evolução dos computadores portateis

Desde que se tornou claro que os computadores seriam fundamentais na Sociedade da Informação que se procuraram formas de tornar a tecnologia mais compacta e mais presente em qualquer lugar. A evolução das primeiras intenções de protótipos até aos dias de hoje foi muito rápida, quer em termos conceptuais que em termos de design, e é interessante recuar alguns anos apenas para perceber o quanto a tecnologia mudou.

Foi na década de 70 que começaram a surgir as primeiras ideias relativas à portabilidade introduzidas por Alan Kay da Xerox. No entanto, o primeiro modelo efectivo foi o Osborne 1, produzido por Adam Osborne. Uma maravilha conceptual para a época que pesava cerca de 11Kg e possuía um monitor minúsculo. Repare-se na forma como o teclado podia ser encaixado no chassis, tornando o modelo extremamente "compacto" e facilmente transportável.

Osborne 1
Entre 1981 e 1984 surgiu o Gavilan, que introduziu conceitos mais semelhantes aos portáteis de hoje. Em termos de design o teclado e a abertura do ecrã são praticamente idênticos. Foi também o primeiro a correr com baterias de Níquel-Cádmio com uma autonomia de 9 horas e uns fantásticos 4Kg de peso.

Gavilan Mobile Computer
A partir daí muitos outro modelos surgiram mas o conceito estava lançado, havendo somente constrangimentos tecnológicos que impediam a miniaturização de determinados elementos. Até há muito poucos anos, as gigantescas unidade de armazenamento móvel como os discos de 5"1/4 e depois as de 3"1/2, baterias e discos duros, limitavam a redução do tamanho e peso. À medida que a indústria foi produzindo opções práticas e económicas, os modelos foram evoluindo até ao patamar de hoje. Será muito interessante aguardar mais uns 10 anos e perceber as maravilhas tecnológicas que nos esperam.

Radio Shack TRS-80 Modelo 100

IBM Portable PC 5155

Compaq SLT 286

Macintosh Portable

Macintosh Powerbook 165c

Apple Macbook Air

Sony Vaio Zoom
Fontes: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7.
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16 comentários
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Que tal um concurso de ideias do que poderá ser o computador portátil daqui a 10 anos?
Miguel Cristino em 6 de setembro de 2009

Miguel, creio que esse concurso já existe... há imensos exercícios de design sobre o "computador do futuro". Obrigado por comentar :)

Benjamin em 6 de setembro de 2009

sem querer jogar água fria - foi só uma visã que tive
À parte a surpreendente capacidade tecnológica humana (ainda que tudo esteja latente – é só o tempo de descobrir e aplicar), e ainda tudo que se desenvolverá no futuro (assustador por sinal), tenho observado que o descarte (sucateamento) tem se intensificado estupidamente (estupidez é bem o termo). , Uma meia volta pelo mercado e trago um monte de sucata junto com tudo que compro (desde as nossas cozinhas até no trabalho). Às vezes tenho uma visão: parecemos um bando de crianças mal educadas e porcas sem tutor que nos discipline. Uma baderna. Fico maravilhado com os avanços tecnológicos galopantes, mas não posso deixar de me assustar com o modo com que estamos dilapidando a natureza da terra em nome deste progresso inevitável.
carlos dáguapé em 6 de setembro de 2009

Carlos, acho que as marcas e a indústria faz o o seu papel. O espírito consumista é um problema nosso, da nossa sociedade e da atitude que temos. Concordo com o que diz... temos que deixar um legado aos nossos filhos, um legado de racionalidade e imunidade às opções fáceis. obrigado por comentar.

Benjamin em 6 de setembro de 2009

Aquele Compaq mais parece uma Nintendo DS gigante... :)
Carlos Martins em 7 de setembro de 2009

qta evoluçao nesses computadores-Aciencia sempre crescendo.
celso em 7 de setembro de 2009

Acho que difícil fazer prospectiva, até pela questão, já levantada da infinidade exercícios e caminhos em aberto, mas não nos impede de pensar. :)
Parece-me que a questão mais interessante, é saber se o conceito de computador sobrevive.
Cada vez os mais computadores estão sofrendo a concorrência de telemóveis e outros artefactos de bolso e, até começarem a integrar outros produtos electrónicos da nossa casa ou a própria casa, não deverá falta muito.
Vejo o futuro, numa casa inteligente onde o computador não é um objecto visível mas integrado e na questão da portabilidade, associado com outras aplicações num objecto, onde as funções tradicionais de computador representam apenas uma parte.

Vitor em 7 de setembro de 2009

Vitor, acho que a noção de computador já mudou há muito tempo. Quando se olha para o Osborne 1, veja-se por exemplo o tamanho do ecran. A utilização do dispositivo "computador" era claramente utilizado em questões menos mundanas, e ligadas a investigação científica. Durante muitos anos, se fosse feita a pergunta "para que queres um computador?", muita gente respondia "para bater texto". Na minha opinião, a metáfora "computador" muda em função das nossas próprias necessidades, quer em termos de comunicação, quer em termos de interacção pessoal e profissional... Enfim, em parte vejo um cenário semelhante aquele que refere :)

Benjamin em 7 de setembro de 2009

Porque sou um profissional do ramo (antes do 1º PC já eu usava e reparava os computadores pessoais) habituei-me a que qualquer previsão, como as que aqui vemos, saia furada.
Acho que (tenho a certeza) o "nosso computador" vai desaparecer e o que ficar não será agradável.
Porque o que agora falta, de forma eficaz, não é pôr o computador dentro do telemóvel, ou do frigorífico, ou do rádio, ou do carro, ou do etc., etc.. Ele JÁ lá está! Há anos! E já comunica com os outros, embora de forma incipiente.
Quando a comunicação se tornar eficaz e universal (já falta muito pouco) está na hora de apagar a luz, fechar a porta e ir embora!!!
Até George Orwell vai pulos na cova!
alfie em 7 de setembro de 2009

É fantástica a evolução tecnológica que estamos vivendo! Pena que chegue em proveito de poucas pessoas. Aqui em meu estado, e creio que na maioria do Brasil, ainda não erradicamos sequer doenças endêmicas como a malária, hanseníase e a tuberculose. Além de que milhares de crianças morrem em decorrência da ingestão e falta de qualidade da água.
Antonio Carlos monteiro em 8 de setembro de 2009

A maravilha do pc actual e da internet está ganhando, momentum. Exemplos impressionantes da aplicação do pc e da internet é o newfamilysearch, com a actual submissão de 1 milhão de nomes por dia pode imaginar a história familiar daqui a 50 anos é algo que nem agora imaginamos, quando aqui em Portugal se publicam certos livros sobre genealogia onde não se mencionam, nem datas e locais de nascimento nem datas e locais de casamento pelo menos estas duas o trabalho publicado é, incompleto, apesar do trabalho descritivo do contexto histórico, a falta destes elementos vitais, torna-os obsoletos apesar de publicados por doutores que fizera seu curso na Universidade.
É caso para se pensar que alunos que alunos do 3º ciclo(entre 12 e 15 anos) consigam fazer neste aspecto um trabalho muito melhor, pois os elementos vitais estão lá e sem dúvidas são imprescindíveis. Como poderia saber a altura em que nasceram os filhos se não souber a data de casamento. Penso que em relação aos computadores, é preciso também não perder de vista a sua limitação, mesmo com programas e evolução, os exemplos dos Magalhães, são como fraldas para usar e deitar fora, o papel educativo dos computadores é sempre limitado e muito especifico e circunstancial, a verdadeira inovação vem das pessoas e educadores, que adaptaram redesenham configuram projectam dinamizam para que as pessoas se desenvolvam, não é o contrário. Ainda recentemente numa discussão sobre o que é mais correcto cidades prontas e depois colocamos lá as pessoas, o que acontece? Se não forem educadas elas darão cabo de tudo, por mais bonita que seja a cidade, isso aconteceu em Brasília quando Oscar Nemeyer acaba de construir a cidade os meninos filhos dos operários cresceram sua infância sem escola, quando chegaram a fase adulta eles andavam, pelas ruas acelerando nos carros, e vandalizavam , quando as pessoas são educadas e espiritualizadas aquilo em que elas tocam, é embelezado, porque elas tem empenho naquilo que produzem, quer para sua vidas quer para os outros. Por isso o papel do PC portátil, não é um fim em si mesmo mas um meio. Para melhorar, a utilização do tempo, e melhorar a qualidade de vida não para a tornar PIOR.
O grande propósito do homem dever ser: proporcionar a imortalidade e a vida eterna, e isto passa por aprender a ser FELIZ.
Joao Pinto em 2 de outubro de 2009

A questão sobre prever os inventos psoteriores a nossa êpoca é justamente uma questão de imaginar uma vez que a Cultura que cria a inveção e não o invento que faz a cultura. Só imaginar quantos inventos não tiveram seu surgimento influenciados pelas obras literarias e televisivas de ficção científica.
Gabriel em 5 de outubro de 2009

até diga-se que é um grande avanço da tecnologia pelo avanço peculiar por parte de diversos computadores e que os mesmos têm servido de muita ajuda em diversas pesquisas.
Vieira António em 20 de outubro de 2009

O cérebro humano é a máquina mais complexa e completa do universo. Tudo o que se consegue idealizar, com vontade e persistencia, também se conseguirá materializar. Os computadores, em geral, estão a evoluir a uma velocidade impressionante. Basta ver a história da evolução da informática e, dos computadores. E, os portáteis em particular, estão a ficar mais compactas e pesando cada vez menos. Por isso, daqui a 10 anos, os portáteis vão dispensar o teclado e o rato. Bastando para isso (em caso de pesquisa) perguntar o portátil, por voz, o que quer saber. E este, por sua vez (a través do softweres apropriados para esse efeito), vai associar a pergunta à resposta adequada e, responder por escrita ou em voz (conforme a programação).
koto-Braima em 4 de novembro de 2009

Excelente matéria. Meu primeiro computador foi um PC XT com 256Kb de memória Ram e disco rígido de 5 MB. Era top de linha dos micros na época.
Claudio em 6 de novembro de 2009

Meu primeiro pc tinha 256Kb de memória, 4,77 Mhz de velocidade e disco rígido de 5 Mb. Era um PC XT. top de linha na época.
Claudio em 7 de novembro de 2009
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