David Binney - novo album "third occasion"


david biney album jazz

O saxofonista norte-americano David Binney, considerado pela crítica como um dos músicos mais criativos do jazz contemporâneo, acabou de lançar o seu novo álbum, “The Third Occasion”. Com Craig Taborn (piano), Scott Coley (baixo) e Brian Blade (bateria) completa-se o lustroso quarteto que mantém toda a sua consistência a par da dimensão orquestrada de uma secção de metais (Ambrose Akin Musire, Brad Mason, Corey King e Andy Hunter).

Na edição de Março, a Magnética publicou uma entrevista com David Binney. Numa entrevista inesgotável e improvisada (ou não estivéssemos nós a falar de Jazz), o compositor reflecte sobre a importância do seu álbum, descreve a sua música, a mudança para Nova Iorque e dá alguns conselhos a jovens músicos que pretendam iniciar uma carreira.

Quando questionado sobre a aprendizagem retirada de todas as suas viagens, refere:

Quando estás preso a um lugar começas a pensar que o mundo é aquele espaço enorme, muito diferente e complicado; mas eu já não o vejo desta forma. Já estive na maior parte dos continentes e, por ter viajado tanto, aprendi que tudo é igual em todo o lado.

Toda a gente gosta de pensar o quão especial é, mas no fundo, todos querem ser felizes, ter uma família, comer, trabalhar. O grande conhecimento começa aqui.

Davi Biney vê-se como compositor ou improvisador?

Ambos. Eu vejo-me como músico. Escrevo e toco música, não me vejo tanto como compositor ou como improvisador. Gosto das duas coisas, embora, se pudesse apenas improvisar e não compor provavelmente seria um pouco menos feliz do que se pudesse compor e não improvisar. Não digo que prefiro compor, talvez seja é mais duradouro…e tem qualquer coisa que eu simplesmente adoro. Adoro fazer álbuns, compô-los e ouvi-los de novo. Para mim estava bem se não tocasse, mas por outro lado é o que gosto mesmo de fazer: tocar nos álbuns das outras pessoas da mesma forma que gosto de tocar nos meus. Gosto de “tocar a vida”. Podia fazer álbuns para o resto da vida sem ter necessariamente que improvisar neles, e ser, provavelmente, de alguma forma, feliz!

A restante entrevista pode ser lida na página 54 da magnética.

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