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dragonfly - a utopia da agricultura urbana

publicado em arquitetura por | 11 comentários

«O mundo do fast-food e da comida congelada acabou! O interesse entusiasta urbano do início do século vira-se para os jardins, trazendo de volta o campo para as nossas cidades sobrelotadas, lutando agora por uma agricultura urbana comunitária que contribua para a sustentabilidade da cidade e para uma reconsideração da comida e da produção.»

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Os exemplos de preocupações ecológicas são bastantes: a cimeira de Copenhaga é apenas um e existem muitos outros que se repercutem também na área das artes e da arquitectura. Vincent Callebaut, um arquitecto belga, criou agora o Dragonfly, um projecto que tenciona integrar a agricultura urbana em Nova Iorque através de um edifício gigantesco de 600 metros de altura.

Na descrição do projecto, Callebaut afirma que terminaram os dias de fast-food e de comida congelada. No seu mundo ideal, existiria um jardim gigantesco no centro das cidades, para que cada cidadão se tornasse o seu próprio produtor e habitante de um jardim, contribuindo para a sustentabilidade do planeta. Partindo da previsão das Nações Unidas de que em 2025 a população mundial quase que duplicará, ele cria um sistema em que as cidades se tornam auto-suficientes, peritas em reciclagem e em agricultura biológica.

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Como resposta a estas necessidades, surge Dragonfly, um Central Park cultivado e vertical com uma área de 350 000m² que, além dos campos de cultivo, teria também escritórios e laboratórios. Produziria todos os alimentos necessários: carne, peixe, cereais, leite e ovos, distribuídos pelos diversos pisos do edifício que se assemelha a uma vela de uma nau.

Tendo ganho já seis prémios ao longo da sua ainda curta carreira, Callebaut trabalha essencialmente em projectos de fim ecológico. Apesar de Dragonfly não ser, de todo, exequível, funciona como mais uma chamada de atenção para a falta de sustentabilidade do nosso estilo de vida, e é uma resposta à nossa necessidade de produção intensiva, mas também, ecológica. No entanto, a FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação) afirma desde 2007 que seria possível produzir agricultura orgânica em grande escala, se considerássemos os espaços urbanos. Haverá esperança?

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Vincent Callebaut Architects

 

diana guerra é normalmente zote, mas dizem que também se interessa por arte, cultura e essas coisas óbvias. Saiba como fazer parte da obvious.

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alfie

Ainda há esperança, claro que sim!
E a solução é deixarmos de ser a espécie infestante em que nos tornámos. Temos que reduzir não só o número de nascimentos como também o número de habitantes do planeta!
Ao diabo com as tretas dos argumentos religiosos que só nos levam a meter a cabeça na areia impedindo que se olhe para a questão real.
E para que se entenda o que quero dizer olhe-se para o comportamento, com o respectivo controlo populacional, das outras espécies que connosco partilham o planeta.
E de facto o projecto arquitectónico até é muito elegante.

jorge

A ideia é tipicamente humana: grandes males, enormidades de remédios.

Eu continuo apologista que os grandes males do mundo demoram uma geração educacional a compreender, e essa mesma geração em actividade a resolver.
Portanto "vamos gastar uns biliões num enorme eco-projecto, embora ínfimo á escala global", não obrigado.

Todas as coisas que fazemos têem de ser mais reflectidas... desde o que, e onde, comemos, até aos materias que usamos para isolar a nossa casa (arrendada ou não).

Leonardo Ferreira

Essa tendência... ainda vejo tudo como essencialmente compartimentalizado, hora de trabalho é hora de trabalho (e trabalho ligado com chatisse), diversão é diversão (e diversão não significa trabalhar em algo que se gosta, diversão é ir no cinema ou festa), hora de descansar é hora de descansar (e quanta gente pensa que descansar é perda de tempo...)

Colocar uma coisa dessas no meio da cidade também acredito que seja realizar mais uma compartimentalização invés de realizar um processo contrário, porque as pessoas elas mesmas não plantam em seus apartamentos e precisam dessa suposta Dragonfly? Já vi pela internet formas de se plantar coisas nas paredes. Porque agora com internet e com tudo conectado as pessoas não trabalham em casa? Mas não, querem inventar 1000 e 1 carros elétricos diferentes....

Porque parques centrais na cidades quando as pessoas poderiam tornar suas ruas verdadeiros jardins?

...

Seu Amigo

Esperança só em DEUS, tudo isso que esta acontecendo é profético, esta tudo escrito em APOCALÍPSE, cap. 08: 07 a 11, é só prestar bastante atenção, a 1ª. Trombeta fala das matas e florestas, estamos vendo com os nossos proprios olhos o mundo preocupado com a AMAZONIA, a 2ª. fala das criaturas que tinha vida no mar, Jack Cousteau comprovou isso no final dos anos 60, e a 3ª. fala dos rios e as fontes das águas que se tornariam amargas, a tesouro doséculo 21 será a água potavel. Isso já estava escrito a mais de 2000 anos, se o homem se preocupasse mais em ler a PALAVRA DE DEUS, saberia que isso é um ato profético e se preocuparia mais em slavar sua ALMA.
A 4ª. Trombeta esta bem próxima de ser tocada, temos que nos preocupar em ouvi-la pois só será salvo deste mundo em ruinas aquele que estiver com os ouvidos sensivel ao ESPÍRITO SANTO. Esperança só em JESUS.

Tayane

Concordo com o comentário do Leonardo. As hortas verticais, entre outras coisas, é uma brilhante idéia que pode ser praticada por qualquer um em suas próprias casas. Porém, creio eu, que esse projeto tem muito mais o intuito de chamar a atenção para as questões ecológicas. Além disso, grandes idéias (com condições de construção bem mais reais) nascem inspiradas de idéias "diferentes" como essa, por exemplo.

jacinta Ferreira

É importante estudar alternativas para quando, e se não houver terreno.O assustador é que esse terreno está a ser delapidado á nossa frente sem qualquer preocupação de sustentabilidade regendo-se apenas pela avidez.
Incompatibiliza-se cada vez mais o meio rural com o urbano, generalizando-se o horror ao "vazio",a sã convivência dá lugar á competição desenfreada com clara vantagem do Urbano "industrial".
Ironicamente ,num momento dramático para o sector industrial nascem como cogumelos,novas zonas de pavilhões "industriais " nas periferias das cidades, porquê? para quê? quando em simultaneo se vê cada vez mais parques industriais ao abandono.
Quantas arvores terão ainda que ser sacrificadas? quanta área agrícola será desprezada ,até que tomemos a consciencia dos limites e saibamos parar ou fundir culturas sem destruir.
Mas sim, estes projectos são importantes nem que na prática só se aproveite parcelas do mesmo, nem que seja para nos perguntarmos para onde vamos;

Daniel

Temos q asfaltar a amazonia e acabar com o problema de estacionamento no mundo.

Keila

Diferente e lindo

Muito bom seus efeitos HDR!!!

Comercio

A idéia é muito boa. Implantar edifícios com essas finalidades ajudariam a acabar com os vazios urbanos, bem como gerar alimentos cuja origem possa ser comprovada! Quanto ao comentário infeliz do Sr. Daniel (em março de 2010) o problema não é a falta de espaço para os carros, mas sim a ganância do homem em produzir cada vez mais e depois não ter onde colocar os bens produzidos. Você certamente deveria asfaltar a sua boca pra não fazer este tipo de comentário!

manrel

Creio que a ironia do Daniel é muito oportuna. Remete o olhar para alguns dos maiores problemas da moderna civilização e essa Manhattan Ecológica parece apenas mais uma utopia ao benefício de uns poucos privilegiados.

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