Jules Charbonnet: arriscando nos detalhes

publicado em artes e letras por camila oliveira em 7 fev 2010 | 8 comentários

 Jules Charbonnet: arriscando nos detalhes

Tem dias que sentimos a necessidade de parar e ficar quietos, apenas prestando atenção ao que acontece a nossa volta. Ou ainda, sem perceber, ficamos parados em algum lugar olhando para algum ponto fixo sem saber o porquê exatamente e parece que a mente vai esvaziando ou fica a passar mil imagens por ela. Acredite, este tipo de ação é levada muito a serio por Jules Charbonnet. Este jovem francês, designer de interiores e apaixonado pela natureza, se arrisca fazendo isso: observando os detalhes da vida, suas formas, cores, sons, cheiros e tudo mais que acompanhe e estimule nossos sentidos.

Jules diz que a motivação para fazer seus trabalhos é a interação entre o ambiente e as pessoas, passando emoções e fazê-las se surpreender. Sejam sentimentos bons ou não, o que importa é que o ambiente seja notado. Sair da rotina dos formatos previsíveis de ambientes é seu lema. A criatividade fica à vontade em espaços livres onde possa gerenciar os movimentos dos objetos selecionados no ambiente. Por conta desse perfeccionismo, as possibilidades de trabalho manual que utiliza vão desde a carpintaria, solda, artesania e música! Pode-se perguntar: música?! Sim, Jules utiliza leis da física, como propagação do som, para interagir suas obras e fazer um estudo de emanações das vibrações com os objetos, ou melhor: O que o ambiente quer me dizer? O que preciso ouvir e sentir estando aqui?

 Jules Charbonnet: arriscando nos detalhes

Este tipo de trabalhos é algo experimental pois ele se utiliza de bamboos, materiais em PVC e garrafas descartáveis. Vendo ao longe não faz muito sentido seus experimentos mas o que podemos entender é o aspecto geométrico da natureza que ele se utiliza para nutrir sua criatividade. Para que fim? Apenas é mais uma possibilidade criativa em seu trabalho, um design diferente para objetos de pequeno ou grande porte. Jules recorre à natureza para deixar a mente livre e com isso ter qualidade em suas criações de ambientes sofisticados. Ficamos tão presos à rotina da cidade que esquecemos desse acolhimento que o ambiente rústico nos oferece.

Algumas vezes o olhar desse jovem vai até lugares imperceptíveis, como as sobreposições de rochas em beiras de montanhas. O que Jules deseja com toda esta jornada solitária de observador é levar uma idéia para os profissionais da área e visitantes, formas de arquitetura, expansão e decoração econômicas, sustentáveis, versatilidade e sem perder o ar sofisticado exigido. Por certo, não basta apenas ter um foco a ser observado, mas ser profundo... Por essa nova ótica revelada, concluímos que as aparências não enganam, elas estão apenas escondidas e camufladas nos recônditos.

 Jules Charbonnet: arriscando nos detalhes

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Camila Oliveiracamila oliveira, 29 anos, brasileira, futura médica, curiosa por natureza, vivendo a vida sem tristeza, para escrever sobre diversos assuntos para testar minha destreza. Saiba como colaborar.

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8 comentários

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Sempre achei a land art muito interessante. Excelentes trabalhos

Rui Dinis em 8 de fevereiro de 2010

A Arte e a Natureza de mãos dadas. Gostei.

laura em 8 de fevereiro de 2010

Adorei!!!

Cirleude em 8 de fevereiro de 2010

Hummm... isso é arte? ok ok então tb sou artista

Felipe José Cruz em 8 de fevereiro de 2010

Não gostei. Nem acho que as fotos sejam muito boas tecnicamente (isso mais ou menos como alguém acha um prato de comida salgado, pois não sou fotógrafo profisional), e tanto menos a coisa pretensamente arte em si. Não representa muito, nem significa. Praticamente não impresiona quem observa, como se fosse absolutamente aleatório. Quando não é, poderia ter sido resultado de uma brincadeira de criança; sem que isso fosse intensão do artista. Enfim... Não é legal. Mas também não é feio.

Ariel em 9 de fevereiro de 2010

Tudo que é belo, é arte mas nem tudo que é arte , é belo.

JC Monteiro em 9 de fevereiro de 2010

Toda arte é antes uma expressão artística, mas nem toda expressão artística é, de fato, arte.

Danilo Benjamim em 11 de fevereiro de 2010

Eu nao acho que isso seja arte, talvez uma terapia ocupacional ou ate mesmo falta do que fazer, nao vi nada demais e alem do mais , certos "artista" acha que tudo que fazem sejam arte, me poupe ate meu filho pequeno sabe fazer essas obras pitoresca.

mariza em 7 de março de 2010

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