fotografia de espíritos - contactos do além

Francamente acreditadas como uma tentativa de comunicação daqueles que se foram, as fotografias de espírito tomaram seu lugar popular nos séculos XIX e XX levando consolo aos que perdiam seus entes queridos e riqueza aos seus fraudadores.


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A Guerra Civil Norte Americana deixou em 1865 mais de 600 mil mortos por todo território, vitimas do próprio combate e de doenças como cólera e disenteria que mataram mais do que as trincheiras. Nesse quadro desolado de tantas famílias, negócios e sonhos desfeitos, muitos foram os que encontraram consolo nas crenças espíritas, que ganhavam cada vez mais adeptos desde as manifestações mediúnicas documentadas pelas irmãs Fox vinte anos antes. A possibilidade de fazer contato com um ente querido aparecia como uma esperança bem concreta; ouviam-se centenas de histórias sobre manifestações de soldados, de mensagens, cartas e, a despeito do enraizado protestantismo daquele país, muitos recorreram a quem fizesse essas ligações entre o mundo dos vivos e o além.

Willian H. Humler era um dos homens mais indicados para fazer essas ligações. Sua especialidade? Fotografias de espíritos.

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Foi na juventude que Wiliam descobriu sua paixão pela fotografia, uma incrível e cara tecnologia que se desenvolvia ali nos meados do século XIX. Trabalhando como joalheiro em Boston, usava todo seu tempo praticando capturas amadoras e foi num desses testes que descobriu a técnica da dupla exposição, quando uma fotografia é tirada sobre um filme já batido. Com o achado, fizera um auto-retrato seu tendo aos ombros um fantasma de si mesmo, que ele dizia ser uma prima falecida, mais tarde, a imagem passou a estampar seu cartão de visitas.

As famílias abastadas, ou o que ainda restava delas, solicitava com freqüência os serviços de H. Humler. O negócio que se sustentava nas baixas da guerra mostrava-se lucrativo e logo a joalheria fora substituída pelo seu próprio estúdio fotográfico. Foi nesse lugar que recebeu num dia sem aviso a visita de uma senhora, uma viúva muito conhecida pela freqüência nas sessões espíritas da época. Mary Ann Todd perdera três filhos para diferentes doenças e o marido assassinado, ela era viúva de Abraham Lincoln, o sucesso de Humler depois desse evento foi incomensurável.

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Em 1869, acusado de diversas práticas ilegais como invasão de domicílio, roubo de fotografias e fraude, Willian H. Humler foi levado a julgamento no que se tornou um famoso caso na história jurídica Norte-Americana. Foi inocentado, mas, a partir dali, sua carreia entrou em declínio tendo terminado seus dias na completa miséria. William Hope compartilhava mais do que o nome do seu antecessor, interessava-se também por fotografias de espíritos, mas o local agora era a Inglaterra pós-Primeira Guerra. Seu perfil também era outro, Hope gozava de prestígio como médium em sua cidade natal, Crewe onde começara a vida como carpinteiro.

No desenvolvimento de suas atividades, e com a grande procura de seus serviços por parte daqueles que haviam perdido amigos e parentes na guerra, mudou-se para Londres. Lá se tornaria não somente fotógrafo profissional, mas médium profissional enquanto em Crew seu grupo espiritualista era investigado pela Sociedade de Pesquisa da Física. Entre as acusações, constava que Hope utilizava chapas de vidro com imagens de espectros para produzir o efeito de espíritos nas fotos. A Sociedade provou suas denúncias mas, a despeito disso, Willian Hope prosseguiu com suas atividades, encontrando apoio de figuras iminentes como Sir Arthur Conan Doyle, um entusiasta de seus trabalhos. Ele morreu em Londres no início dos anos 30, a saúde financeira ia muito bem.

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Priscilla santos

é adoradora de cervejas e colabora com a obvious.
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