que perdeu.
Pedro a dica é boa e a idéia da Globo bastante inusitada. Machado é alvo de tantos estudos e controvérsias exatamente pela riqueza de seu trabalho.
Também passei "maus bocados juvenis" em suas leituras, mas adulto descobri um outro Machado que me deu vontade de revê-lo, comecei a ler sua infinidade de Contos que são deliciosos.
Aliás, acho que, os professores deviam começar com os contos para não causarem tantos traumas nos alunos.
abs e parabéns pelo post
Alessander Guerra
www.cuecasnacozinha.com
É incrovel a semelhança da minha vosão sobre Machado de Assis, a mim nunca havia chamado atenção, fui leitora de O cortiço ainda muito jovem, as 10 a´nos e por muito tempo relitei a ler as obras de Machado de Assis, um dia pesquisando sobre inteligencia acima da média, vi uma referencia ao Alienista, ao ler ler fiquei facinada pala fora de escrita de Machado de Assis e não perdi mais tempo, hoje aos 32 estou descobrindo e me apaixonando por Machado de Assis!
Valéria em 27 de novembro de 2008
Aguardo CAPITU, Aguardo MACHADO DE ASSIS... Aguardo essa maravilhosa CONTRIBUIÇÃO CULTURAL.
Walma Lúcia
Escritora/Produtora Cultural
walma lúcia em 27 de novembro de 2008
Todas as obras de Machado de Assis são maravilhosas, e Dom Casmurro, nem se fala.Já havia lido na época em que fazia colégio e na preparação para o vestibular. E até hoje continuo apreciando muito Machado de Assis.
Socorro Santos em 27 de novembro de 2008
Que maravilha! "Os olhos de ressaca,oblíquos e dissimulados"...tão tangíveis através deste projeto. Vou até comprar uma webcam para participar...Quando dei aula de Literatura,os alunos do 3ano apaixonaram pela história,fizemos trabalhos e debates incríveis. Até hoje quando encontro algum desses alunos,sou surpreendida por;"E a Capitu hein!!!!" Eles adoraram Dom Casmurro e O Alienista e Missa do Galo
Dora Nascimento em 27 de novembro de 2008
Que maravilha poder acompanhar Dom Casmurro na tela da Globo em uma minissérie! Grande presente de final de ano! Sou professora de Ensino Médio, e durante este mês, fiz vários trabalhos com meus alunos sobre Machado e a obra Dom Casmurro...Agora os alunos assistirão na tela da globo!É o melhor incentivo à leitura que poderia ter.Assim poderemos analisar melhor a insegurança de Bentinho...
Maurícia em 27 de novembro de 2008
A leitura do enigma de Capitu retrata as várias faces da alma humana, suas inquietações, suas lacunas: Capitu uma personagem que quase não tem "falas"(tudo o que sabemos dela é dito por Bentinho, conforme ele julga necessário),mas que diz tanto e desperta tantos questionamentos. Só mesmo um gênio como Machado de Assís para perpetuar assim tal leitura.
Lília Lima em 27 de novembro de 2008
Fantástico esse Post. Agradeço pela disponibilidade em colocá-lo. Devido a meu tempo, não posso assistir TV e, por isso, não sabia da série. Como você, sou fascinado em O Cortiço, tanto que nessa terça, 25/11, dirigi uma peça com base nessa obra de Azevedo para uma apresentação da II Noite Literária da escola onde estudo. Contudo também sou capturado pela magnitude ímpar da literatura machadiana. Tenho certeza que essa série fará muito sucesso, pois é na diversidade que se tem o valor da arte. Acredito no potencial dessa união. E por sua conta haverá ainda mais idéias criativas! Em nome da cultura brasileira, obrigado
Lucas Manuel em 27 de novembro de 2008
Li Dom Casmurro quando tinha 14 anos. Hoje, com 25 continuo uma admiradora da obra. A dúvida que paira sobre a traição de Capitu é algo que nos confunde. Eu acredito que Capitu tenha traído Bentinho. Bem, mas falando sobre a minissérie, mal posso esperar para conferir. Será a chance de confirmar minhas suspeitas, ou não.
Aline em 27 de novembro de 2008
Mas que idéia maravilhosa, esta de incentivar a leitura, principalmente MACHADO DE ASSIS.
Estamos todos de PARABÉNS........... estou participando, e voltando a ler DOM CASMURRO.
SUCESSO..........
Vânia Maria Patriota em 27 de novembro de 2008
Acho interessante a proposta da Rede Globo, mas acredito que as pessoas discutem uma não-questão a respeito desta obra de Machado de Assis. O ponto central do livro (e daí, ao menos para mim, a genialidade da obra) é justamente deixar a todos na eterna dúvida, ela traiu ou não? E a cada vez que lemos o livro a nossa certeza muda e nunca alcança,os a resposta. É interessante colocar a visão de Capitu da história, mas antes de tudo o livro não fala sobre um homem corroído pela traição, o que corroí Bentinho - e por consequinte o leitor - é a incerteza da traição.
André Nunes em 27 de novembro de 2008
Achei o post infeliz, já que o autor em nada contribuiu para ajudar o leitor / expectador a se interessar pelo livro em que a minissérie se baseia. Creio que vale citar os estudos recentes sobre Dom Casmurro, dos quais emerge uma pergunta muito diferente daquela, tão famosa, se Capitu traiu ou não: por que foram necessários sessenta anos para que um leitor (no caso, leitora, a americana Helen Caldwell) cogitasse, pela primeira vez, se Capitu era ou não adúltera. Pois, antes disso, o livro foi considerado por décadas como o maior romance sobre adultério brasileiro. O que o discurso de Bento tem que é tão caro a nós, que nos fez crer nele por tantos anos? Será só machismo ou - o que parece mais provável - também há em nós certa ressonância para com as palavras desse filho amantíssimo, arrimo da família, ex-seminarista, amigo leal...?
Rocharch em 27 de novembro de 2008
Sou argentina, mas gosto muito da literatura brasileira, gosto de Olavo Bilac, Camilo Castelo Branco e outros, porém particularmente de Machado de Assis, e de quasi toda suas obras, mas a que apertou meu coraçao foi Dom Casmurro.
É una boa idéia essa de dar a conhecer o por meio de miniséries obras de grandes autores para aqueles que no querem ler livros, é uma maneira de preenche-los a leitura.
Mabel em 27 de novembro de 2008
o imediatismo que se impõe em nosso cotidiano nos cega e impede a reflexão e com isso perdemos o que há de melhor da vida... Do orgasmo se esquece mas não ouvidamos as carícias premilinares! Assim é Machado nele o fato é mero pretexto para que se pense na vulnerabilidade do ser humano...
ursula em 27 de novembro de 2008
Sou escritora também, e amo de coração machado de assis, e por sua vez estou lendo essa obra maravilhosa que é Dom Casmurro, nossa que show de letras palavras concordância, quanto mais leio mais quero ler.
Ariane de Abreu em 27 de novembro de 2008
Joaquim Maria Machado de Assis. Brasileiro, mulato, e um ícone da nossa literatura...ah, tivesse eu uma web cam...teria a grata satisfação de poder ler, junto a grandes leitores, um ou mais trechos desse que ,(para mim) ,foi um dos maiores escritores brasileiros. Me identifico demais com o nosso Machadinho...abraços a quem teve a excelente idéia. Continuem...o povo precisa dessas iniciativas.
PAULO em 27 de novembro de 2008
espero quer a sônia Regina não seja professora de português.
Afonso em 27 de novembro de 2008
Uma pena não ter uma webcan e não participar.
Sou professora de Português e Literatura.Amante dos livros e admiradora de Machado de Assis(o verdaeiro gênio de nossa literatura).
Parabéns pelo artigo e aproveite para conhecer um livro lançado por uma jornalista cearense "Capitu conta Capitu".É "show"!!!.
Maria do Carmo Mourão Lôbo em 27 de novembro de 2008
Fantastica sua crônica! Parabéns pela otima leitura desse novo evento da TV Brasileira, parabéns ao Carvalho, mais uma vez. Ele que ja nos brindou com Maria, Quaderna, outros. Uma dos mais belos olhares da TV.
Abraços
Marcelo em 27 de novembro de 2008
Li Dom Casmurro na época de escola. A leitura de Machado, geralmente, são cansativas, mas Capitu sempre me intrigou. Será que traiu? Será que não traiu? Nao sei.. acho que tudo não passaram de desconfianças.
Sueli em 27 de novembro de 2008
Muito bacana esse projeto.
Vou participar e indicar.
Parabéns!
Marina em 27 de novembro de 2008
Definitamente voçê não conhece nada de Machado. Além de fazer uma análise piegas e rídula. Apenas leia objetivamente. Não comente depois. Menos um idiota-que-comenta-o-que-leu no mundo.
raul em 27 de novembro de 2008
SERÁ QUE HAVERÁ AINDA NESTE MUNO, MULHERES TÃO DISCRETAS COMO CAPITU?
BARON em 27 de novembro de 2008
Estou ansiosa pra ver!! Só pela chamada eu me arrepio..principalmente pela música...alguém poderia me dizer q música é essa?
Julia em 28 de novembro de 2008
Não sei pq Rocharch achou meu post infeliz. Mas o que não consigo entender é as pessoas dizerem que ele não contribuiu em nada com a obra dele, se isso fosse verdade este livro em especial não seria até hoje tão discutido. E existem teses de doutorado e dissertações de mestrado sobre esta obra específica de Machado de Assis. Por mais interessante que venha a ser o trabalho da Rede Globo ele não tem comos e comparar ao livro.
André Nunes em 28 de novembro de 2008
Machado, sem dúvida, é um dos maiores escritores de Língua Portuguesa, e, creio, do mundo. Ele já usava de técnicas da escritura literária, da polifonia, e de recursos semelhantes ao fluxo da consciência, claro, ao seu estilo, há coisa de quase três séculos. Hoje, Machado está sendo redescoberto. Bom para o Brasil, bom para o seu povo, e bom para a nossa Literatura. Parabéns por este Projeto.
Saulo Ferreira - Professor de Literatura - Gama - DF.
Saulo em 29 de novembro de 2008
Com os festejos do Centenário de Machado, ficou mais fácil descobrir em nós a paixão literária, e agora com a Tv mostrando uns dos contos de Machado, acredito que a semente literária germinará em milhares de lares brasileiros.
Parabéns a Tv Globo...O Povão merece!
Zilda Chaves em 30 de novembro de 2008
Pedro, parabéns pelo seu blog.
Minha relação com Machado de Assis também sofreu mutações rs.
Quando a leitura é obrigatória, fica realmente chata. Mas hoje em uma fase mais madura reli Dom Casmurro e tive uma outra visão sobre a história.
Comprei uma coleção bem bacana editada pela Editora Elevação www.elevacao.com.br, por um preço bem acessível.
Vou assistir a minissérie e achei essa iniciativa muito positiva.
Regina
Regina Natália em 8 de dezembro de 2008
Sou formada em letras com francês e ao ler “Dom Casmurro” pela segunda vez (a primeira foi no colégio), agora na universidade, o que ficou nas entrelinhas foi a homossexualidade de Bentinho (ou Machado). Isso ele deixa bem expresso quando fala das coxas de Escobar e dos peitos.
Helena Conserva em 10 de dezembro de 2008
Se a leitura de Machado ,principalmente em Dom Casmurro, nunca foi fácil pra ninguém, ela se tornou indecifrável com esta mine série! Se o objetivo foi o promover escritor e sua obra máxima o resultado, para usar um eufemismo foi uma decepção pois só fez chamar atenção para para o espetáculo em si com pretenções de grande teatro, de grande circo, no qual o resto era simples resto...
ursula em 18 de dezembro de 2008
Afonso ,não entendi porque eu não poderia ser professora de português.Não o sou mas posso ensiná-lo a escrever corretamente.Quando não se tem o que comentar,melhor calar,Sonia Regina.
Sou grande admiradora das obras de Machado de Assis (exceto Memórias Póstumas, que na minha opinião detêm uma narrativa deveras lenta), e da minissérie. Apesar de ter um grande apelo popular, a globo sabe recriar grandes clássicos sem tirar suas essências. O seu comentário é pertinente, e também muito me interessei quando soube em maio que a minissérie estava sendo gravada. Ao contrário do filme Dom, o projeto tem a sutileza de Machado. Louvável a atuação de Maria Fernanda Cândido, (que realmente tem os tais olhos de ressaca) e muito mais o ator que interpretou Dom Casmurro (perdoe-me, não me recordo do seu nome), já o conhecia como apresentor no programa recorte cultural. A única decepção está no fato de que, como você mesmo disse, a inovação estaria no parecer de Capitolina; o que não aconteceu, acredito que a idéia dos autores em terem posto seu nome na minissérie, seria mais uma homenagem simultânea ao centenário do escritor e a Capitu que em pesquisa publicada na Veja, é a mulher mais admirada na literatura nacional.
Ketlin em 30 de dezembro de 2008
Oi... Achei legal seu post...Legal vc está participando do projeto da GLobo sem ter lido a obra inteira...rsrsrsrs. Resumindo minha relação com Machado: até concluir o Ensino Médio NUNCA fui obrigada a ler nada pela escola!O que não me impediu de, no 1º ano do antigo colegial, estudando desde a 8ª série à noite, trabalhando 44 hrs semanais, concorrer com alunos de escolas particulares, que tinham listas de livros obrigatórios para ler e pais que os compravam...E vencer o concurso municipal de leitora mais assídua da cidade. Bom, sempre gostei de ler, li Machado a partir dos onze anos, assim como li outros e gosto MUITO DELE.Mas... entendo a sua angústia em relação a ele: quando comenta-se demais um livro você perde interesse por ele, afinal, já conhece a história, não é mesmo?Depois da minissérie, de dois anos dando aula em cursinhos da região, onde a Universidade Federal cobrou por esses anos Dom Casmurro, cansei um pouco dele rsssrsrssrs.Peguei "A Besta Humana", de Zola. Não tenho a mínima pretensão de destrinchá-lo aqui ou no meu blog, mas comento um pouco desta obra e o que achei do "confronto" entre os autores.Dê uma olhadinha lá: www.annavoig.blog.terra.com.br
Virtuais abraços.
Recebi alguns comentários de pessoas indignadas com minha releitura, cheguei até a desacreditar de mim mesma e peguei a obra para ler e encontra o fragmento que capitei a homossexualidade de Bentinho. Poxa foi incrivel, descobri que a obra é permeada do inicio ao fim. Como eu só vim enxergar isso agora? Postei todos os fragementos no meu blog http://hconserva.blogspot.com/
Titulo do poste: " Não tenho relacoes aqui com mais ninguém, voce foi o primeiro"
Helena Conserva em 20 de janeiro de 2009
Li Machado de Assis quando muito novo. Nem sei mais que livros. Eles vinham da casa da minha avó e era edições antigas com a forma antiga do português. Uma pena não lembrar, mas um bom motivo para (re)ler. Vou tentar gravar algo para o projeto Mil Casmurros.