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Fotografia: 100 metros de existência

publicado em fotografia por tajana | 18 comentários

 Fotografia Hoegsberg Multidao Pessoas Simon

A ideia é simples, e o resultado tem qualquer coisa de voyeurismo. Existencial, dado o título do projecto: We are all gonna die - 100 meters of existence, mas, ainda assim, voyeurismo. Ao longo de 20 dias, Simon Hoegsberg fotografou as pessoas que passavam sempre a partir do mesmo ponto de observação, uma ponte ferroviária em Berlim. São 178 pessoas que surgem ao longo de uma imagem de 100 metros. Com muitos espaços vazios.

Veja aqui a fita completa com todas as fotografias.

tajana
Sobre a autora: tajana é colaboracionista e parasita ocasional do obvious. Acredita que há uma única forma correcta de comer bolos de arroz. Saiba como fazer parte da obvious.

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18 comentários

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Tajana... não percebi...

certeza que seria né...
estilo sebastiao salgaaaaaaaado!

Jim

Meu Deus.... Vamos todos morreeeerrrrrr!!!

rui

porquê os espaços em branco?

sao

Voyeurismo, porquê?, as pessoas não o viam fotografar? Ou porque podemos vê-las bastante bem? (há um gajo com umas cuecas às riscas em vários tons de azul turquesa)

Ele depois fez uma montagem? Segmentos até ter 100 metros? Daí os espaços em branco. Ou espaços em nevoeiro...

Viram aqueles dois com os olhos direitos tapados? Creepy.

O projecto "Low-Fat Diaries" é excelente.

tajana

Pelo que ele diz, poucos percebiam que estavam a ser fotografados. Portanto, há essa coisa da fotografia meio à socapa. E digo voyeurismo por me parecer que 20 dias a fotografar pessoas sempre do mesmo sítio tem alguma coisa de voyeur, que passa para nós. Não são propriamente as imagens resultantes, que até não são nada de espantoso, é mais o acto de apanhá-las um instante, antes de desaparecerem.

Anthony

bueno que todos vamos a morir parese algo pueril, pero esta bueno recordarlo cada tanto. Es mas si la muerte esta presente en muestra vida seguramente veriamos las cosas un poco mas tranquilos.

bjr, clique no link logo abaixo do artigo.

Idéia inusitada, mas bem interessante. =]

Gonçalo

Espectacular!! Quero ver mais!

Alaine... sim em percebi o ensaio e até o achei muito interessante... somente nao percebi a motivação de colar as fotos até perfazerem 100m e chamar-lhe "Todos vamos morrer - 100m de existência"... mas ok, o problema deve ser meu :)

koveiro

achei mt interessante o trabalho dele
realmente o nome é meio estranho

? Daniela Graça

Suponho que o artista estivesse a passar por uma fase mais "dark" e quisesse associar o espaço físico do local à passagem efémera de vidas, elas também efémeras.

Anyway, gostei bastante do resultado final. Gosto das personagens distintas, da presença do espaço branco, das expressões... Da distribuição dos elementos por cem metros de espaço.

E, porque não: "estamos todos vivos"? :)

tajana

Daniela,
creio que 'vamos todos morrer' implica 'estamos todos vivos', e vice-versa. Obviamente, há uma diferença entre dizer de uma forma ou de outra. É provavelmente a diferença entre a tragédia e a comédia, cada uma com a sua dose de festa e de milagre.
Eu também gosto do resultado final. Parece uma nomeação dos vivos: tu, tu, e tu, e tu também, em cima de nada, uns a seguir aos outros, e raramente uns com os outros.

jade

Que delicia!, não li só vi a imagem que deu pra entender a proposta. o imperceptivel a olho nu, explicito em um átimo. to adorando os pontos de vistas fotograficos.

Silvania

O que eu achei muito bacana foi capturar a diversidade...Sugere uma liberdade de expressão que certamente se esses 100 metros fossem capturados 100 anos atrás não seria possível perceber...

Fernanda

Suponho que com o título dado o que se passa é que por mais divergentes sejam as vidas e histórias das pessoas que estão presentes nas fotos, um ponto na vida de todos é comum - todos nós morreremos, de um jeito ou de outro. Portanto não importa o quão diferente sejamos em nossos trajetos de vida - todos iremos para o mesmo lugar.

Fernanda

Suponho que com o título dado o que se passa é que por mais divergentes sejam as vidas e histórias das pessoas que estão presentes nas fotos, um ponto na vida de todos é comum - todos nós morreremos, de um jeito ou de outro. Portanto não importa o quão diferente sejamos em nossos trajetos de vida - todos iremos para o mesmo lugar.

Jorge Carlos

Preferi a idéia que aparece no filme "Cortina de fumaça" onde o fotografo tira a mesma foto todos os dias em determinada hora em qualquer clima num cenario onde sempre tem pessoas passando na mesma direção.Seria mais interessante fazer esse projeto,por exemplo,numa entrada de dentista, entrada e saida de cabelereiro( as mesmas pessoas),
entrada de cemiterio ,saida de prostíbulo etc.

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