Super Maria e outras virgens

Super Maria e Santa Barbie
Soasig Chamaillard nasceu em 1976, vive em Nantes e estudou Belas Artes. Trabalhou em ilustração e design, e durante três anos produziu pequenos objectos para algumas lojas locais, apercebendo-se depois que trabalhava apenas para satisfazer os outros, o que a fez sentir o desejo de se afirmar enquanto artista, através da criação de objectos únicos.

Beijo
Trabalha sobre estatuetas que compra em feiras de velharias e aguenta as ideias, por vezes durante muito tempo, até encontrar a estatueta certa. Outras vezes, são as estatuetas que a inspiram. Outras vezes ainda, tudo acontece rapidamente.
Soasig Chamaillard define a sua arte como uma reflexão sobre a espiritualidade no tempo presente.

Virgem Camaleão
Estas e outras santas adoráveis, no portfólio de Soasig Chamaillard.
Mais sobre Soasig Chamaillard, na entrevista de Karen Miranda Augustine.
São Reino é uma colaboradora multifcetada do
obvious, verdadeira malabarista que tanto escreve sobre arte como aparos de canetas. Saiba como
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37 comentários
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Super maria está muito engracado, adorei a ultima estatueta que está camuflada com o fundo.
Rúben M. em 12 de dezembro de 2009
Silviana Monfrinatti em 12 de dezembro de 2009
Particularmente, eu não achei legal.
Leonardo brum em 12 de dezembro de 2009
não?..........achei atrevido!
Silviana Monfrinatti em 12 de dezembro de 2009
muito bom. inovar sem ofender.
Alex da Silva em 12 de dezembro de 2009
toda criação artística é admirável... gostei...
Tânia Acosta em 12 de dezembro de 2009
Alexandra Lopes em 12 de dezembro de 2009
Gostei muito!! e concordo com vc Tânia, toda criação artística é admirável.
Rosangela Guedes em 12 de dezembro de 2009
very well done and thought, but she could go now for other saints and other religions too. i would buy super maria to give as a present!
Renata de Andrade em 12 de dezembro de 2009
A expressão nasce de várias formas e as pressoas precisam delas de alguma forma para viver. Não acredito que este tema "chamativo", mostre o talento "criativo", de quem ousou fazê-lo; mas a capacidade desenfreada de criação de uma pessoa sem espiritualidade e com desrespeito às diferenças. Todos somos livres. Por isso também expresso meu pensamento.
Luciana Fonseca em 12 de dezembro de 2009
uns chamam-lhe arte criativa, outros chamar-lhe-ão falta de gosto recreativo. eu nem sei o que chamar-lhe, mas não vou gastar dinheiro com as estatuetas.
Antonio Vinhas em 12 de dezembro de 2009
Cara na boa eu não acredito em santo!
Não importa oq as pessoas pensam sobre essas coisas....o ser-humano sempre tah precisando de acreditar em misticismo mais acabam se escekendo de kem realmente os crious
Andre Polux em 12 de dezembro de 2009
gosto muito...acho-as magníficas
Ni Cabral em 12 de dezembro de 2009
Maria Julia em 12 de dezembro de 2009
Anita Prici em 12 de dezembro de 2009
A religião poderia inovar junto a tecnologia de uma forma emgraçada, + encinado as crianças quem e Deus..ele ama as crinças.
jady em 12 de dezembro de 2009
Por acaso até sou ateu. Por isso não me choca.
Artisticamente, o trabalho não me encanta.
luis tavares em 12 de dezembro de 2009
sao em 13 de dezembro de 2009
Não achei inovador, mas é atrevido e provocador.
albarquel em 13 de dezembro de 2009
Ótimo!
Vão todos arder no fogo do inferno!!
hahaha
Parabéns!
Lauro em 13 de dezembro de 2009
pra quem estudou tanto sobre artes isso que está aí é mdiocre..até criança faz melhor. nada pessoal,mas tente coisa melhor!! pois adoro ARTE!
Fatima em 13 de dezembro de 2009
a impressão que tenho é de que - como costuma ocorrer com frequência atualmente - o chamariz do trabalho é a utilização não convencional de símbolos religiosos, que acaba chamando atenção mais pela potencial polêmica que pode despertar do que pelo valor intrínseco da obra. medíocre.
bruno em 13 de dezembro de 2009
É sabido que a concorrência é muita e que o desemprego aumenta, diariamente, de forma exponencial mas, sinceramente, convenhamos. Criatividade e inovação nada têm a ver com mau gosto. Acho que este trabalho revela apenas e tão só uma forma deselegante de chamar a atenção e de gerar polémica. Fez-me lembrar um outro caso semelhante. O do artista plástico que deixou morrer um cão, à fome, numa galeria de arte. Lamentável.
RegistoCriativo em 13 de dezembro de 2009
a super maria é explicada pela autora como uma representação das super mulheres dos nossos dias, que trabalham incansavelmente fora de casa e em casa, sem nunca vacilarem. duvido muito, pois, que a intenção seja chocar.
mas confesso que andava à procura da barbie feita nossa senhora quando descobri soasig e as suas estatuetas. e andava à procura porque alguém tinha de ter feito, tinha de existir.
nesse ponto, concordo que seja fácil ir pela falta de originalidade: hoje em dia é comum este tipo de abordagem de símbolos religiosos.
só que fazer parte de um tempo não é falta de originalidade. é pertencer. é complicado não nos inserirmos nos movimentos do nosso tempo, é impossível estar cá e não estar.
a libertação religiosa e o fim do medo dos infernos, por um lado, e os cultos POP e kitsch por outro, sempre acabariam, eventualmente, em algo como estas estatuetas.
não menosprezemos, porém, a dificuldade disto: tirar o resto das cores originais, refazer as partes quebradas (a maioria das estatuetas chega-lhe sem pés, sem mãos, sem nariz, enfim, sem todas as partes mais delicadas), desenhar, escolher cores, concretizar, faz de certeza transpirar quem não souber muito bem o que está a fazer, quer em termos técnicos, quer em termos de concepção estética.
demasiado fácil e pouco original é dizer "até eu faria". se "até eu faria", por que é que não fiz? por que é que não faço? esse é um dos mais falaciosos argumentos de todos os tempos e foi utilizado, inclusivé, contra o "ovo de colombo". pois: as ideias que mais frequentemente recebem a crítica do "até eu faria" são as mais simples e estas, não raro, são as mais interessantes.
elas andam aí, sim, as ideias mais simples, como montanhas à espera de serem vistas. e não é fácil. todas as pessoas que viram uma ou fizeram obras de arte bastante boas ou registaram patentes que as fizeram ricas. são assim as ideias mais simples.
sao em 14 de dezembro de 2009
Vitor Frazão em 14 de dezembro de 2009
O que RegistoCriativo diz é do meu acordo! A estória do cão é um episódio degradante e insultuoso para a humanidade. Penso que a comunidade artística nunca poderá aceitar "performances" deste tipo.
Qualquer dia teremos nova apologia do Holocausto.
Quanto às santas,lá vai uma provocação...
o DADA já foi...
luis tavares em 14 de dezembro de 2009
mas desde quando é que matar um animal é comparação sequer aproximada com o que soasig faz às estatuetas?!
as santinhas são INANIMADAS.
sao em 14 de dezembro de 2009
Pois é, queixam-se do que ela faz à santa, mas não do que ela faz à Barbie...
tolinha em 14 de dezembro de 2009
Porque a estatueta (não mais de Maria) tem os os vermelhos ?
Em relação a ser arte(idependente da ofença aos católicos) , tenham dó, falar que isto é arte é o mesmo que dizer que a Sabrina Satto é uma excelente escritora ou que Chico Buarque é um excelente ator pornô...me poupem ... só chamou atenção por ofeder Nossa Senhora, infelizmente.
Alessandro em 15 de dezembro de 2009
a barbie num eh mais virgem o.O
Jonny em 15 de dezembro de 2009
A Barbie está linda de santa!
Não somos apenas rostinhos bonitos em 15 de dezembro de 2009
Eu queria encomendar a "Santa Ignorância", mas tem que ser com a cara da mãe dele, que é a culpada. Não abortou o infeliz quando teve chance.
Julio — Brasil / Rio de Janeiro em 16 de dezembro de 2009
adorei, muito legal, isso é a arte ver coisas onde não há muito o que ver, resumindo: GENIAL
Hans Miller em 18 de dezembro de 2009
Quando não se sabe mais que fazer, inventa-se!
Para todos os efeitos não é mais que "vestir" bonecos de veneração com outras cores, ou dar a outros bonecos de outras venerações uma imagem mais religiosa; enfim, possivelmente Soasig quer deixar uma mensagem de que os santos não são muitos diferentes dos bonecos que todas as crianças veneram! Será abusivo? Claramente para quem é religioso, pouco relevante para quem não o é.
ri em 25 de dezembro de 2009
Edson Cacimiro em 30 de dezembro de 2009
Tolinha e Jonny, Alessandro e Júlio:
as ofensas costumam estar na cabeça dos ofendidos e, por artes mágicas, aparecem nas acções dos outros. Tenho a certeza que Soasig não quis ofender nem a Barbie nem a Nossa Senhora. Não sou pela reverência toda pia àquilo que se ama e respeita. Amar e respeitar é tocar, pintar, reinventar, experimentar, rir, pôr dentro da vida connosco. Amor e respeito sem liberdade criativa não fazem o meu género, não chego sequer a concebê-los como possíveis. Os pedestais são lugares muito tristes.
Edson, Ri, Hans e Rostinhos bonitos:
também fiquei super entusiasmada com esta descoberta. Se pudesse, encomendaria uma destas estatuetas. A Super Maria a ser feita em série seria uma grande alegria.
sao em 9 de fevereiro de 2010
Pop arte é o berluscone desdentado! Adorei o comentario da "Tolinha". hahhaa
Acho q a santa vestida de super heroi deveria fazer muita gente pensar.
Inguinorante é poco em 3 de março de 2010
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