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Razão e sensibilidade: a arte de pensar e sentir

publicado em recortes por | 18 comentários

Um dos maiores dilemas existenciais do homem moderno é como jogar adequadamente com o binômio lógica e emoção. Quando ser lógico e quando ser emocional? Como dosar adequadamente essas duas propriedades tão humanas que parecem ser antagônicas, mas que na verdade são complementares? Quanto de emoção, devemos colocar em nosso trabalho e quanto de razão em nossas relações afetivas? Essas questões são pertinentes e passam por nossa mente mesmo sem termos consciência.

 Razão e sensibilidade: a arte de pensar e sentir

Esse assunto é muito pertinente dentro da chamada "Era do Conhecimento", que tem como características a grande competitividade e a relação do conhecimento com a competência necessária para participar do jogo. E é justamente nesse cenário que começamos a encontrar as respostas para essa questão. A explicação, que vem da psicologia, diz que não somos capazes de absorver conhecimento mas sim de construí-lo. Em outras palavras, conhecimento não se transfere - se constrói. Então vem a pergunta infalível: como se faz isso?

A equação é simples: conhecimento = informação + sentido + afeto. Ou seja, só conseguiremos construir conhecimento se percebermos o sentido da informação e conseguirmos criar com ela algum tipo de ligação afetiva. Opa, razão e sensibilidade reunidas com um propósito comum. E o mesmo acontece no trabalho, pois a pessoa trabalha melhor pelo mesmo motivo, associando sua atividade com a percepção do valor do mesmo (sentido) e a criação de uma ligação emocional (afeto).

A literatura costuma tratar dessa questão com muita freqüência. Um dos melhores exemplos é o livro “Razão e Sensibilidade” da inglesa Jane Austen, que conta a história de duas irmãs, Elinor, a “racional”, e Marianne, a “sensível”. Durante toda a história o leitor fica curioso para saber qual das duas vai se dar melhor. Elas pertencem a uma família rica que, com a morte do pai, é obrigada a reduzir drasticamente o padrão de vida. Como as moças estão em idade de casar, percebem que agora essa missão será mais difícil, pois os “bons partidos” fatalmente se afastarão, pela falta do dote.

A sociedade inglesa da época é totalmente obcecada por status. Há um clima de vigilância sobre a condição financeira de todos, e são valorizados os sobrenomes e os títulos. É claro, as irmãs estão condenadas a sofrer muito, pois começam a encontrar resistência das famílias a que pertencem os rapazes por quem se apaixonam.

 Razão e sensibilidade: a arte de pensar e sentir

As irmãs se ajudam mutuamente e conseguem, dessa forma, suportar as vicissitudes e atingir seus objetivos. A autora deixa claro que uma depende da outra, jogando com a idéia de que todos nós somos dotados das duas qualidades mentais, a lógica e a emoção, e que ambas são importantes e complementares. Todos somos Elinor e Marianne, e é bom que assim seja na proporção adequada que cada momento exige. E o adequado é decidir racionalmente e viver emocionalmente. No entanto, é muito grande o número de vezes que agimos ao contrário disso, tomando decisões emocionais e depois tendo que viver racionalmente, até corrigir os erros das decisões inadequadas.

No final da história ficam todos felizes, menos os esnobes rancorosos. E o curioso é que a racional Elinor cede aos encantos do amor verdadeiro de Edward, enquanto a sensível Marianne dobra-se ao comportamento lógico e adequado do coronel Brandon. É a história de nossas vidas. Razão e sensibilidade são complementares e necessários, e não opostos e excludentes. Aprendemos quando percebemos o significado do que estamos aprendendo, trabalhamos melhor quando conseguimos estabelecer uma ligação afetiva com nosso trabalho. E sempre lembrando: decidir racionalmente, para poder viver emocionalmente. Jamais o contrário!

 Razão e sensibilidade: a arte de pensar e sentir

 

camila oliveira , 29 anos, brasileira, futura médica, curiosa por natureza, vivendo a vida sem tristeza, para escrever sobre diversos assuntos para testar minha destreza. Saiba como fazer parte da obvious.

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Já dizia Fernando Pessoa:

"A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar "

Adorei esse artigo...já vi o filme...tb gostei muito...parabéns!

Realmente este filme e maravilhoso!!!

Jane Austen , retrata muito bem a complexidade do amor e diferenças das classes sociais ., é lindo tanto o livro como o filme .. !

Esse filme é maravilhoso em todos os sentidos, e deixa claro o valor da fidelidade.

bjr

Camila... excelente artigo. Parabéns! Adorei a fórmula de conhecimento que aqui partilhaste connosco. Confesso que não vi o filme ainda mas, fiquei muito curioso em ver.

camila

Para quem assistiu o filme a parte que mais me marcou é extamente o desfecho para Elionnor, pois quando o homem por quem ela se apaixonou volta ao seu encontro e diz que voltou para casar -se com ela. Ela se põe a chorar, que é um choro que estava guardado há anos... é muito emocionante esta cena :)

camila

Vale muito a pena assistir o filme pelo motivo que for, pois ele retrata muito bem vários momentos que passamos conosco e com a sociedade.. algumas coisas não mudam apesar da epoca em que vivemos. vejo ele como um filme de reflexão assim como o livro tb, que haverá mais diálogos profundos entre as personagens... :)

camila

Olha... eu vejo assim... que o equilibrio entre a razão e a emoção sempre foi uma busca consciente ou inconsciente do ser humano. Já ouvi pessoas dizerem que estavam cansadas delas mesmas... do mesmo modo de pensar ou de sentir as coisas ao redor. Acredito que existencia humana não é apenas para termos sucessos para fora, mas tb para dentro, lá no fundo sempre buscamos uma paz.. seja aonde for...

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OBVIOUS: SEIS ANOS DE EXCELÊNCIA.

No teatro a plateia aplaudia o derradeiro ato
para ver morrer no nascedouro a peça que
todos aplaudiram e eu, moço, ainda, deixei
escorregar para a cintura as mãos vermelhas
que entre tantas aplaudiram o que não gostei.
Por que reverenciar aquilo que não se gosta?
Seria por educação ou maluquice? Desde esse
dia eu me ponho de pé e enfatuo as minhas
mãos, enxugo o marejar dos meus olhos por
uma grandes obras ou pelo trabalho simples,
mas que se dê ao respeito.
Hoje, só para causas especiais eu me rendo ao
aplauso. Agora, por exemplo, eu me curvo e
digo; AVE OBVIOUS! Que vivas, tu, por muitos
e muitos anos. Mesmo eu sabendo que a vaia é
construtiva, proíbo-me de pensar que este lote
de ideias possa melhorar. Ninguém corrige o
que está certo, e se o time está ganhando...
Mexer pra quê?

silvioafonso.

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camila

Silvio.... não poderia ser melhor... obrigada!!! :)

Post genial. Adorei a discussão sobre esse livro, são poucas as discussões que tocam mo principal questionamento da trama, a maioria fica apenas tecendo argumentos românticos sobre a história. Adorei a última foto, belíssima! Você sabe quem é o fotográfo? De onde você a tirou? Me encantei pela foto, de verdade!

camila

Oi vanessa... que bom que vc apreciou o artigo ;).. muito obrigada... Sobre a foto. é bonita mesmo... quando a vi percebi que tinha muito a ver com a maneira que enxergamos e não enxergamos o outro :)... mas não sei quem é o fotografo.. é uma foto da minha fonte pessoal onde existe tantas outras no meu link pessoal no meu perfil ... Obrigada bjos

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Este é o mais popular romance da escritora
Jane Austen, que eu tenho notícia e nem
todo o mundo sabe que com este trabalho,
publicado por volta de 1.800 e que não foi
considerado a melhor de suas obras Jane
Austen, inicia a sua vida de escritora. Esta
consideração perdura até a data de hoje.
Neste caso ela conta a história de duas
irmãs. Uma delas é prática, sabe como ser
contida, enquanto a outra se entrega
completamente na tarefa que comece. A
história toma um novo rumo quando um
cara chega com as suas três filhas e se
instalam em uma casa pobre. Como em
quase todos os contos da escritora, amor
e casamento não acontecem sem muitos
problemas, entretanto, cada uma das
irmãs encontra pretendentes que também
têm personalidades diferentes. Enfim, só
lendo o livro ou vendo o filme ou, quem
sabe? Fazendo as duas coisas...

silvioafonso.


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Adorei o texto. Gostaria de sua permissão para publicá-lo em meu blog (sociedadedionisiaca.blogspot.com) com os devidos créditos e link para o original é claro. Lá eu faço algo parecido às vezes, ou seja, utilizar uma produção artística qualquer como ponto de partida para discutir uma questão que eu considere importante. Bom... Caso permita, me manda um aviso por e-mail, por favor. g.willvaz@gmail.com
Obrigado.

anna

olá

qual a obra de fernando pessoa que está este poema ref. a sensibilidade?

Aida

Ser sensivel nas atitudes com nosso semelhante é viver como se fosse-mos um ser único.Somos feitos de matéria e sentimentos. O maior sentido da vida que a nós foi conferido. Ver nosso proximo como a nós mesmos é sermos digno de estar aqui neste momento.

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