
A sustentabilidade está cada vez mais associada a divertimento. A prová-lo surge o conceito do Sustainable Dance Floor. Este conceito vem revolucionar a diversão nocturna, aliando a performance ambiental à dança. Com o lema People – Planet - Party o conceito pretende criar clubes nocturnos com pistas de dança onde é empregue uma tecnologia que permite a produção de energia através do movimento do corpo, levando os eventos a uma nova dimensão. Na pista de dança é montada uma estrutura que utiliza a energia das pessoas para fazer o chão reagir de forma interactiva. Nos ecrãs, por exemplo, por detrás do DJ a quantidade de energia produzida na pista de dança é projectada, através de um contador digital, criando uma experiência interactiva entre DJs e multidão.
Nestes clubes não se sente apenas a energia, também a experienciamos. O chão exibe diferentes níveis de cores em função da intensidade energética, fornecendo uma experiência visual única. Desde o “aquecimento” ao extase da noite, um festival de cores é celebrado pelos corpos dançantes. O contador mostra a interactividade entre os dançarinos e o chão. Quanto mais se dança mais o contador reage.

Como funciona:
O Sustainable dance floor é uma fusão entre a electronica, softwares e materiais inteligentes e duráveis. Consiste em módulos que medem 65 x 65 cm, cada um dos quais se move cerca de 1 cm na vertical quando alguém se encontra a dançar por cima. Estes movimentos são transformados por um motor eléctrico em electricidade. Cada pessoa pode produzir entre 2-20 Watts, dependendo do seu peso e actividade na pista de dança.
A energia gerada é utilizada para iluminar interactivamente o chão. A tecnologia, desenvolvida na Holanda pela Universidade de Delft, tem estado a ser aperfeiçoada para permitir a utilização da energia para outros fins, como por exemplo fornecer energia ao clube.

Mais que uma solução para fornecer energia para clubes nocturnos ou para fazer publicidade a clubes “verdes” , esta invenção permite criar uma consciência social para os problemas ambientais, de uma forma divertida, e mais que isso, permite aos utilizadores aprenderem através de uma experienciação, atribuindo-lhes uma responsabilidade em todo o processo. Como disse um dia Confúcio, filosofo chinês: Eu ouço e esqueço. Eu vejo e relembro. Eu faço e compreendo.
Este produto foi lançado em Setembro de 2008 pela primeira vez, num clube em Roterdão, o clube WATT. Esta tecnologia está disponível para qualquer clube através de versões definitivas, instaladas em clubes e versões móveis para festas isoladas. A sua construção modular permite que o chão seja disponibilizado em várias dimensões.
Este artigo é da autoria de Rita Margarido, Atol.
Comentários
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Madalena Souto
Muito bom post Rita, adorei ler. Parabéns à Atol
Mip
Óptima ideia!
Porque não transpor também para os ginásios, nas próprias máquinas, aparelhos e pavimentos dos estúdios, para as ciclovias, faixas nos passeios, faixas pedonais nas estações de metro, desenvolver esta tecnologia ao nível do pavimento das vias automóveis, já imaginaram a potencialidade?
Cristina
Sensacional!... Não posso ter coisas dessas em minha casa?
Sonia Palma
Em tempos de crise planetária, nada melhor que pensar em sustentabilidade. E, pensar em sustentabilidade enquanto dança, nem se fala!! Já existem projetos para o uso desta tecnologia em calçadas movimentadas.
Parabéns pelo post!
M.Passos
Rita, fantástico o artigo. por acaso pode dizer onde posso encontrar mais informações sobre essa solução?
Paula
É muito interessante ver que algumas empresas se preocupam com o meio ambiente. No entanto, pergunto-me quando custará uma solução dessas, e quanto tempo demorará a pagar. Todas as soluções de sustentabilidade, só o são, se economicamente viáveis e com um retorno para quem aposta nelas.
koveiro
interessante a idéia, no futuro tudo vai ser usado pra gerar energia é uma necessidade
letz
Opa, descobri este site pelo Twitter há pouco tempo. Aproveitei p/ postar no meu blog esse artigo óootimo! ;}
abs!
Maia Jean
ado aado cada um no seu quadrado
marcelo
deviam inventar isso para o trabalho também
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