Bad Lieutenant - continuação de New Order

Se lembrarmos do bom último disco da banda de Manchester, Waiting for the Sirens’ Call, perceberemos que essa estréia nada mais que é que uma continuação do que eles estavam fazendo em 2005. Conheça o novo projecto dos Bad Lieutenant.


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É impossível ouvir a banda Bad Lieutenant, novo projeto de Bernard Sumner e não compará-lo ao New Order, afinal é a voz de Sumner que chama atenção desde o primeiro momento. Para ajudar, o último trabalho do New Order seguiu por uma linha muito parecida com a que temos em Never Cry Another Tear, nome do álbum de estréia do Bad Lieutenant.

Ou seja, é possível até mesmo fazer uma analogia, claro, guardando muito bem as proporções, entre o fim do Joy Division e o nascimento do New Order. Como o New Order morreu há poucos meses, nada mais natural considerar o Bad Lieutenant como seu filho direto.

Se lembrarmos do bom último disco da banda de Manchester, Waiting for the Sirens’ Call, perceberemos que essa estréia nada mais que é que uma continuação do que eles estavam fazendo em 2005. As viúvas do New Order torcerão o nariz, como fizeram há quatro anos, mas quem curtiu a guinada “roqueira” feita pela banda, sairá bem feliz com o novo projeto.

O disco abre com a já conhecida “Sink or Swin”, com seu riff simples e direto, com direito a um belo trabalho vocal de Sumner, e da ótima linha de baixo, criada por Alex James, do Blur – um dos convidados especiais deste disco. Em “Twist of Fate” e “Summer Days On Holliday”, o grupo embarca no oitentismo e acaba soando como uma cópia pálida do Tears For Fears

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O clima mezzo 80, mezzo 90 predomina durante todo o trabalho e isso implica em todas as virtudes e defeitos do pop inglês nestas duas décadas. Então é fácil encontrarmos semelhanças com bandas como o Oasis e Blur – principalmente na voz de Jake Evans, que divide os vocais com Sumner.

E esse talvez seja o maior pecado deste Never Cry Another Tear. Se tivesse sido lançado há dez anos poderia ser considerado revolucionário, mas agora, em 2009, pode ser apenas considerado como um resgate de boas lembranças musicais, ainda assim traz boas canções, como a balada “Runaway” e “Runnig Out Of the Luck”, cantadas respectivamente por Evans e Sumner.

Agora, deixando o lado “critico chato” de lado, o disco é bom, e se transforma em um bom passatempo para aquelas horas que você vai ficar preso no trânsito sob a chuva. Resta agora aguardarmos o primeiro trabalho do Freebass, nova banda de Peter Hook, para sabermos quem vai largar o osso do New Order primeiro.

Artigo da autoria de Valdir Antonelli
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