Citroen C-Zero: o ovo eléctrico da marca francesa

Um Citroen totalmente eléctrico, clone do Mitsubishi i-MiEV, será comercializado já a partir de 2010. Mais uma aposta no segmento dos veículos eléctricos que começam já a receber apoios governamentais para aquisição em diversos países. Parece que vieram para ficar.



 Citroen C-Zero: o ovo eléctrico da marca francesa

Se a Renault está a preparar o lançamento de quatro modelos eléctricos (isso mesmo - quatro!) até 2012, o grupo PSA, composto maioritariamente pelas marcas Peugeot e Citröen, encontra-se muito atarefado para acompanhar a proposta do seu eterno rival francês. A Peugeot já se encontra na corrida com o seu iOn, recentemente lançado no salão de Frankfurt, e a Citröen divulgou agora a sua intenção: vender um veículo eléctrico tendo como meta o último trimestre de 2010. O C-zero possui quatro lugares e uma silhueta característica que lembra um vagamente um ovo. Encontra-se já em comercialização no mercado japonês.

Este facto não é de estranhar se nos lembramos que ambas as viaturas são clones do Mitsubishi i-MiEV, devido à parceria existente entre o grupo francês e o construtor nipónico, o mesmo acontecendo, aliás, com o Mitsubishi Outlander, o Peugeot 4007 e o Citröen C-Crosser.

 Citroen C-Zero: o ovo eléctrico da marca francesa

 Citroen C-Zero: o ovo eléctrico da marca francesa

Para se mover, o pequeno ovo socorre-se de um motor eléctrico de 64cv e tracção às rodas traseiras, o que lhe permite performances equivalentes a um carro a gasolina do mesmo segmento. Possui uma autonomia de 130 quilómetros, mais que suficiente para um carro citadino mas limitada para percursos maiores. Para recarregar totalmente a bateria numa tomada comum de 220V são necessárias cerca de seis horas. Em alternativa, se conseguirmos encontrar uma tomada de 400V, em pouco mais de meia hora obteremos 80% da capacidade máxima da bateria.

Apesar de algumas limitações técnicas, como é o caso da autonomia, os veículos eléctricos, vão surgindo em número cada vez maior e parecem querer ficar. Os grandes construtores já fizeram as suas apostas e espera-se que, dentro de pouco tempo, o mercado automóvel apresenta um leque de ofertas variadas neste domínio, tal como acontece agora com os motores a gasolina.

Para já o principal obstáculo é mesmo o preço: 30 mil euros, ou seja, cerca de 45 000 dólares. Ainda é muito dinheiro...

Este artigo é contributo de um leitor do obvious, Nuno Catarino. Saiba como publicar um artigo.

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