Campus Party Brasil: o segundo dia e as profusões


brasil campus blogs  campusparty 2009

Por aqui, só o improvável tem vez: três índios caminham de bermuda, chocalho e descalços, uma coelhinha da Playboy passa devidamente seguida por homens e câmeras digitais, o pinguim Tux faz uma pose provocante em frente ao palco e, enquanto o cara do megafone anuncia algo plenamente incompreensível, um robô caminha no corredor balançando os cabelos de fibra ótica. A moldura é uma gigantesca lan house que sopra 10Gigas de velocidade. O evento é esse mesmo, Campus Party.

Nerds, geeks e entusiastas digitais não veem problema nenhum com o aparente caos, pelo contrario; o criam e o incentivam. O evento começou ontem e tem lugar no Centro de Cultura Imigrantes, em São Paulo, recebeu da imprensa esse ano uma atenção especial e saber de sua existência já não é mais confinado a algum micro universo habitado por meia dúzia de caras sem vida social. O Campus Party revela o paradoxo de um micro universo infinito.

Eram seis horas da tarde e a fila para credenciais continuava grande. A cada meia hora, o ônibus que interliga gratuitamente o Centro Imigrante ao metrô Jabaquara faz chegar ainda mais gente, entre campuseiros e pessoas da própria comunidade. Mais cedo, a ansiedade para ver a palestra de Tim Berners-Lee, “o homem que criou a internet”, fez uma parte da fila ceder à oferta de pulseiras para credenciamento temporário. Lá dentro ele falava pausadamente e era acompanhado por um grupo extasiado com quem os fotógrafos da imprensa disputavam espaço.

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O ex-ministro da Cultura Gilberto Gil se apresentava ao mesmo tempo em que se apresentava o projeto de desenvolvimento público de um robô. As palestras, promoções, produção e troca de conteúdos acontecem simultaneamente e os primeiros minutos no lugar são de cabeça girando sem parar, justamente porque voltamos ao início: a profusão. O que o primeiro dia de atividades intensas no Campus Party revela é a diversidade, a sede pela partilha, a vestir bem excêntrico e a grande interação entre essas pessoas que convencionadas a serem chamadas de nerds.

Generalizações são necessárias? A experiência vista desse ponto aqui conta que mais vale a diversidade e a diferença caótica que vai girando em torno da mesma paixão que o eterno monobloco do mais do mesmo e das simplificações.

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Priscilla santos

é adoradora de cervejas e colabora com a obvious.
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