Woodstock - o que aconteceu com os principais nomes do festival

Há 40 anos atrás, em 1969 no estado de Nova Iorque, decorreu aquele que foi um dos momentos mais importantes da História do Rock & Roll. Durante 3 dias, 32 artistas tocaram para um público de meio-milhão de pessoas. Conheça alguns dos nomes e o que foi feito deles.



festival woodstock 1969

A 17 de Agosto último, há exatos 40 anos atrás, o “Woodstock Music & Art Fair”, o festival de música mais emblemático da história, chegava ao fim. A data trouxe dezenas de lançamentos em aúdio e vídeo, matérias especiais em todas as mídias, livros, filmes…o pacote completo. Eis o que aconteceu com os principais nomes que tocaram nesses míticos 3 dias. Quem eram na época e o que aconteceu após o evento.

Richie Havens Chamado às pressas para abrir o festival diante dos atrasos (era a atração disponível com menor número de equipamento, um violão), Havens entrou para cantar 20 minutos e improvisou durante 3 horas. No fim, com “Motherless Child”, a palavra “freedom” foi incorporada no refrão, tornando-se posteriormente o nome da música e uma das marcas do festival.

Após Woodstock, Havens alcançou fama mundial, tendo o pico da carreira na década de 70. Decaiu nos anos 80 e 90, lançando apenas álbuns esporádicos. Seu último disco é “Nobody Left To Crown”, do ano passado.

Album Essencial: Mixed Bag (1967)

Ravi Shankar Mentor de George Harrison, Shankar sempre foi muito mais do que um simples músico. Nascido em 1920, o indiano começou sua carreira nos anos 50 e permece na ativa até hoje. Sua cítara é uma das grandes responsáveis por levar a música indiana ao redor do mundo.

Album essencial: The Sounds Of India (1968)

Arlo Guthrie Filho de Woody Guthrie, um dos nomes mais lendários da história do folk e largamente conhecido por ser uma das maiores influências de Bob Dylan, Arlo teve alguns hits na década de 60, incluindo “Coming Into Los Angeles”. De extensa carreira, foi referência na cena folk. Seu útimo lançamento é o ao vivo “In Times Like These”, de 2007.

Album essencial: Alice’s Restaurant (1967)

Santana Ainda desconhecido na America, Santana teve um grande empurrão com o show incendiário que fez em Woodstock. Um dos pontos altos do festival, a carreira do mexicano firmou-se a partir dali. Com vários clássicos na década de 70, experimentou um longo declínio até explodir novamente no mix de “Supernatural”, de 1999, com vários convidados da música pop e o que levou a um novo público. O álbum vendeu simplesmente mais de 25 milhões de cópias, fazendo de Santana um dos maiores ídolos pop na época.

Album essencial: Abraxas (1970)

Janis Joplin Uma das maiores estrelas do festival, Janis tocou em Woodstock com seu novo grupo na época, Kozmic Blues Band. Morreu um ano depois e tornou-se um dos maiores nomes da história do rock, mesmo com a brevíssima carreira.

Album essencial: Pearl (1971)

The Who Sinônimo de rock, o The Who já era um ícone em Woodstock. Lançando a ópera rock “Tommy”, fizeram um dos melhores shows do festival. Continuam na ativa até hoje e o último álbum inédito é “Endless Wire”, de 2006.

Album essencial: Live At Leeds (1970)

Jefferson Airplane Os primeiros da geração psicodélica de San Francisco a ganhar reconhecimento mundial. Muito dessa fama deve-se ao clássico “White Habbit”. Terminaram em 1973.

Album essencial: Surrealistic Pillow (1967)

Joe Cocker Cocker é um dos que deve sua carreira a Woodstock. Sua versão de “With A Little Help From My Friends”, dos Beatles, foi a grande responsável por isto, sendo inclusive o nome do seu primeiro álbum. O britânico segue lançando discos. O último foi “Hymn For My Soul”, de 2007.

Album essencial: With A Little Help From My Friends (1969)

Jimi Hendrix Hendrix era um dos maiores nomes do festival. Foi o responsável por encerrar Woodstock, na manhã de segunda feira, já com um público bem reduzido em comparação à média dos dois dias anteriores. Sua versão do hino dos EUA, “Star Splanged Banner”, foi o momento mais marcante. É uma lenda da guitarra, principalmente pelo modo peculiar como tocava sua Fender, o desenvolvimento do uso da alavanca e do wha-wha, os solos e riffs clássicos e por colocar os guitarristas no centro das bandas de rock. Morreu um ano depois, em Londres, sufocado pelo próprio vômito, provavelmente vítima de uma overdose de pílulas tranquilizantes.

Álbum essencial: Are You Experienced? (1967)



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