
Em 2007 foi diagnosticado a Vibe, uma jovem criança dinamarquesa, um tumor cerebral. Devido à sua localização, não foi possível remover cirurgicamente o tumor e, como tratamento, Vibe recebeu trinta sessões de radiação, quatro quimo-terapias, três quimo-terapias de alta intensidade e um alguns tratamentos experimentais. Em Janeiro de 2009 Vibe perdeu a luta contra a doença. Aquando da sua morte, tinha 7 anos de idade...
Não se julgue que este tipo de doenças são raras nas crianças. Pelo contrário, até têm normalmente outro tipo de tumores que não são usuais na população adulta. Leucemia e tumores cerebrais, por exemplo, são comuns nas idades mais jovens. Todos os anos surgem em média cerca de 40 novos casos de tumores em crianças Dinamarquesas. No Brasil, este tipo de doença representa já 4% dos casos de neoplasias.
A história de Vibe é um ensaio fotográfico tocante realizado pelo fotógrafo Thomas Lekfeldt. Um trabalho magnífico ao qual não se pode ficar indiferente. Não é possível olhá-lo sem experimentarmos uma forte carga emocional.
Recomendamos a visualização do ensaio na íntegra no site de Thomas Lekfeldt




Comentários
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entraeimagina.blogspot.com
Incriveis as imagens! Faz recordar momentos partilhados por muitos!
Alexandre
Será um ensaio ou exploração?
Paulo Reis
no words to describe ...
Joaquim Vieira
so mesmo quem passa por elas, duro é o que vibe passou, mais duro é o que os pais estão a passar. Não consigo imaginar perder o meu filho, seria morte para mim também.
Fernando Barbosa
Só quem tem forma de comparação percebe a dimensão dos estragos que uma situação desta natureza provoca. Não queremos nem imaginar. Acabei de dar um abraço forte no meu filho...
Florbela Moreira
..presenciei de perto casos similares com adultos...que não resistiram à violencia dos tratamentos.... muita coisa fica por aperfeiçoar nessa área...tenho muita relutância em imaginar tudo isso numa criança...
Cláudia Figueiredo
Depois destas imagens só consegui deixar cair as lágrimas.
Tive um linfoma. Fiz tratamentos. Tenho filhos. Tenho medo, medo que algo do género lhes possa acontecer. É um sofrimento físico grande, mas psicológico também é, e vi crianças como esta menina a sofrer. Pensar que os podemos cá deixar é igualmente mau. Vê-los partir é uma perda inimaginável.
Paulo Roberto
As imagens são emocionantes...
Rui Fragoso
não consegui deixar de pensar que poderia ser com a minha filha... isto foi das coisas mais tristes que vi.
Jó Martins
A ciência está tão evoluida... mas ainda não está capaz de impedir esta doença horrorosa! É sempre muito triste ver e ter conhecimento destes casos... Sinto-me impotente perante esta realidade cruel!
Margarida Gonçalves
Bem, esta (realidade) é triste, sim sem dúvida. :((.
Mas ela comunica algo com o Mundo, com todos nós.
Obrigada pela partilha amiga ;))
José Nelson
Verdade nua e crua: A maioria das pessoas só se importa no que acredita, e só acreditam quando vêm com os próprios olhos ou passam pela experiência. Pode ser que com esse trabalho se dê mais relevo a quem realmente precisa.
Gustavo Vasconcellos
E tem médico que ganha uma fortuna pra um serviço de qualidade duvidosa destes.
Luis
Deus não existe
Alice Désirée
É muito triste, ainda mais pra uma criança, tenho um parente que passa por isso :(
edson
e preciso urgente que se tenha sensibilidade...onde a publicação de fotos assim tem sua utilidade , ate onde se pode explorar um sentimento de pai , de filha?pensemos...
Adriano
As imagens falam por si.
ana
nem se sabe bem definir o que se sente perante tamanha dor...custa-nos perder quem gostamos mesmo quando a idade é avançada...imagino o sem fim de uma vida por começar com um fim que se espapa por entre os dedos....
impotência, injustiça,vida cruel e traiçoeira...enfim, doi mas doi muito mesmo quando nem nunca conhecemos... nascer e morrer nenhum de nós foge, mas...sempre mas sempre considerarei um roubo quando se trata de uma criança! que descanse em paz! ...eu já estou doente só de imaginar um anjo com tao grande provaçao. de que me queixo eu? as vezes perco-me em paisagens e outras descubro-me nos outros. e bolas como sou ingrata...esta noticia deu-me neste momento um encontro comigo propria. nao valho nada porque queria ser imensa e aliviar dores e nao posso. que mal!
Rafaela Zakarewicz
Exploração? Só sendo muito alheio a um problema assim pra imaginar que esse ensaio tenha sido uma exploração, e só ignorando o resultado do trabalho pra continuar pensando assim. Pra mim todos os prêmios recebidos foram pouco, pela coragem de fazer esse trabalho. Mostrando de forma tão sensível um drama que só quem passa é capaz de mensurar. A primeira vez que vi me emocionou por todas as histórias q passo na minha vida com familiares q enfrentaram (e perderam) essa batalha. E por familiares que hj tentam levar uma vida entre quimioterapia e momentos raros de felicidade plena em coisas simples, como ela passou. Quisera é q esse ensaio atingisse a amplitude que merece, pra que as pessoas repensem valores e se atentem pelo bem que podem fazer. Aposto q esse ensaio, pra famíia, é motivo de orgulho, e uma lembrança física dessa estrela.
Camila
Bom... creio que o Cancer seja a doença que mais mexa com o emocional e o sentimento das pessoas. Mas há doenças tão mais sutis e crueis quanto. Deus existe sim! Como vivencio a área medica, creio que não se cabe falar quem é culpado do que ou quem... as fotos apenas revelam como a vida é frágil... e que devemos honrar e zelar muito bem ela e a do proximo. Belo Trabalho!!! :)
Rubens Nemitz Jr
Lindo demais o ensaio... Não há o que comentar sobre a qualidade do fotógrafo Thomas Lekfeldt, que teve a coragem e tamanho profissionalismo para realizar este belo trabalho!
Quanto a julgar o ensaio como uma "exploração", eu diria à quem fala um absurdo desses o seguinte:
1 - Ou a pessoa não entende nada do que é um trabalho fotográfico profissional de verdade;
2 - É fotógrafo, gostaria de ter feito o trabalho, viu alguém que o fez com autoridade e critica por ser incapaz de fazer algo parecido!
Há pessoas que deveriam pensa pouco antes de lançar palavras, comentando logo abaixo de algo tão sério quanto esta notícia!
Pelamor viu Oo
Assim como dito pela Rafaela, logo acima, sobre a família... Tente entrar em contato com a "família" da criança e verifique se houve alguma exploração dentro desse trabalho!?
Excelente esta notícia!
Grande abraço a todos _o/
Rafhael
nossa...
sem palavras, só soluços.
Que o descanso seja a recompensa da luta..
João José Martins Tavares
Tocam-me profundamente estes tipos de aflição.
A última vez que emiti uma opinião a resteito delas, o resumo pode ser o que que cancros, alzheimer e parkinson curam-se com psicanálise.
Se erro, certamente será pelo facto do profissional instrumento e encarregado de direccionar a análise, deixar de ser imune aos modismos do mundo capital, desconhecer Déluze e menosprezar Marx.
edson
Não ha duvidas que são belas fotos , com exposição correta , a ideia original , mas Explora , sim , explora nosso emocional , ao mostrar uma tão bela criança com futuro ceifado , tenho no momento um familiar sob o dominio desta mesma doença , nas mesmas condições e devo dizer que não ha beleza no sofrimento ...exercitem vosso sadismo em outros campos !
deborah
No começo também achei uma certa exploração de sentimentos...Mas o fato é que o blog errou ao postar somente as fotos mais agonizantes; se derem uma olhada no site do fotógrafo, dá pra perceber que é uma obra 'primíssima'..
@deborah é um facto que teve que haver um critério para escolher as fotos. Honestamente, escolhi as que mais me tocaram enquanto ser humano... o objectivo não foi propriamente escolher as mais agonizantes. Veja que todo o ensaio tem muito mais fotos do que aquelas aqui apresentadas... o objectivo era mesmo levar o utilizador a visitar a página do autor. Obrigado por comentar :)
ssiimm
Não deve haver nada mais triste na vida do que perder um filho.
A fotoreportagem esta fantastica, nao porque seja uma obra de arte, porque esse nao será o principal objectivo, mas porque nos transporta directamente para o sofrimento da criança e dos pais que a acompanham.
Sofremos com eles.
Que todo o teu sofrimento te seja recompensado no Céu, Vibe!
jojo
TAMBÉM ACHO QUE NÃO É EXPLORAÇÃO. O BELO NÃO ESTA SÓ EM IMAGENS DE CAMPOS FLORIDOS, E FAMÍLIAS SORRINDO EM VOLTA A UMA MESA FARTA. HÁ BELEZA NO SOFRIMENTO, NA DOR. PORQUE NOS MOSTRA COMO VERDADEIRAMENTE SOMOS, HUMANOS, FRÁGEIS.
HAVERIA VARIAS MANEIRAS DE RETRATAR A SITUAÇÃO. PODERIA SER VIOLENTA, POBRE... MAS O FOTÓGRAFO PREFERIU A DELICADEZA.
maria cristina vidal
nem sei que dizer as imagens ja diz tudo , mas o que sei é que deus é capaz de sarar todas as feridas e nos curar.
JJ
Que Deus console o coração dos pais dessa criança. Realmente é muito difícil ver um filho ou um ente querido sofrendo dia a dia por uma doença. Imagino também uma situação onde a pessoa perde um ente querido para uma situação inesperada, como um acidente ou crime. Só Deus mesmo para consolar.
Noeme Bistene
Ouvindo Los Hermanos, trecho "... sereno é quem tem a paz de estar em paz com Deus... ", vendo essas fotos, esse episódio, meus olhos se enchem d'água, mais uma vez... no dia de hj, se vai a milésima... Deus? Honestamente e do fundo do meu coração, eu não estou em paz com Ele... A covardia dos acontecimentos anda me fazendo perder a fé... Que tudo de mal se abrande e passe a dor imensa no coração de todos nós que temos esse cotidiano como um presente... Me perdoem pelo desabafo sem pé nem cabeça...
João Tavares
transcendência de nenhuma natureza ajudará coisa alguma em casos assim, analisados assim segundo dialéticas de teologia e manifestos nitidamente moralistas.
Na dôr de qualquer menor na infância, quem tiver decidido trazer ao mundo tal ser é quem sabe onde está a verdade e a quem buscar ajuda. Em tudo só Amor como realidade estudada, curará.
Na dor em idade acima da média de longevidade, admita.se alguma influência só circunstancialmente benéfica, da trancendência.
Leonardo Ferreira
Muita gente se compadece, alguns se revoltam com a 'exploração', mas ninguém aí estranha como esse tipo de doença tem aumentado nos últimos tempos?
Flávio Rosa
Primeiro acho que devemos perceber que a morte não é ruim, o que é ruim é como ela acontece. Aos que apenas se desesperam e buscam um responsável, mando meus pêsames. Quase não pude acreditar em tamanha coragem e sutileza tanto do Thomas (fotógrafo), quanto da familia e principalmente do pequeno Vibe. Sujeito forte e valente, lutou sim, mas mereceu estar em outra sintonia (opinião pessoal). É engraçado que quando "perdemos" algo ou alguém, temos logo que cair... e é aí que considero se coisas do gênero acontecem porque precisam acontecer, porque algo precisa ser ensinado. Preciso salientar também, que escrever aqui é um tanto salutar, dá saudade. Agora, ninguém tem o direito de culpar, de transferir raiva, mentalizar coisas ediondas e muito menos menosprezar algo que nos dá a vida DIARIAMENTE. O que devemos sim é celebrar a vida e as vidas e claro, não esquecer que isso é um plano.
PS:. quando eu tinha 3 anos, minha mãe foi diagnosticada com um câncer beligno no lado esquerdo do cérebro que na ocasião, tinha o tamanho de uma laranja. O primeiro doutor que a diagnosticou, disse ao meu pai que o mais sensato seria levar minha mãe pra casa e passar bons e felizes momentos, porque ela não passaria de 3 meses conosco. Isso já aconteceu a mais de 25 anos, dai eu lanço a pergunta (sim, é para pensar!): SE meu pai tivesse desistido de minha mãe e acreditado na descrença daquele profissional que não quisera atender minha mãe como deveria, ela estaria viva hoje? Eu celebro sempre que posso todo e cada dia com ela, e isso é meu carregador de energia e alma...
Antonio Pereira
Depois de tudo ler e ver as fotos, penso que seja de louvar o trabalho executado pelo fotógrafo que tanto tempo vivenciou esta situação... e concerteza (hoje) alegre para os pais poderem rever a restante família...
Para além de algumas críticas manifestadas, e não querendo magoar alguém, acho que foi uma morte sofredora mas linda, junto de quem mais adorava e vivenciada ao máximo até ao último minuto... se a Vibe pudesse responder, decerto diria que gostou muito da forma que a adoravam e dos cuidados prestados. Decerto estará num sítio bem mais alegre e em paz, sem dores e a brincar com muitos outros meninos!
O resultado desta situação? aprendizagens para quem ficou e um continuar no imenso caminho de quem se foi!
Rodrigo Cotrim
Quanta sensibilidade diante da dor do outro... Lindo post.
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