the berg – a maior montanha artificial do mundo

Publicado em arquitectura por diana em 26 nov 2009 | 38 comentários

montanha artificial berlim alemanha berlin

Começou por ser um absurdo. Cresceu como forma de protesto. É hoje um projecto utópico que ganha cada vez mais fãs para a sua construção. Projectado pelo arquitecto alemão Jakob Tigges, The Berg é a maior montanha artificial do mundo. Pelo menos em pensamento.

A ideia surgiu aquando do encerramento do aeroporto Tempelhof, em Berlim, que fechou definitivamente em Outubro passado. O governo rapidamente promoveu a construção de uma zona residencial, dividindo o local em 5 sectores e abrindo um concurso público para a apresentação de propostas. Tigges apareceu então com a ideia de que em vez de casas, se deveria construir uma montanha. Previsivelmente, o projecto foi considerado um disparate e foi eliminado das 12 propostas finais.

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O que os membros do governo não perceberam é que The Berg nunca foi pensado para ser levado a sério: tratava-se de uma forma de protesto contra a construção frenética de apartamentos para a qual, segundo o arquitecto, não há procura.

No entanto, The Berg começou a ser levado a sério por vários residentes de Berlim, que começaram a imaginar uma montanha de 1000 metros praticamente no centro da cidade, que se tornaria um destino incontornável para os turistas de todo o mundo. O objectivo seria criar simultaneamente um habitat natural para a vida selvagem e um espaço de recreação. O fenómeno espalhou-se na Internet – existe um grupo no Facebook com 3732 fãs que continua a crescer – e os meios de comunicação começaram a pressionar para que se fizessem estudos acerca da viabilidade do projecto.

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A verdade é que já existe um grande grupo de pessoas que defende a criação da montanha e que exige a sua aprovação e financiamento. Uma empresa de engenharia australiana já afirmou que a utopia é realizável em 10 anos. Forma inovadora de preservar a natureza ou mera excentricidade? Tigges é mais original: “quero criar o primeiro monumento imaginário, a primeira atracção turística imaginária de uma grande cidade, que vive através da imaginação, da alegria e da ironia dos berlinenses. Espero que dentro de dois ou três meses cheguem postais e várias lembranças de The Berg às ruas de Berlim”.

Parágrafo inicial do manifesto The Berg:

Enquanto que as cidades maiores e mais ricas de todo o mundo desafiam os limites do possível construindo hotéis gigantescos, arranha-céus de escritórios ou templos que parecem pairar no ar, Berlim propõe-se construir uma montanha decente. O seu pico atinge os 1000 metros e estará coberto de neve de Setembro a Março.

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Fonte: Archdaily, Fastcompany, Facebook: thebergberlin
Diana GuerraDiana Guerra é normalmente zote, mas dizem que também se interessa por arte, cultura e essas coisas óbvias. Saiba como publicar um artigo no obvious.

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38 comentários

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Nem só no deserto faz sentido "fazer construções"!

F.Marinho Vaz em 26 de novembro de 2009

Muito interessante! Seria muito interessante se isso se tornasse realidade. Eu já vi ilhas artificiais, como a Île Notre-Dame em Montreal, mas uma montanha seria inusitado

Luiz em 26 de novembro de 2009

Sería bom em Lisboa fazer-se o mesmo quando decidirem encerrar o Aeroporto.

Vitor Grade em 26 de novembro de 2009

é muito interessante!!! Adorei este artigo.

Daniela Cais em 26 de novembro de 2009

em só no deserto faz sentido"fazer obras"

Fernando Vaz em 26 de novembro de 2009

Muito bom...seria como devolver à natureza, aos animais, parte do que já roubamos deles.

Beatriz Helena em 26 de novembro de 2009

Uma ideia monumental.

Sérgio Pereira em 26 de novembro de 2009

sem dúvida estamos em divida para com a natureza!!!

Alexandra Lopes em 26 de novembro de 2009

GENIALMENTE SOBERBO.....

Hamilton DJtommy em 26 de novembro de 2009

Genial!! Fenomenal!! as pessoas não deveriam levar tão a sério arquitetos e seus projetos mirabolantes. o ideal seria que usassem óculos 3D, ou filtros para perceberem ( e se aproximarem de um universo infinito), o que passa na cabeça desse povo......rsss

Deborah Basso em 26 de novembro de 2009

Muito muito muito bom! e não axo nada utópico! Era...isso sim..uma excelente atracção turística! :D

Paulo Coutinho em 26 de novembro de 2009

Quanto custa? aceita cartão ?
Coloca no mercado livre.
Quero uma pra voar de parapente.
rsrsrsrsrsrssrrsrs

Jorge Darcie em 26 de novembro de 2009

Não sei se me agrada a ideia de o ser humano andar a "brincar" com a Natureza e aos deuses...

Gabriel em 26 de novembro de 2009

Mas o ser humano não brinca com a natureza há longos anos?

gostei da ideia...

Rui Augusto em 26 de novembro de 2009

o homem é insano

Carla Palmeira em 26 de novembro de 2009

insanidade ou sonho???

MHelena Fernandino em 26 de novembro de 2009

sonho insano...o que é insano, o que é sonho??

Deborah Basso em 26 de novembro de 2009

LOL, BOA DEBORAH!RSSS

San Ferreira em 26 de novembro de 2009

Achei a ideia da mesma natureza das flores de plastico e cães de loiça. Não é preciso ser psicologo para entender que o arquitecto alemão tem questões falicas por resolver, mas pela dimemsão do falo diria que o problema não se resolve em 10 anos de psicanalise.:-)

Maria João em 26 de novembro de 2009

Maomé não foi à montanha e deve estar a morar em Berlim...

BetoNogueira em 26 de novembro de 2009

Estava olhando a foto da montanha imaginária e notei que se virarmos a montanha 90 graus a esquerda, teremos o rosto de uma pessoa, será que o autor do projeto pensou nisso?

Fabio Soares em 26 de novembro de 2009

Reparem que a região eh absolutamente plana e que a montanha proporcionaria a pratica de esportes de inverno.

Patricia Rombauer em 26 de novembro de 2009

Irá interferir em TODO o conjunto de ecossistemas e biomas ao redor. Imaginem novos animais buscando abrigo, novas massas de ar se movendo, ar águas do período quente escoando em cachoeiras, pressão no solo, sedimentos de erosão a longo praso... É como querer implantar mais um membro em um ser que já é adaptado a funcionar do jeito que evoluiu para ser.

Breno em 26 de novembro de 2009

Também acho Maria João.Os excêntricos moram
mesmo ao lado.O problema é que há sempre alguem que os leva a sério. Coitados dos Berlinenses. Colinas já eles devem ter muitas com os destroços provenientes das ruínas da antiga Berlim. Haja seriedade e bom senso,porque os malucos tomam conta disto tudo.Gbirth

G.Birth em 26 de novembro de 2009

Ilhas artificiais pelos Emirados Árabes Unidos ninguém discute: É um luxo. É fantástico. Hotéis de estilistas famosos com diárias surreais e ao alcance da elite é digno da admiração de todos.

Essa montanha é só mais uma das criações ''insanas'' do homem, só que não para poucos.

Natureza, mesmo que artificial, é válido.

O planeta agradece.

Higor Zantos em 26 de novembro de 2009

o gente, avisa pro cara alemao que tem tanta coisa pra se preocupar no mundo...

Cristina Alfredo em 26 de novembro de 2009

A idéia é até legal se já tivéssemos resolvido problemas muito mais emergentes tais como: fome , diminuiçao de emissão de gases e distribu~ição de água encanada.Infelizmente os esforços nunca se concentram nas regiões que realmente necessitam de ajuda.

Ângela Paula em 26 de novembro de 2009

hum... esses são problemas que muito dificilmente irão desaparecer Angela. Por demais devido à sobrepopulação mundial. A provocação desta proposta é fenomenal, atenta contra a especulação imobiliária, especialmente nos centros urbanos onde se concentra a maior parte dos equipamentos e serviços públicos... mas a nova montanha também grita contra a impermeabilização dos espaços públicos, sem qualidade paisagística e social, sem criar afectos com a natureza e entre a própria comunidade local! A criação de massa crítica nas cidades, para as tornar mais competitivas e funcionais não anula uma proposta deste género, basta olhar para o Central Park ou para o que está a acontecer no Dubai. Daqui a uns 10 anos veremos como se comportam estas atitudes.
Este é sem dúvida um interessante MANIFESTO!!!

Bruno Zão em 26 de novembro de 2009

Me parece que el tema no pasa por establecer si una montaña plantada en medio de Berlín vaya a ser una cosa antinatural endemoniada, o una buena idea que vaya de acuerdo con el entorno, sin lesionarlo, porque con esa tesitura no habría edificios enormes. Además, supongo que se trataría de una montaña de tierra y rocas, no de plástico..por cuanto la frontera entre lo "natural/artificial"se desdibujaría. No obstante y si lo pensamos un instante, no hay nada más artificial que la cultura del hombre....esto es: todo aquello creado por la raza humana, tangible o intangible, que no proviene ni fue creado por agentes "naturales" del planeta que habita. Pero que la cultura (y todo lo que de ella nace y se desarrolla) sea algo implantado artificialmente no la inhibe de ser legal, posible o sensato y/o maravilloso. Si el proyecto fuese un parque (como el Central Park de Manhattan) tendría detractores? Creo que no. Entonces cual es el dilema? Que el "parque" se eleve mil metros sobre el nivel de mar? Me parece mediocre pensar de esa manera..y lo digo con todo respeto. Pienso que cuanto menos transitemos los senderos estrechos de pensamiento, mejor nos irá..aunque la autocrítica y la sensatez, tampoco están de más.

fernando salazar em 27 de novembro de 2009

Seria uma constroção fantástica, a meu ver com carácter favorável em vários campos, como turismo ambiente, impacto paisagístico.... entre outros....

Filipe Barbosa em 27 de novembro de 2009

inutil sem sentido sem graça patético....aliás a vida é inutil sem sentido sem graça e patética

uns chamam de fim do mundo outros de inferno,mas eu chamo de lar em 27 de novembro de 2009

Intressante!

Tessa em 27 de novembro de 2009

o homem quer ser "Deus" e poder criar, fazer e desfazer o que der na telha. A idéia é brilhante, tirando a prepotência humana em achar que pode tudo.

Gustavo Tavares em 28 de novembro de 2009

Achei a idéia muito boa. O oposto do que o mundo todo faz. Enquanto as grandes cidades e arquitetos projetam e concluem prédios e construções gigantescas, esse projeto faria a diferença dando valor a criação do verde. Parabéns aos criadores.

Thiago Torres em 30 de novembro de 2009

Quais os impactos que tal inserção na paisagem podem gerar? Como isso se relaciona com a memória do lugar? Quais os reflexos no micro clima local, na influência nos índices de precipitação? Me parece que o foco no turismo, nesse caso como em vários outros, têm sobrepujado qualquer bom senso que garanta o sustentável, o autêntico, o carater do lugar. Do meu ponto de vista o projeto não passa de um desejo megalomaníaco sem precedentes de artificalização da paisagem natural e cultural. Talvez numa escala menor tenhamos os shoppings centers onde tudo é controlado, simulado e transformado em lucro.

Guima em 1 de dezembro de 2009

Lindo, Guima. Lindo.

Breno em 2 de dezembro de 2009

Eu acho a ideia muito original!

Silver_Fox em 7 de fevereiro de 2010

Parabéns ao Autor deste projecto, pois faz todo o sentido o homem equilibrar a vida na TERRA, não podemos só tirar partido dos recursos naturais, temos também que repor..!

Paulo Andrade em 8 de fevereiro de 2010

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