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Kusho – a arte de escrever no céu

publicado em fotografia por | 30 comentários

Kusho é uma palavra japonesa que significa literalmente "escrever no céu". Mas à primeira vista as fotografias de Shinini Maruyama assemelham-se pouco ao céu ou à escrita; podem até parecer não fazer sentido. Porém a filosofia que está na base deste trabalho explica tudo.

 Kusho – a arte de escrever no céu

Kusho é uma palavra japonesa que significa literalmente "escrever no céu". Melhor: enquanto que ku quer dizer céu, a palavra sho designa tanto caligrafia, como escrita e manuscrito. O significado final da palavra fica a cargo da interpretação de cada leitor. No entanto, kusho é também o nome da nova série de fotografias do japonês Shinini Maruyama a que o autor atribui uma forte carga filosófica.

Sendo um fotógrafo multifacetado, Maruyama já trabalhou em diversos campos, tendo-se dedicado à captura de paisagens pitorescas do mundo japonês no início da carreira. Trabalhou em publicidade na Hakuhodo Photo Creative e mais tarde publicou dois livros que reportavam a vida quotidiana tibetana e a sua cultura. Há cinco anos interessou-se pelas técnicas e características formais da Fotografia. É neste quadro que surge a colecção "Kusho".

 Kusho – a arte de escrever no céu

À primeira vista as fotografias deste trabalho podem parecer sem sentido ou com pouca criatividade. Contudo as 23 imagens das séries Kusho têm subjacente um forte conceito que o autor explica.

Representando a interacção entre tinta preta e água em superfícies brancas ou no ar, Maruyama capta imagens irrepetíveis: os milésimos de segundo exactos antes dos dois líquidos se fundirem em cinzento, que permitem ver em detalhe os processos físicos e químicos invisíveis a olho nu. O timing perfeito na captura das imagens é conseguido através de avanços recentes na tecnologia da luz estroboscópica: há fotografias que têm uma velocidade de obturação de 1/20 000 de segundo.

Jogando com o aleatório, o conceito japonês wabi-sabi está por detrás da ideia desta sessão fotográfica, significando a beleza das coisas imperfeitas, efémeras e incompletas. A própria escolha da palavra foi cuidadosa. Enquanto que ku explora o abstracto e nos leva para o campo ideal da representação como forma de ausência radical, o sufixo sho alude à escrita, porque a fotografia é também expressiva e comunica sempre qualquer coisa. Nas palavras do autor, mais que um espelho com memória este meio pode ser uma experiência conceptual, abstracta e espiritual.

 Kusho – a arte de escrever no céu

 Kusho – a arte de escrever no céu

 Kusho – a arte de escrever no céu

 Kusho – a arte de escrever no céu

Shinichi Maruyama

 

diana guerra é normalmente zote, mas dizem que também se interessa por arte, cultura e essas coisas óbvias. Saiba como fazer parte da obvious.

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Lisa Zig

xpetacular!!!!!

Alexandra Lopes

o céu ja é uma arte... e pintar a senti lo!! viva a arte e o céu!!!!

Becas Melo

:)))))))))))))))))))))))))...

Mirza rachel

Fantástico!!

Vera Silva

Realmente belo e irrepetível!:)

RAFAEL JÁCOME

"INCOPIÁVEL"

Jorge Silva

"Ai, eu já pensei, mandar pintar o ku em tons de azul, para ser original..."

À parte da brincadeira acima... quer o trabalho do fotógrafo Maruyama quer o artigo da Diana Guerra estão fantásticos!

ione gonzalez

Espetacular!!!!!!!!!

Pablo de Regino

Muito bacana as imagens e o conceito do projeto. Como é bom ter quem divulgue a fotografia que acontece do outro lado do globo.

Nuno R

Muito bom

Claudine Rodrigues

é tao libertador!

Carla Violante

brutal...tecnicamente brutal.

Pedro Mendes

Isto é ser criativo e original. Excelente.

Sandra Albuquerque

Um trabalho fantástico, único que transmite muita leveza, por ser "desenhado" no céu" quase que me atrevia a dizer "experiência espiritual".

Patricia Bowles

Sinhici Maruyama segue o gesto da caligrafia chinesa q é umas das minhas paixões, interessante notar também a arte da espada...como ele pinta no ar, seu pincel. Os orientais me fascinam com esta leveza.

Marcelo Alves

cada um na sua loucura...

Andrea M.

Adorei Patricia !

Maria Francisca

arte sem fim

Meri Oliveira

Lindo!!!!

Adriano

Lindo. Parece mais uma foto.

Karluz

Interessante, pois a arte do acaso também pode ser Arte.

fernanda

"À primeira vista as fotografias deste trabalho podem parecer sem sentido ou com pouca criatividade". NUNCA! E desde quando arte deve fazer um sentido absoluto? A arte é primordialmente subjetiva. Se Maruyama é sem criativiade, meus filhos, o mundo tá perdido.

Karluz

"Não existe algo a que se possa chamar Arte. Existem apenas artistas." (E.H.Gombrich)

De resto, Cara Fernanda, mesmo com muita criatividade, " mundo tá (mesmo) perdido".

Paula

Adoraria fazer isto ....

Rufus

O que distingue a Arte dos comuns objectos estético é precisamente o Sentido, cara Fernanda. E ser subjectiva não quer dizer desprovida de sentido; apenas que tem múltiplos sentidos.

Diana Guerra

Fernanda,

Eu não disse que não fazia sentido, apenas que "à primeira vista", depois passo a explicar toda a lógica que está por trás.

Obrigada!

Karluz

O que é fazer sentido em Arte?

O problema é que os gostos e os padrões de beleza variam muitíssimo.

Cordiais cumprimentos para todos.

Rufus

Fazer sentido é... fazer sentido, ter significado. Não é em Arte, é em tudo.
Quanto aos padrões de beleza não são para aqui chamados - a Arte não é beleza - mas essa variação não é um infortúnio e sim a essência de todo o processo.
Desde Platão que anda gente a escrever sobre isto...

Sérgio Quixadá

É a possibilidade de contemplar o belo no limiar da existência.

manrel

Na minha ignara opinião a fotocaligrafia do ku do Maruayama é a arte mais insípida que já vi. Coisa de quem não conhece o céu que abunda nas praias brasileiras!

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