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faça você mesmo!

publicado em artes e ideias por | 9 comentários

artesanato trabalho manual manuais
Para que miolos quando temos jujubas? Faça o Zumbigo da Marcamaria

Dizem que o trabalho é uma expressão da necessidade humana de ver algo nascido de si mesmo, um desejo do "fui eu" incontrolável. Algo a ver com os homens serem ligados a terra e terem passado séculos impressionados por fazerem nascer uma beterraba, aparentemente, do nada. Desde então, seguimos a herança - o saído das mãos tem de a causar efeitos satisfatórios - mas, com o advento da indústria, quem ia se importar em fazer, perder tempos de gozo em manufaturas quando estava lá disponível? Comprasse pronto.

A democratização do plástico, a higiene intimamente ligada aos materiais descartáveis e a própria produção em massa, nos deram a crença de que todo trabalho manual era artístico, não mais criativo. Se transformava em algo restrito, de pouco acesso, categorizada e quase ninguém se aventurava nas revistas Molda Moldes de 1982; a falta de coordenação motora tornou-se endêmica.

Mas um dos estranhos efeitos colaterais da exacerbação da tecnologia e do avanço digital, seguindo umas globalizadas vibrações vindas do Oriente, descobriu que a reprodução infinita de objetos iguais, práticos e plásticos era desalmada e nunca daria conta das nossas novas necessidades identitárias. Hoje só o realmente bom só pode ser exclusivo ou personalizado.

D.I.Y. é a sigla em inglês para Do it yourself (faça você mesmo): decoração, bonecos, customizações de roupas, acessórios para computador e mesmo absorventes íntimos. A idéia é tornar realmente seu o que é seu, formar algo a partir de um trabalho pessoal que demandou tempo, atitude, atenção e alguma paciência. Afetividade? Também. O que se chama de toque pessoal está por todos os cantos de uma simples caixinha pintada durante seu seriado favorito agregando novos valores para coisas consideradas até banais. Aplicar-se em tarefas desse tipo vão muito além da economia com presentes de aniversário para suas tias; são terapêuticos, lúdicos, potencialmente amigáveis ao meio ambiente e bem bacanas.

artesanato trabalho manual manuais
Faça stencils personalizados para estampar t-shirts, paredes e o que mais quiser

Separamos neste artigo algumas sugestões de DIY entre gadgets, decoração, green lifestyle e colecionáveis. São inspiradores para descobrirmos alguma coisa sobre a nossa capacidade criativa, meio esquecida por essas décadas.

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Absorventes íntimos ecologicamente viáveis? Veja como fazer o seu aqui

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Criar bonsais é uma arte, nesse DIY, você aprende como começar

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Faça um pen-drive USB feito com Lego

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Simples e criativo, esse case para laptop é feito a partir de uma t-shirt

 

priscilla santos é adoradora de cervejas e colabora com a obvious. Saiba como fazer parte da obvious.

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gustavo

adorei esta matéria, talvez se as pessoas fizessem as suas coisas com as próprias mãos, personalizando com as suas idéias teriam mais prazer em utilizá-las!!!!!

adoreeeei!!!
mas o link do pendrive de lego está errado...

:*

prill

Mariana, muito obrigada pelo comentário e por apontar a gafe. O link está consertado =)

até!

Força para os criativos deste país.

João Pereira
http://www.planetalima.com
http://blogplanetalima.blogspot.com/

gustavo

excelente matéria, eu já pude acompanhar muitos trabalhos DIY inclusive para as pessoas que gostam deste trabalho existe um site chamado DIY e outro chamado instructables que vale a visita tem desde como fazer crochê até como fazer uma turbina a jato.

Maria José Teixeira

Gostei.
Adoro trabalhos manuais e adorei fazer um pequeno curso de artes decorativas que me deram a possobilidade de aprender a usar vários técnicas que apliquei em muitos trabalhos que fiz.
Gostaria de continuar amelhorar o que aprendi mas a dificuldade em vender os esses mesmos trabalhos foi muito difícil e acabei por não dar continuação ao meu "talento"(desculpem a vaidade).

Adorei esta matéria, só mesmo o Obvious para oferecer tanta qualidade! E agradeço também à Priscilla Santos a pertinência do assunto! Sou daquelas pessoas que têm talento para manualidades mas, há tempos, observo que,a partir de 2000, a globalização marcou mais nossa vida pessoal e foi justamente quando começou um sutil movimento contrário: a necessidade inconsciente das pessoas de não se deixarem massificar e passaram a exigir personalização na casa, nas roupas, no ambiente profissional, etc.. Hoje tudo pode ser reproduzido em escala industrial, daí o movimento contrário, como um grito primal: eu sou e quero ser diferente, pelo amor de Deus! A moda e a Arte são termômetros extremamente sensíveis, é aí que se pode observar o quanto tudo que nos cerca se torna cada vez mais efêmero. Porque o consumismo exige o rápido descarte de tudo e de todos. É isto mesmo,somos todos descartáveis, tais como os produtos massificados, asssitam o vídeo "A História das Coisas" no You Tube e entenderão a crise que vivemos. No Brasil, infelizmente, entende-se que habilidade manual é própria das classes mais pobres e característica das gerações mais velhas (vovós e titias), por isto não é valorizada. Mas esta ná é a única causa. No meu atelier faço um pouco de tudo porque a clientela passou a exigir um diferencial. Cada vez mais utilizo técnicas manuais que aprendí ao longo dos anos mas uso cores e referencias com base na Arte, pesquiso muito as tendencias mundiais. O Obvious é uma das minhas grandes referencias. Viví uma experiencia impressionante que mudou minha perspectiva: os mesmos produtos q vendia aqui no Rio de Janeiro a custo baixo porque entendiam ser artesanato, vendí em plena Paris a preço de produtos com toques de arte. Lá fui valorizada, acharam que sou artista plástica e me convidarem a dar aulas (num atelier no Marais) de criatividade, de customização e do mais eu pudesse lhes transmitir. Pouco se importaram se eu não falava bem o idioma, literalmente se viraram para aprender. Fui para ficar somente 10 dias mas, diante do convite e das encomendas, acabei ficando de setembro a final de novembro de 2008 e em plena crise! Paguei a estadia com meu trabalho, com a capacidade criativa que desenvolví em anos de manualidades sempre renovada pelas constantes pesquisas de tendências e valorizadas pela inspiração referenciada na Arte.
Desculpem-me este extenso comentário, mas doeu ler o que a Maria José escreveu porque também tive que desistir muitas vezes do meu talento. Não dá para desistir do trabalho prazeroso, apenas procure uma forma de renovar as fontes de inspiração, atualize-as e não copie jamais. O caminho é por aí...

Tina Dianes

Incrível!

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