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A república de Platão: uma alternativa para a organização social grega em IV a.C.

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Este artigo é contributo de uma leitora do obvious. Patrícia Posch é natural e residente no Brasil e escreve no seu recentemente criado diaphanes. Saiba como publicar um artigo.

Platão, famoso filósofo da era socrática, não elaborou apenas teorias sobre a moral e a ética humana, mas também sobre as diversas relações entre os membros de uma sociedade. De fato, sua filosofia genuína começa quando escreve o diálogo "Apologia de Sócrates". Nele, torna-se público o discurso que Sócrates usou no dia do seu julgamento, quando teve que beber a famosa taça de cicuta - na época, esta era a forma de punir os condenados em Atenas. Do que se sabe hoje em dia, Sócrates foi o primeiro filósofo que focou seus pensamentos e teorias em contextos humano, social e moral. Antes dele, a filosofia limitava-se a sugerir hipóteses e buscar pela verdade sobre a criação do universo e de tudo o que nele existe, a exemplo da teoria atômica de Demócrito, usada até hoje em estudos científicos.

Ainda sobre Platão, quem nunca ouviu a história da alegoria da caverna, onde os homens estão acorrentados e tudo o que enxergam são sombras, projeções do mundo real? Essa é uma das (se não a) histórias mais famosas de Platão, em que se explica sua teoria do mundo das idéias.

No entanto, poucas pessoas sabem que a alegoria é apenas uma parte de um trabalho muito maior, que gerou diversas controvérsias na Grécia antiga. Ela é uma passagem citada em "A República", marco na obra filosófica e política de Platão. Nessa obra, são expostos uma metodologia de governo e modo de vida que, segundo o filósofo, seriam o ideal para a Grécia. E ideal não apenas por colocar filósofos e pensadores como os governantes principais do Estado, e sim por criar toda uma metodologia de vida que prepara os indivíduos para ocuparem posições sociais na comunidade.

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Tudo começa já no início da vida. Para que fosse evitada a influência de maus hábitos, os filhos seriam tirados de suas mães já no momento do nascimento. Até os 10 anos, as crianças praticariam atividades físicas e estudariam música - essa como uma maneira de moldar seus sentimentos e caráter. Dos dezasseis aos vinte anos, o lado religioso seria trabalhado a partir do entendimento de que Deus está presente em tudo e é o principal fator de progresso de uma nação, uma vez que dá coragem e calma aos seres humanos. É importante lembrar que, para Platão, não é possível provar a existência de Deus, mas que sua suposição só vem para o bem.

Conscientes de que o bem é, na verdade, o conhecimento do mal, os jovens estariam preparados para a primeira Grande Eliminação. Esse é o grande começo da real divisão na República platônica, onde os que não obtiverem bons resultados em testes práticos e teóricos estariam fadados a trabalhos econômicos e operacionais, sendo designados como a classe de "guardiões" (ou "soldados"). Para os bem-sucedidos, mais dez anos de estudos e outro grande teste; desta vez, os que passassem poderiam finalmente unir-se à classe dos filósofos, dedicando-se integralmente ao estudo da filosofia e do mundo das idéias.

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Até esse ponto, toda a metodologia social de Platão não parece muito diferente do que se conhecia na época. Não em termos de etapas do processo, mas sim na questão da divisão da sociedade, ficando tal separação ainda mais evidente pela divisão das funções de acordo com o desempenho de cada um. O que realmente a difere, portanto, é um outro teste ao qual os indivíduos classificados como aptos a se dedicarem ao mundo da filosofia teriam que se submeter. Antes de se tornarem governantes do Estado - isso deveria acontecer por volta dos cinqüenta anos de idade - os indivíduos deveriam "provar" como é ser mais um no meio da multidão, tendo que experimentar e observar tudo o que acontece na sociedade e lutar para conseguir comida e moradia.

A conclusão sobre a sociedade perfeita de Platão é simples: todos teriam oportunidades iguais, porém ocupando cargos diferentes na sociedade. Aos dirigentes do Estado, não seriam concedidas regalias. Muito pelo contrário: dormiriam todos em um mesmo local, alimentando-se de culinária vegetariana e possuindo apenas aquilo que fosse necessário para sua sobrevivência. Aos demais, a renúncia de certas virtudes em prol de uma comunidade era bastante clara: sexo, apenas dos trinta aos quarenta anos (homens) e dos vinte aos quarenta anos (mulheres).

Como justificativa para sua teoria, Platão dizia que a justiça, naquela época, era nada mais do que um jogo de interesse, cujas regras eram criadas pelos governantes e fundamentadas em seus próprios interesses. Sendo assim, o que Platão fez foi criar um sistema que julgou ser justo e adequado à necessidade da sociedade naquela época, norteado pelas teorias que havia desenvolvido em seus estudos sobre a moral humana.

(Baseado no diálogo “Politeia", escrito por Platão entre 380 e 370 a.c.)

 

benjamin júnior esteve ligado às artes e tecnologia, sendo um dos fundadores da obvious. Adora o inverno, o conchego da lareira, bom vinho, boa comida e, acima de tudo, boa companhia. Saiba como fazer parte da obvious.

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André Luís

Excelente artigo!
Muito bem escrito e fundado.
Você mostrou bem a divisão das classes e frisou bem o caráter de igualdade que Platão pregava, em que todos tinham reais possibilidades de se tornarem Magistrados.

Está de parabéns, Patrícia.

Marcel

Muito Bom mesmo. Sempre bom ver o interesse pela filosofia, ainda mais hoje em dia em que parece que para muitos pensar e falar sobre pensamentos e conhecimentos nao parece estar muito ''na moda ''. Com certeza discordo de muitas ideias de Platao, mesmo pensando que ele as fez baseadas para aquela epoca, mas a ideia sobre o estado perfeito que ele publica em '' A Republica'' realmente parece, a meu ponto de vista completamente radical. Porem, creio que o mais importante que se pode aprender da era socratica eh a importancia do pensar. Nao aceitar doutrinas de forma cega, mas sim pensar e quem sabe chegar a conclusoes mesmo diferentes de nossos mestres, assim como fez Aristo.
Enfim, valeu pela materia, Patricia, me colocastes a pensar um pouco mais antes de dormir :)

Hugo

Excelente! Parabens pela argumentação, Platão continua atualíssimo.

taja

Se bem me lembro do que aprendi na escola, os poetas estavam excluídos da sociedade que Platão defendia - creio que eram considerados perigosos.

Margarida Pinheiro

Gosto muito do "Obvious". Tenho lido artigos com muito interesse. Pena os da m/ geração (anos 60) estarem pouco virados para estas "notícias"!!!
Parabéns por este artigo. Acho que precisavamos, agora, de um Platão a iluminar os nossos políticos.
Margarida

Nery

Adorei, Patricia nos mande mais desses artigos, bom
ler coisas que nos deixam com uma sensação de quero mais.

Flora

Mas é importante lembrar que a República não é metonímia para Platão e que, se por um lado na República a discussão em torno do Bem em si mostra um certo otimismo dizendo que é possível ao homem atingir o conhecimento do pleno; por outro, não é bem assim em todos os diálogos, como o Teeteto ou mesmo o Banquete, de acordo com algumas passagens.

Platão é clássico, o que falta para a juventude atual, que vem aceitando as opiniões e as manias coletivas sem cogitar para que serve.

Ricardo Meier

Acho que faltou dizer que as artes tinham papel secundário no modelo pensado por Platão, que aliás quando colocado em prática levou Platão a ser preso e banido da sociedade que ele mesmo planejou.

Patrícia, a leitura que Marcel Detienne faz de "A República" e das "Leis" não corrobara essa versão que você apresenta. Depois de os mitoplastas, orientados pelo governante, produziram os mitos (mitoi e logoi) que serão murmurados em toda e por todos da Cidade Bela, mitos cujo objetivo é enfeitiçar, encantar e convencer, para que apenas a voz do governante permaneça audível intramuros, os poetas perambulantes devem ser enxotados da cidade, pela mesma razão. O efeito encantador seria prudozido pela música (três coros, por idade). Os velhos, imprestáveis para o canto, tornar-si-iam pedagogos dos ainda muito pequenos para o mesmo fim - e o ciclo se fecha, o grande oroboros da instrumentalização política do mito. Assim, que beleza, trata-se de um "Admirável Mundo Novo" pré-huxleyano, mas onde as doses administradas nos fetos são substituídas por mitoi, logoi e "canções" mitoplasmáticas.

A certa altura, perguntam a Sócrates se o povo acreditará nos mitos assim engendrados. Resposta: "essa" geração talvez não, mas seus filhos e netos, batata!

Maquieavel que nada!

(Cf. Marcel DETIENNE, A Invenção da Mitologia).

Foi bem colocado o ponto do Osvaldo.
Mas um detalhe muito importante que precisa ser lembrado em qualquer interpretação de platão, é o fato de que olhamos para esse sistema com as lembranças de um passado histórico ditatorial e tirano que não tem a relação conceitual que o texto evoca.

Na Bela Cidade, o filósofo (ou ainda, os filósofos, o texto não deixa clara a quantidade de líderes) é o governante não por ganância ou por ego, mas porque é o único que pode governar.

O filósofo passa décadas na busca -e a obtenção- do bem em si.
E, uma vez que o alcança, é o seu dever (e não o seu objetivo) voltar ao âmbito político e liderar os cidadãos que não têm a experiência do Bem em si.

Então, essa administração que parece ditatorial e exclusivista é, na verdade, a tentativa de uma liderança pelo conhecimento do bem e, se temos essa sensação de tirania pelas regras tão rígidas isso deve se dar ao nosso passado histórico.

Olá, Flora

Permita-me tornar a questão mais crítica. É compreensível que seja testada a hipótese de um Platão bem-intencionado. Decerto, contudo, não é essa a leitura que Marcel Detienne faz, mas sempre se pode estar enganado. Até ler "A Invenção da Mitologia", eu recorria, aqui e ali, a Marx, para a compreensão de certos processos da História Antiga (relativos à Pérsia e a Judá). Depois de Detienne, não preciso mais. Além disso, vale lembrar a Tese 3 de "As Teses sobre Feuebach", de Marx: "(...) as circunstâncias são mudadas pelos homens e (...) o próprio educador deve ser educado". Ora, a mitologia de Platão, contudo, faz dele um-sem-necessidade-de-ser-educado, um auto-esclarecido: a rigor, um "sacerdote" da verdade. Os demais homens - todos - são reduzidos à condição de não-auto-determináveis, submetidos à ideologia do "Mito da Caverna", que esconde a figura do filósofo/sacerdote: se as almas são amnésicas, como não a do filósofo? Talvez seja pôr peso demais sobre os ombros de Platão, mas por que razão não levar a sério o fato de que ele é um homem a serviço do Estado, com todas as implicações que isso tem para a época?

Permita-me uma outra consideração, mais arriscada. Em Judá, cerca de 520-450, operou-se uma das maiores transformações programáticas de uma cultura. Sob o regime persa do controle dos povos submetidos por meio da ideologia religiosa dos próprios povos submetidos (Marduk, na Babilônia, Yahweh, em Judá etc.), o Templo suprimiu todos - absolutamente todos - os acessos da população ao "sagrado" (acabou com todos os deuses, exceto um, todas as imagens, todos os altares, todos os templos, todos os sacerdotes não-oficiais, todas as sacerdotizas e, finalmente, todos os profetas). Três instrumentos ideológicos foram empregados: narrativas de "história" ideológica, mitos e hinos. Naturalmente que tal programa contou não apenas com o apoio do Império Persa, mas com sua própria gestão. É Ciro quem Yahweh traz pela mão (Is 45,1), o que, em termos políticos, deve ser lido ao reverso - "Ciro" articula as ações de Yahweh.

Quando li Detienne, a leitura que ele faz de Platão, de "A República" e das "Leis", percebi que o que Detienne via, ponto a ponto, eu vira em Judá. Tudo. Ml 2,7 afirma que é da boca do sacerdote, e só dela, porque ele, e mais ninguém, é o mensageiro de Yahweh, o "iluminado", que sai o conhecimento - porque os profetas reclamaram, foram perseguidos e enxotados (acaba, aí, a profecia - Zc 13). Além disso, exatamente como Detienne assevera, com inúmeras citações, "A República" prevê a aplicação do "programa" por meio de logoi, mitoi e hinos, exatamente o mesmo que houve em Judá. O que Detine vê, como PROGRAMA, em "A República", eu vejo, APLICADO PELA PÉRSIA, em Judá, de 520 a 450. Sem tirar nem pôr - a diferença é que Platão manda chutar traseiros de poetas, enquanto o Templo, de profetas.

Moral da história. Não me surpreenderia se Platão tivesse simplesmente sistematizado os princípios da "gestão" mitopolítica da Pérsia, tendo acesso a ela por meio da guerra, notória, entre a Grécia e a Pérsia. Se eu estiver certo, não caberia em Platão a imagem de um arauto do saber desinteressado, do guardião das virtudes, antes, o mérito de ter sistematizado por escrito o que, por primeiro, a Pérsia fez: como controlar um povo por meio de mitos, narrativas e hinos.

Seja como for, Agostinho aprendeu bem, e, como na Cidade Bela, sua "Cidade de Deus" pode ser lida, pelo cristão engajado, como um modelo divino de perfeição programática. Bem, há controvérsias...

Um enorme prazer esse dedo de proza,

Osvaldo Luiz Ribeiro

Adoreeeeeeeeeiiiiiiii
Obrigada pelas informaçoês
pena Q NÂO SERVIRAM PRA NADA!!!!!!!

MIL BJOSSSSSSSS
AMIGA!!!!!

Carlota, provavelmente você é "fake", com um nome desses... Não tem importância - todos temos o direito de nos encondermos. Não tenho a intenção de deter a verdade. São contrapontos. Válidos? O juízo crítico deve decidir. É assim que o conhecimento caminha. Saúde e paz para quem quer que você seja.
Osvaldo.

eliza

vocÊs teriam que falar coisas mais completas sobre os livros não esse monte de lixo

Osvaldo Luiz Ribeiro

Nada gentil de sua parte, eliza. Se, ao menos, apontasse concretamente para o que considera "lixo", talvez pudesse haver algum diálogo, não?

ana paula

os comentarios são interessantissimos pois adoroo saber sobre a vida de socrates e nao da onde existem pessoas capazes de chamar algo tão importante para nos de "lixo" isso realmante é falta de sabedoria

larissa

ai que alivio pois aqui encontrei um trabalho quase pronto sobre platao .....


Maria Eugênia

excelente artigo ! Salvou minha pele no trabalho de Filosofia .. uunf

parabéns !

josi

ADOREI O TEXTO, voltei a estudar aos 40 anos, e estou tendo aula de filosofia pela primeira vez, e estou apaixonada, sempre que posso estou a olhar a net para saber mais sobre estes filósofos magnificos.

Vicente de Paula Pinheiro

O que aconteceria se de repente, o Congresso Nacional, mas precisamente no legislativo fossem obrigados a legislar de acordo com a República de Platão, será que ficaria alguém por lá? Certamente que sim, uns dois ou três dentre aquela multidão de hienas devoradoras de verbas públicas.

geovanna oliveira

ameiiiiiiiiiiii

Ademir

Só para "situar". n`A República, Platão divide os cidadãos em tres níveis não-estanques e não-hereditários (não confundir com castas nem com classes sociais-econômicas): guardiões, guerreiros e artífices.
Os guardiões são os governantes que para tanto teriam que, por esforço próprio, mediante a educação, não estagnar-se no nível de artífice e nem no nível de guerreiros. Para Platão o governante teria que superar os limites do sensível (opinião) e ir até o inteligível "beber" diretamente na fonte do Bem (Idéia ou Forma Superior). Como? pela filosofia. Assim o governante é o guardião das Leis, da Constituição, é mais capaz, íntegro, infalível (porque tem o Conhecimento) é o filósofo.
Guardião= Governante=Filósofo.
No mais, é um bom texto, bons comentários.
Obrigado pela oportunidade de estudar cmvoces. Abraços! Ademir

marcos abreu(filosofia puc mg)

leve, pratico e inquestionavel, vc foi brilhante em sua elaboração, obrigado pelo empenho.

rosa

Nossa, amei os comentários, Sou uma aprendiz constante de Platão. Pensando na politica atual percebo que os nossos representantes pularam essa fase da vida, a fase da a de ler Platão. Que pena . Somos frutos desses guardiões ou melhor PENSADORES?

odete

adorei voltei a estudar com 47 anos e estou gostando muito da aula de filosofia meu professor e otimo

gilberto bonfa

gostei muito do texto gostaria que esclarecesse qual a ligacao com dias de hoje......e qual é o modelo ideal legislativo.........na tua opiniao funcionaria nos dias de hoje

Nahyla Paixão A. Peixoto

Exelente colocação, pratico no entendimento filosofico.
Fica aqui a critica: Em tempos atuais, de acordo com Platão, somente o filosofo poderia governar. Se tanto conhecimento foi necessario para se chegar ao governo, por qual fato os mesmo não fazem o bom uso do poder que foi lhe confiado?
Boa reflexão!

mauricioschultz

E é exatamente por isso que nunca deu certo nem nunca dará, como foi lido nas vidas de Plutarco, na biografia de se não me engano Pompeu, navegar é preciso,viver não é preciso,o que quer dizer que viver não é arte exata.

José Romeu de Oliveira

Estou me deleitando com os artigos publicados aqui.Muito bom o artigo sobre a "Repúlica" de Platão. Quero acrescentar que platão classificou os homens segundo sua função específica. Aos homens modelados no ferro e bronze corresponde a função de trabalhar (lavradores e artífices), aos modelados na prata, a função guerreadora e aos modelados no ouro, a função exclusiva de governar. O cumprimento da disposição natural para uma função específica repousa, segundo Platão, no caráter individual, isto é, em determinado tipo de ordenação dos elementos constitutivos da alma, responsável pelo universo das ações individuais.

Gosto muito do Immanoel Kant e seu imperativo categório que é o seguinte: " Age de tal maneira que uses o humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio"
Se alguém tiver interesse em trocar experíência de vida comigo, estou a disposição.
Romeu11970@hotmail.com ( e-mail e MSN)

sara

Puxa!! Surpreendente o artigo!! Parabéns ^^

Bernado Santos

Sugiro que a Eliza volte a estudar,porque uma pessoa que se refere a esses asuntos tão importantes como sendo ''um monte de lixo'', com certeza é uma pessoa que no mínimo ler revistas do tipo que fala de novelas...diria que no mínimo ela não passa de uma burra.

andre felipe

eu so queria saber qual a importancia da republica de platao para a humanidade

Aristarco Chissuva

Falar da República de Platão é falar de como a Humanidade abriu os olhos para ver o que esta dentro deste mundo, até hoje muitos que têm o problema de fazer novas descubertas e continuam vivendo na caverna procurando meios para poderem sair.

jose spreafico

Parabens, conhecemos como funciona a coisa,
E AGORA?

José Spreafico

tudo muito bom, beleza, qual a ideia para deixarmos de sermos produtos de manobra?
Socrates se negava a registras suas ideias para que seus alunos não analisassem o que ele deixou mais que melhorassem seus ensinos anteriores,
fica aí a dica, fazem 2400 anos e nada mudou, vamos continuarmos acorrentados e de costas para o sol até quando?

José Spreafico

tudo muito bom, beleza, qual a ideia para deixarmos de sermos produtos de manobra?
Socrates se negava a registras suas ideias para que seus alunos não analisassem o que ele deixou mais que melhorassem seus ensinos anteriores,
fica aí a dica, fazem 2400 anos e nada mudou, vamos continuarmos acorrentados e de costas para o sol até quando?

Marcelo Maia

As mulheres terão vinte anos de sexo e nós apenas 10.
Isso vai dar problemas.

Adriana Aparecida Arruda Garcia

Amei o comentario,gosto de tudo relacionado aos pensadores, filosofos,porque atraves deles descobrimos que não sabiamos de nada e deixamos de ser menos manipulavel sabendo expor nossas ideias e até mesmo fazendo com que sejam colocadas em práticas porque se muita coisa hoje que nos descobrimos que tentavam nos privar de saber foi por eles que sabemos hoje!

Flora

Osvaldo,

Acho mesmo que você (e o detienne) tem elementos para montar a cidade de Platão como um lugar sitiado pelo controle genético, cultural, político-legislativo, etc.

a questão para mim, no entanto, não é nem a que elementos ele chega nem o quanto isto pode ser visto como parecido com experiências históricas.

o que eu acho mais interessante tentar entender é em que sentido essa cidade no discurso nos ajuda a entender o que é (i) um discurso filosófico; e (ii) em que organização das partes de um conjunto unitário poderia haver harmonia e, portanto, justiça.

é verdade que tentar entender estes dois pontos é uma tarefa complexa e intrincada junto a outros problemas, mas só consigo ver sentido no projeto em que o texto da república se insere depois que procuramos nele mesmo o que é que vem a ser o seu propósito.

fim das contas, não foi um texto escrito com a finalidade de ser imediatamente aplicado; há toda uma cena dramática, com personagens, cenário e uma série de adequações que dizem do caráter fictício ou, se quisermos, hipotético que está implicado no diálogo.

o que me parece mais perto da letra do texto, então é, ao contrário, pensar na cidade bela como um diagrama, um modelo que se molda a partir da investigação sobre as partes e o ordenamento de um conjunto unitário (por isto a analogia alma-cidade). pensar na aplicabilidade dos pormenores de que Sócrates se ocupa no desvio a partir do livro V parece, se pensarmos assim, um problema de ordem derivativa.

em outras palavras: o propósito do diálogo, ainda me parece, é especulativo, não normativo. e isto porque não há menção sobre vantagens que o filósofo-rei poderia ter por ocupar o poder fora aquele de coincidir o seu interesse pessoal com o interesse do todo.

para pensar sobre isto, vale a pena ler o começo do livro IV, em que um dos interlocutores acusa sócrates de tornar os guardiões infelizes (porque eles têm obrigações, mas não muito acesso aos prazeres que os atenienses da época suporiam fazer parte da vida boa). Sócrates responde, então, que a felicidade de cada classe está condicionada à felicidade do todo.

entre a cidade bela e judá, então, haveria uma e crassa diferença: a motivação daqueles que ocupam o poder para ocuparem o poder.

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