
A americana DeltaWing apresentou recentemente no Chicago Auto Show um carro de corrida de estilo radical que a todos tem vindo a surpreender. Eficiência, inovação, segurança e controlo de custos. São estas as principais linhas-mestras do IndyCar.
A Fórmula 1 é, claramente, um dos esportes mais marcantes de séc. XX. De origem europeia, nos inícios desse século os carros eram esguios e aerodinâmicos, lembrando balas, inequivocamente desenhados para a velocidade. Assim se mantiveram até meados da década de 70, altura em que o seu design mudou definitivamente. Não sendo tão óbvio como os anteriores, o desenho dos veículos mantinha o foco da funcionalidade no principal requisito desta modalidade: a velocidade.
Agora, passados quase 100 anos de história carregados de adrenalina e risco ao mais alto nível, a mudança faz-se do outro lado do Atlântico e promete revolucionar o design dos veículos e manter a F1 no topo de tudo o que é motorizado em pista.
O protótipo IndyCar surge como resposta face ao custo crescente da energia, à pressão para a redução do impacto ambiental e à própria mudança que se faz necessária para trazer este desporto para o séc. XXI. Como tal, a DeltaWing criou um carro com metade do peso, metade da resistência ao ar, metade do consumo de combustível e metade da potência. Poderá parecer impossível, mas não é. O IndyCar tem metade de tudo isto, para ser muito mais que os seus concorrentes.
Construído em fibra de carbono, resultante da reciclagem de polietileno, o projecto resulta por causa dos seus espantosos 450 Kg de peso com condutor. Sendo tão leve, foi possível jogar com a aerodinâmica de uma forma única, permitindo um regresso às origens: a fronte do carro lembra os primeiros carros de Fórmula 1, afilados, enquanto que a parte posterior se assemelha mais aos carros de corrida de hoje, embora com algumas adaptações, assegurando a estabilidade. O segredo? A forma segue a função.

Apesar de ter apenas 300 cavalos de potência – o que, pelo lado positivo, reduz o custo do motor e eleva a sua durabilidade –, e da sua velocidade em curvas ser um pouco inferior à dos modelos actuais, estas características permitem ao IndyCar reduzir para metade o consumo de combustível e atingir em rectas uma velocidade de quase 400 Km/h.
A última preocupação da DeltaWing, mas não menos importante, foi a segurança do condutor e, consequentemente, de todos os intervenientes na corrida, do staff aos espectadores. Em primeiro lugar, foi dado ênfase às estruturas que protegem o piloto em caso de capotamento. Depois, foi criado um sistema de ventilação que permite reduzir, senão resolver, um dos maiores problemas das corridas a grande velocidade, o sobreaquecimento. Efectivamente, além de prejudicar a performance do veículo em prova, e mais importante que isso, o sobreaquecimento pode levar o condutor a perder os sentidos e até provocar-lhe danos físicos graves.
Apesar de ainda ser um protótipo, a DeltaWing pretende inseri-lo nas pistas em 2012, e fazer dele um veículo apelativo para pilotos, patrocinadores e espectadores.
Design arrojado, leve, aerodinâmico, resistente, seguro, barato, ecológico e, claro, extraordinariamente rápido. Ultra eficiente é a melhor forma de resumir o que é o IndyCar, o carro de corrida que poderá marcar o ponto de viragem na história dos da Fórmula 1, em direcção ao futuro.







Comentários
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Jack
Porra, vocês fazem tempestades em copos de água. Onde está a novidade aqui? Mais um capricho à americano, que raramente fazem alguma coisa de jeito no mundo automóvel.
Tiago
Em primeiro lugar, o carro é feio como tudo, tem uma estética horrível. Os americanos gastam quantidades ENORMES de combustível nos inúmeros tipos e géneros de corridas que por lá existem e criam um protótipo destes. Com certeza será uma alternatica para os carros de nascar e não para a Fórmula 1, porque este protótipo não tem futuro na Europa. E não entendo porque será este um ponto de viragem na Fórmula 1. Se for, passará a ser uma porcaria.
Silas
Parece o carro do Batman!
rogerio dos santos ferreira
Parece o batman mesmo.......
esse carro vai ter o motor trocado pelos "monstros" bebedores de combustível, e passará a ser utilizado nas corridas de arrandas. Os dragters...
Aliás alguém parou pra assistir uma dessas "corridas" de arrancada?
Se/quando não tem nenhum acidente, ou um motor explode, tem graça?
Respeito quem gosta... mas acho bem "sem emoção".
E esse "novo" carro (batmóvel com SSC - vejam: http://autozine.com.br/informacao/o-carro-mais-rapido-do-mundo) vai ter futuro, mas nunca na Fórmula UM. Talvez numa nova F-Indy, F-Indy Light...
Abraços a todos
Rogério
Fernando Sérgio Carvalho
O autor da peça faz uma lamentável confusão entre a F1 (que é cada vez menos europeia) e os Campeonatos norte-americanos Indy e Champcar. Nunca, ou pelo menos não nos próximos anos, uma viatura destas seria autorizada a competir num Campeonato FIA: não cumpre os requisitos mínimos para competir na diversidade enorme de circuitos que compõem o actual Campeonato do Mundo de F1, basta atentar-se na sua manobrabilidade em curva e pensar no Mònaco...Talvez seja uma viatura fadada ao sucesso nas ovais norte-americanas ou em circuitos em que o factor predominante é a velocidade de ponta em recta, caracteristicas distintivas dos carros dos Campeonatos Indy e Champcar. Já agora, tendo o 1º Campeonato do Mundo de F1 sido em 1950, não se percebe a referência a quase 100 anos de Formula 1!!!
katarn
kKkkk parece o carro do Dick Vigarista no desenho animado Corrida Maluca.
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