
Às vezes perdemo-nos com a quantidade de movimentos artísticos e diferentes percursos traçados pelos artistas. O assunto de hoje é o Hiperrealismo, uma corrente que deriva do Fotorrealismo e que teve origem na segunda metade do século XX. Nos dias de hoje, porém, continua ainda muito em voga.
Como o próprio nome indica, o Hiperrealismo é uma realidade levada ao extremo e, para isso, é trabalhada a partir da imagem fotográfica: tal como a corrente fotorrealista, utiliza a fotografia para agregar informação e o trabalho final é muito parecido ao deste meio. No entanto, o movimento hiperrealista distancia-se daquele, indo mais longe. Enquanto que as pinturas e esculturas fotorrealistas são imagens sem contexto, limpas de qualquer carga social, política ou emocional, os hiperrealistas sublinham este aspecto, dando um significado narrativo a cada imagem.
Tendo uma base fotográfica, o resultado final é, no entanto, mais complexo e subjectivo, criando a ilusão de uma nova realidade não presente na fotografia original: a chamada simulação da realidade. Focando-se nos detalhes, a fotografia digital foi um novo alento para esta corrente que nos tem dado artistas bastante talentosos. Um exemplo é o escultor Ron Mueck, já retratado aqui no obvious.
Um dos artistas vivos mais falados nos dias de hoje é Gottfried Helnwein, um austríaco hiperrealista conhecido por trabalhar em diversos meios. A infância é um tema recorrente nos seus trabalhos que se focam na perda de inocência e no sofrimento desta faixa etária, além dos trabalhos com personagens de banda desenhada, que são representados muitas vezes de forma sombria e controversa. Os auto-retratos são também bastante perturbadores, principalmente porque em nenhuma das imagens é possível ver o rosto do artista, pois surge frequentemente amarrado.
No entanto, Helnwein não está sozinho. Há muitos hiperrealistas que dão o seu contributo à arte. O americano Chuck Close é outro exemplo que já pintou Kate Moss, Cindy Sherman e Lorna Simpson. Jerry Ott, Glennray Tutor, Sam Jinks e David Jon Kassan são outros nomes.







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comments powered by DisqusMario
Muito bom, lembra-me o Ron Mueck (escultura), Richard Estes, Istvan Sandorfi, Hilo Chen e tantos outros que infelizmente poucos conhecem, muito boa a matéria!
nilton
Fantástico! Algumas chegam a chocar.
Edgar Alain Prost
... nunca o realismo esteve tão próximo da expressão; na minha opinião é isso que no fundo é o hiperrealismo - uma nova forma de expressionismo
Alexandre Castelo
Efeito espectacular.
Maria Dias
Fantástico. Já vi uma exposição e adorei!
Maria Fragoso
Incrível mesmo!
Lu Cambraia
Também já vi uma exposição..é muito bacana!!
Nuno Santos
Incrivel!!!!
Maria Etelvina
Parece-me que o Chuck Close utilizou o daguerreótipo e não a pintura para a série sobre a Kate Moss.
Patricia Sa
Concordo com a Maria!
Vitor Sa
O homem é obra!
Cristina Bastos
Algumas fazem-me olhar para o lado...são demasiado estranhas...não fazem o meu género.
Sofia Velvet
Gosto deste tipo de arte. Para quem tem interesse não deixem de ver os trabalhos de Gottfried Helnaein. são espectaculares!
Cristina Montez
interessante!!!
Chala Berredo
muito interessante deve ser.
Bruno Tetto
Ótimo artigo...
Helvecio
Adoro as newsletters da Obvious. Esses trabalhos hiperrealistas atiçam a curiosidade de como se mesclam as fotos e as pinturas/desenhos. Como sou brasileiro fico com dúvida em relação a alguns termos. O que quer dizer "Diana Guerra é normalmente zote"?
Fabio
As imagens de esculturas estão com o crédito errado. Elas são de autoria de Ron Mueck.
d
nossa! incrivel!!
Nayara
Maginifiqe
Diana
Helvecio, zote é:
http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=zote
Uma brincadeira que arranjei para o meu perfil...
Fabio,
Nem todas as imagens são de Mueck: são de vários autores referidos no final do texto de pintores e escultores hiperrealistas.
Obrigada!
nelson de camargo
impressionante o hiperrealismo, achei muito interessante.
Nicole
Achei demais!
Anonimo
ADOREI SUPER LEGAL
André de Moraes
Gente, por favor. Esqueceram de citar a artista Australiana Patrícia Picininni. É um dos maiores nomes do hiperealismo junto com Ron Mueck.
A segunda foto retrata uma obra dela, a mãe e seus filhotes.
Nikolaj
Muito interessante o "cabeção dormente" hehehe
Esta é a realidade das pessoas, da humanidade, tantas coisas acontecem ao redor e nós nem percebemos, não ligamos, dormimos... o pior é nem saber que não sabe!
Mas quem achar interessante o assunto "depertar consciência", auto-superação interior, eliminar defeitos psicológicos do subconsciente, visitem os sites:
www.amormaior.org ;
www.conscienciaignea.org ;
www.rumoaoser.org
gerson lessa
Olá!
Encontrei seu blog por acaso e estou maravilhado. A variedade de assuntos, a sensibilidade e cultura demonstrados são um oásis no deserto infinito da web. As imagens fantásticas, as sitações a fatos históricos, arte, design, tecnologia etc, são inspiradores. recomendarei a todos os meus alunos. Já recomendei aos meus amigos e temos comentado diversos assuntos.
Obrigado por seu trabalho e não pare por favor.
Retribua a visita olhando meu Flickr. Acredito que vc vai gostar.
Luís Calado
fantástico
WILLIAM
fantastico!
hevelyn
incrivel gosteis uma pessoa asim é muito legal e divertido pratodos nós é divertido mesmo legal.
hevelyn
incrivel gosteis uma pessoa asim é muito legal e divertido pratodos nós é divertido mesmo legal.
Maxwell
É realmente incrivel!!!!!!!!!!!
Da até medo de pensar que um ser humano foi capaz de criar algo dessa forma.
Lilith
Impressionante, do ponto de vista técnico. Do ponto de vista geral da arte, nem tanto. A maioria das produções hiperrealistas não diz muito para o que veio. Na minha opinião, excetuando-se, aqui, o trabalho de Patrícia Picininni, o resto não consegue conciliar bem o esforço técnico com uma boa idéia.
No entanto, é o tipo de arte que inunda nossas caixas de email em forma de incansáveis slides. Claro, num mundo em que colar um botão no teto para ser visto através de um instrumento de ampliação de imagens continua sendo considerado arte, trabalhos desse tipo acabam chamando a atenção. Compreensível e até aceitável, de certa forma.
Lilith
Excetuando-se, também, alguns trabalhos de Ron Mueck, quando este trata do tema da solidão de maneira até tocante. Uma solidão que é exarcebada pelas dimensões dos trabalhos. Mas a verdade é que a maioria das obras hiperrealistas só me impressiona do ponto de vista técnico. Quase sempre sinto nelas que "falta algo", aquilo que me permita considerá-las grandes obras.
Renata
adoro tudo que seja arte desde que seja diferente, e no seu intimo que sempre dizer algo que nao enchergamos normalmente!
Lilith
Exatamente! E o que tem de diferente a ser dito pela maioria das obras hiperrealistas?
Pouca coisa.
paulo
Incrivel
por acaso conhecem o pintor hiper realista Imanakie?