
Se invertermos efeito D aparece-nos a palavra defeito, mas não é disso que se trata este artigo. A letra D vem de diferença, mas representa mais do que isso: quer dizer ajuda, colaboração, solidariedade. D quer dizer também Down. A síndrome de Down, ou Trissomia 21, deriva o seu nome do médico britânico que descreveu pela primeira vez esta doença genética causada pela existência de um cromossoma extra. Com base na particularidade das pessoas portadoras desta síndrome, a marca promove a criação de peças de design únicas, que oferecem atributos diferentes devido a pequenas alterações não existentes no objecto original. Uma diferença positiva.
Associados a esta causa estão designers de diversas nacionalidades que deram o seu contributo em prol da beneficência. A “Unusual Position” do basco Martín Azúa permite a uma cadeira suster-se de pernas para o ar, devido a um corte lateral nas costas. A “Pen Gorda” de Pedro Silva Dias é exactamente o que o nome augura: uma pen USB robusta que, devido ao seu tamanho, promete nunca se perder. A “Pure Mess” do austríaco e co-fundador da Radi Designers, Robert Stadler, é criada através de madeira com nós, normalmente preterida pelos circuitos comerciais, mas que aqui oferece um padrão único à peça. A “Helpy” de Henrique Ralheta é uma mesa composta de dois elementos independentes, criando uma harmonia frágil, mas ímpar.


Existem também resmas de papel de diferentes cores e texturas, pizzas com ingredientes em forma de comprimidos, cadeiras rhino, vasos em crescimento, colares espelho, entre outras preciosidades a serem descobertas no efeito D.
São ao todo 18 artistas e um estúdio a contribuírem para este projecto criado pela agência de Publicidade BBDO Portugal com a colaboração da Experimenta Design e da Fundação Calouste Gulbenkian. As peças podem ser encomendadas no website da marca e todos os lucros revertem na sua totalidade a favor do Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças.


Comentários
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Teresa Gonçalves
Dezoito artistas para quem a Diferença é vista com Dignidade
Chris
Achei interessante o artigo e bonita a idéia da ação. Só uma dúvida: Pra que eu vou querer uma cadeira q fique de pernas pra o ar???? Se vão fazer coisas diferentes que ao menos elas sejam uteis, não?!
Tania Mara
Acho louvável essas ações promocionais que visam causas nobres mas, me pergunto, se algumas dessas causas ganham mesmo alguma coisa.
Lenka
Apoiada Chris
Alírio
Excelente iniciativa
mafalda
certos designers tem a mania que são artistas... portanto, desculpam-se nisso para fazeres as coisas mais inúteis do universo
Louis
"Com base na particularidade das pessoas portadoras desta síndrome, a marca promove a criação de peças de design únicas, que oferecem atributos diferentes devido a pequenas alterações não existentes no objecto original. Uma diferença positiva."
Uma diferença positiva... Exatamento o oposto da síndrome de Down. Creio ser realmente louvável as propostas de inclusão e aceitação de pessoas com deficiência. Elas devem ser tradadas como o que são: seres humanos. Entretanto, essa glorificação das deficiências que surge com o politicamente correto é um tremendo erro. A síndrome de Down é uma deficiência, uma doença cromossômica, não uma dádiva, uma "diferença positiva". Negar isso é agir contra a realidade e é uma ofensa à dignidade dos deficientes e das pessoas que os ajudam no dia-a-dia. Não podemos transformar um transtorno, uma deficiência, negando-o ou dizendo que ele é belo, mas sim mostrando-o e aceitando-o como tal: apenas um defeito em um ser humano.
hnlb
A cadeira não é inútil ...é sim divertida.
É uma cadeira igual a tantas outros mas que se equilibra de pernas para o ar!..
Reparem....
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