As esculturas junk art de Gabriel Dishaw

Foram criados os primeiros ténis verdadeiramente tecnológicos: a partir de restos de metal, cabos, fios e outras matérias provenientes de máquinas, Gabriel Dishaw cria réplicas quase perfeitas dos clássicos de ténis que todos nós conhecemos. Uns quantos pares de Nike bem sólidos, espera-se.



lixo sapatos Gabriel Dishaw

Já se imaginou a andar por aí com uns ténis que, em vez de feitos de pano e sola, são de metal e todo o tipo de lixo electrónico? Pois... nós também não. Mas foi essa a ideia de Gabriel Dishaw, que no seu último trabalho de junk art – arte que aproveita e recria tudo o que as pessoas já não querem – criou uma série de ténis usando objectos que encontrava.

Pegando em máquinas de escrever, computadores velhos e outros mecanismos que já ninguém usa, Dishaw cria esculturas, transformando o inútil e o insignificante em algo que toda a gente possa perceber e rever-se, variando de figuras minúsculas a esculturas de quase 2 metros. Experimentando desde os anos 90, já desenhou e criou inúmeras esculturas desde a sua adolescência. Envolvendo bastante trabalho e tempo, as peças cresceram não só em tamanho, mas também em importância do conceito.

lixo sapatos Gabriel Dishaw

O seu último trabalho, “The shoe series”, revisita os clássicos de ténis, em que tudo é levado ao pormenor: as caixas são reproduzidas, valorizando-se a portabilidade, tal como os logótipos e os atacadores. Mostrando bom humor, Dishaw criou também versões “Pentium” dos modelos, aludindo ao nome dos chips Intel utilizados na sua construção.

Cada peça pesa cerca de 7kg e estão disponíveis para venda desde o início de Outubro. As medidas assemelham-se a um sapato clássico e todas as suas criações são originais e construídas a partir de cabos, metal e circuitos. Nas palavras do artista, estas criações “dão-me um caminho para me expressar de uma forma que não me ajuda apenas a mim, mas também ao ambiente”.

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Fonte: Gabriel Dishaw

diana guerra

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