a revolução médica do século XXI

Recentemente publicado na revista “Nature”, um grupo de cientistas da Universidade de Stanford (EUA) revelou ter conseguido transformar células cutâneas de ratos directamente em neurónios. Algo que parece saído da ficção científica é agora uma realidade que poderá vir a ser aplicada ao homem e revolucionar toda a Medicina.


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Recentemente, a publicação na revista “Nature” de trabalho de uma equipe de cientistas do Instituto de Biologia das Células Estaminais e Medicina Regenerativa da Universidade de Stanford abalou a comunidade científica. Células de ratos foram, com sucesso, transformadas em neurónios, sem que para isso tivessem de passar pela fase de células estaminais.

O processo estaminal têm sido a maior aposta da biomedicina nos últimos anos, trazendo esperança para a cura de doenças como a Alzheimer. Não tendo passado pelo processo de diferenciação, em que o código genético atribui a cada célula uma função no organismo, as células estaminais podem transformar-se em vários tipos de células diferentes, como por exemplo células nervosas.

Porém, o uso de células estaminais acarreta um grande risco, uma vez que estas passam por fases em que podem replicar-se descontroladamente e dar origem a tumores. Este novo método traz o potencial de acelerar e facilitar a medicina regenerativa, evitando essa fase de risco. Por agora, foi apenas testado em ratos mas, os autores do método, acreditam que este resultado deverá ser replicável em células humanas.

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No caso em particular deste processo da equipe de Stanford, estes neurónios criados directamente a partir de células da pele, foram chamados de células neuronais induzidas. Para sua produção foram usadas proteínas que se ligam a determinadas sequências de ADN e transformaram-nas em informação que os componentes da célula são capazes de ler. O grande desafio foi conseguir identificar as proteínas que permitiram a transformação de células da pele em neurónios, sem passar pela fase estaminal.

Caso esta técnica seja aperfeiçoada e passível de aplicação em humanos, trata-se sem dúvida de um precedente extraordinário e histórico que poderá ser a derradeira revolução médica do séc. XXI. Um infinito de possibilidades, desde a cura de doenças neurológicas e outras, à renovação celular sem limites. Possibilita, no limite, a criação de novos órgãos específicos para cada pessoa; sem rejeições ou incompatibilidades... estará o sonho da imortalidade mais perto?


alexandre romero

um cidadão do mundo. Classicista, escritor, fotógrafo, pintor experimental, o homem dos mil ofícios.
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