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qual a música que te define?

publicado em musica por revista speculum | 26 comentários

"Por que a gente gosta de cantores? Onde se esconde o poder das canções? Talvez se origine da mera estranheza de se existir canto no mundo. A música nos mostra um mundo que merece os nossos anseios, ela nos mostra como deveriam ser os nossos eus, se fôssemos dignos do mundo"

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“Por que a gente gosta de cantores? Onde se esconde o poder das canções? Talvez se origine da mera estranheza de se existir canto no mundo. A nota, a escala, o acorde; melodias, harmonias, arranjos, sinfonias, ragas, óperas chinesas, jazz, blues: o fato de essas coisas existirem, de termos descoberto os intervalos mágicos e as distâncias que produzem o pobre punhado de notas, todas ao alcance da mão humana, com as quais construímos nossas catedrais sonoras, é um mistério tão alquímico quanto a matemática, ou o vinho, ou o amor. Talvez os pássaros tenham nos ensinado. Talvez não. Talvez sejamos, simplesmente, criaturas em busca de exaltação. Coisa que não temos muito. Nossas vidas não são o que merecemos. De muitas dolorosas maneiras elas são, temos de admitir, deficientes. A música as transforma em outra coisa. A música nos mostra um mundo que merece os nossos anseios, ela nos mostra como deveriam ser os nossos eus, se fôssemos dignos do mundo”.

Trecho do livro “O Chão Que Ela Pisa”, de Salman Rushdie

Lá na pré-história, quando não existia Internet, disc-man, Big Brother e outras maravilhas do mundo moderno, era bastante comum um cara querer impressionar uma menina com uma… fitinha cassete. Bem, fita cassete, é um tipo de gravação de áudio lançado oficialmente em 1963, que era basicamente o mesmo que a gravação em bobinas, só que os carretos e todo o mecanismo de movimento da fita se encontravam dentro de uma pequena caixa plástica, facilitando o manuseamento e a utilização. É isso ai que está na foto de abertura do artigo. E isso tocava música.

Gravar uma cassete para uma pessoa – ou pensando em criar climas – não era a coisa mais simples do mundo, porque era preciso escolher as músicas certas, a seqüência certa, para que seu intento fosse alcançado. E mesmo que a pessoa não gostasse de todas as músicas, o fato dela gostar dessa ou daquela canção permitia análises subjetivas e apaixonadas sobre o futuro deste relacionamento. Como disse Bill Calahan, do Smog, certa vez, sobre como preparar um clima para um encontro em casa: “Coloque Smiths pra tocar. Se ela ficar, será sua. Se ela for embora, não era para ser mesmo”.

Desde as famigeradas cassetes até nossos práticos CDRs, presentear alguém com uma seleção de músicas é algo muito especial. Porque selecionar músicas para outra pessoa requer atenção e carinho. Você precisa estar pensando na pessoa na hora da gravação, no que ela gosta, em que tipo de música agradaria a ela, que tipo de mensagem você quer passar, coisas assim. Porque existem coisas que estão muito além das palavras. Porque a música pode tornar a vida mais interessante. Porque existem pessoas que não concebem viver sem música, pois a música, como escreveu Ana Maria Bahiana certa vez, é “a vida em código”. Qual música te define, caro leitor?

Artigo da autoria de Marcelo Costa
Artigo publicado em parceria com a Revista Speculum

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26 comentários

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Até hoje meu marido me impressiona com músicas. No início eram mesmo fitas cassete, depois, pouco antes de casarmos eram CDs.
Agora, depois de 10 anos de casados, ele faz pra mim um play list nos ipod e sempre muda algumas músicas. Sempre por músicas que fazem algum sentido pra nós. Acho lindo!!!

a musica que me define deve ser "bikini girls whith machine guns" do the cramps! hahaha.


Todas do Chico Buarque

Lindo post! Eu adorava essas fitas... eu tinha umas cinquenta delas. Agora restam apenas 5 ou 6 perdidas por algum canto...

Acho que para me definir o "playlist" teria mais de 100 canções; que tenho um carilho muito especial pois fazem e fizeram parte de coisas muito importantes nessa existência.

É a mais pura verdade pelo menos pra mim, porque me apaixonei por uma mulher que preparou uma fitinha cassete destas. na época eu cantava em uma banda de rock e na fita tinha Tom jobim, djavan e até Roberto Carlos. no começo estranhei pois não era meu estilo de música. foi quando entendi que o repertório da fitinha, simplesmente traduzia os sentimentos dela.
em resumo, temos ma filinha de 2 anos. deu certo a fitinha

briga brava entre she runs away, do duncan sheik, e enjoy the silence, do depeche mode, com várias candidatas batendo na porta. ou isso, ou eu não consegui pensar direito.

há um aspecto a acrescentar: havia um tempo em que havia tempo para sentar-se e gravar uma fita para a figurinha em questão.

e bateu uma imagem forte da minha irmã rebobinando fita scotch na caneta bic para ouvir de novo aquela música, e sem gastar pilha, cara, do toca-fita paraguaio.

Mod

Quando eu era criança, algumas trilhas de desenhos de tv (Shazam, Speed Racer, Johnny Quest, Herculóides) mexiam com a minha adrenalina, guiando minhas brincadeiras; nos anos 80, adolescendo, muito do pop brasileiro e do inglês me mantinham concentrado em seus exemplos; depois, adulto, passei a prestar atenção às filigranas progressivas e às baladas com vocais femininos que, quando fecho os olhos, rodam filmes em Vistavision dentro de minha cabeça. Acho que é isso: a música que me define é a que me inspira hoje.

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O ser humano é capaz de qualquer coisa para confundir ou se mostrar igual a natureza. Quem não dormiu ao som de uma cascata que de gota em gota canta as suas mágoas ou exulta um novo dia? Quem poderia acreditar que o dia que alvorece com o chilrear das andorinhas não será o mais belo de todos os outros? É com esta certeza que se descobriu a musicalidade do vento nas folhas do abacateiro, nas bananeiras a beira do rio ou nas folhas das palmeiras que chacoalham no alto do tronco fino.
A minha vida como a sua, a de todos em fim, tem, cada uma a trilha sonora que a defina. A música registra um momento de alegria e de tristeza, de dúvida e de certeza, de amor e esperança. Portanto, que vibrem os tamborins e retumbem os tambores. Que soem os clarins, a flauta e os violinos porque o dia que agora morre renascerá com o cantar do galo e o despontar de nova aurora.

silvioafonso.

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Se tivesse que optar por CD´s de dois músicos para levar para uma ilha deserta:
Vinicius de Moraes e Elis Regina.
Sem hesitações :)

Alex

Desde bebê, minha relação com a música foi intensa. Minha mãe colocava no berço um radinho de pilha para que eu dormisse melhor.
E quando passei a ter entendimento passei a selecionar os meus gostos musicais e sou hoje um apaixonado pela boa música, principalmente eletrônica.
Quando morava no interior de Alagoas, em Delmiro Gouveia, fazia de tudo para sintonizar rádios como a Transamérica, Jovem Pan e vibrei quando uma das rádios que consegui sintonizar passava um programa via satélite chamado Conexão Europa, onde os principais sucessos da Europa eram transmitidos, fazendo-me um dos poucos garotos da cidade a ter um gosto musical diferenciado.
Gravava os programas de rádio em fita cassete e garimpava as lojas de disco do interior atrás de música eletrônica de qualidade. Apreciava também o bom e velho rock, mas o meu forte sempre foi música eletrônica.
Na explosão da Dance Music que culminou com o sucesso Pump up the Jam do Technotronic, além de dance, eu ouvia também os pais da musica eletrônica Kraftwerk. No rock, passei a curtir demais o som do Pearl Jam.
O programa Novas Tendências do DJ José Roberto Marh tratou de refinar ainda mais meu gosto pelos diversos estilos de música eletrônica como: EBM,Trance, Bigbeat.
Com o passar dos anos, surgiram bandas como The Prodigy, Orbital, Underworld e tantas outras que serviram de trilha sonora para minha vida.

Se pudesse definir hoje a minha real trilha sonora, apesar de escutar tudo o que considero bom, falaria que meu som chama-se: Loops of Fury do Chemical Brothers

kau

ainda somos os mesmoa e vivemos como os nossos pais... (:::)

Kelly Mathenhann corretoras de seguros

Músicas da Ana Carolina........ela é 10.

Kelly Mathenhann oxicorte

Ah também as músicas da Adriana Calcanhoto....

Kelly Mathenhann corretoras de seguros

Essas músicas realmente são maravilhosas!!

Lou Bertoni

Música é coisa meio maluca. Sempre convivi (desde pequena) com pessoas extremamente ligadas à música, o que significa que eu nunca tinha tempo para colocar as músicas que queria ouvir - estava sempre ouvindo música que outros tinham escolhido ou estava sempre ouvindo gente cantando em minha casa, não havia muito espaço para colocar uma música de minha preferência. Tinha algo tocando ou sendo tocado 24 horas por dia (por sorte, ninguém naquela casa gostava de música sertaneja). Isso acabou sendo bom - fui apresentada a autores e compositores e composições memoráveis que nortearam meu gosto musical e, claro, semi-adulta conquistei espaço para ouvir as minhas músicas - aquelas que me deixam acesas no dentro.

sandro

Não tnho um gosto muito definido para música. Gosto muito de mpb, mas não é o único estilo.

Gabriel

A música que melhor me define é a "About Today" dos The National. Para quem não conhece, pode ver/ouvir aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=7yI6UoZXZ1A

Rogers

As que me definem são The Smiths,Joy Division e Radiohead.

Brutalidade,Raiva, Sentimento e Melancolia

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Todas as músicas trazem no seu bojo a essência
da flor, a beleza do nascer do sol e a malícia da
mulher, portanto, todas fazem na minha vida um
verdadeiro pano de fundo.

http://palhacopoeta.blogspot.com


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Vanessa Almeida

Adoro música, para mim também é inconcebível viver sem ela. É impressionante pensar na história evolutiva do homem e na nossa extraordinária capacidade ao longo do tempo de criar e aperfeiçoar a expressão musical nos seus diversos aspectos. Estou redescobrindo a música de forma bastante intensa estudando violoncello. Sou apaixonada pelas bachianas de Villa-Lobos, o próprio Bach, Vivaldi, Edward Elgar... Porém, no momento, a peça que mais me inspira é 'Kol Nidrei' de Max Bruch. Segue um link para quem interessar conferir uma excelente interpretação desta preciosidade.

http://www.youtube.com/watch?v=8mgaICZS79Y

Logo o meu fraco é o o clássico mais intenso e passional.

Forte abraço a todos,
Vanessa!

De acordo com o dicionário, música é a arte e ciência de combinar os sons de modo agradável ao ouvido. É a habilidade de exprimir sentimentos por meio dos instrumentos e/ou da voz. A música faz parte de toda a nossa vida, antes mesmo de sairmos da barriga de nossas mães.
É a música que nos faz lembrar de momentos especiais, pessoas e lugares. Elas são capazes de nos fazer rir, chorar e dançar sem parar. A nossa experiência com a música começa muito cedo, antes mesmo de a gente nascer.
É que os bebês que ainda estão na barriga da mamãe já podem reconhecer vários sons.
A gente cresce, e a música só vai aumentando em importância na nossa vida.
Foi a música que me fez crer em Deus.
Ronaldo Lírio.

Carolina

Vejo uma semelhança entre música e a natureza... ambas são potencialmente capazes de nos inspirar sentimentos. :-)

Obvio -AMEI
Minha música - Take Five
à você -Parabéns!
=)

Thiago Pereira

The End The doors! claro!

Nathan Gomes

Gosto de ouvir o que ninguém conhece ou gosta. Coisas excêntricas que de certa forma, dizem muito de mim. Não gosto de ouvir o mesmo por muito tempo, daí a minha estabilidade. Yma Sumac e Edith Piaf nos momentos inspirados; Thiago Pethit, Filipe Catto e Amy Winehouse nos momentos melancólicos; na alegria ouço Roberta Sá, Zé Cafofinho, Noel Rosa...; na saudade ouço Zabé da Loca, Karina Buhr, maracatu, samba de coco, Lia de Itamaracá, Cordel do Fogo Encantado pra lembrar do meu Pernambuco, tão longe do Rio, só mesmo com essa energia boa que fica guardada na voz dos meus conterrâneos, em cada acorde, em cada tamanco fazendo o som do samba de coco, em cada giro da saia de Iansã e Iemanjá no maracatu... a música traz pra perto de mim tudo o que eu sou, eu sou Pernambuco.

manrel

GOD (John Lennon)

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