deltawing indycar - revolução em automóveis de competição

Há mais de 35 anos que a Fórmula 1 não assiste a grandes mudanças quer no aspecto dos carros quer na tecnologia por detrás deles. O IndyCar, da americana DeltaWing, vem alterar este cenário. Um aspecto único, totalmente resultante da funcionalidade, caracteriza este ultra eficiente carro de corrida do futuro.


automovel carros corridas

A americana DeltaWing apresentou recentemente no Chicago Auto Show um carro de corrida de estilo radical que a todos tem vindo a surpreender. Eficiência, inovação, segurança e controlo de custos. São estas as principais linhas-mestras do IndyCar.

A Fórmula 1 é, claramente, um dos esportes mais marcantes de séc. XX. De origem europeia, nos inícios desse século os carros eram esguios e aerodinâmicos, lembrando balas, inequivocamente desenhados para a velocidade. Assim se mantiveram até meados da década de 70, altura em que o seu design mudou definitivamente. Não sendo tão óbvio como os anteriores, o desenho dos veículos mantinha o foco da funcionalidade no principal requisito desta modalidade: a velocidade.

Agora, passados quase 100 anos de história carregados de adrenalina e risco ao mais alto nível, a mudança faz-se do outro lado do Atlântico e promete revolucionar o design dos veículos e manter a F1 no topo de tudo o que é motorizado em pista.

O protótipo IndyCar surge como resposta face ao custo crescente da energia, à pressão para a redução do impacto ambiental e à própria mudança que se faz necessária para trazer este desporto para o séc. XXI. Como tal, a DeltaWing criou um carro com metade do peso, metade da resistência ao ar, metade do consumo de combustível e metade da potência. Poderá parecer impossível, mas não é. O IndyCar tem metade de tudo isto, para ser muito mais que os seus concorrentes.

Construído em fibra de carbono, resultante da reciclagem de polietileno, o projecto resulta por causa dos seus espantosos 450 Kg de peso com condutor. Sendo tão leve, foi possível jogar com a aerodinâmica de uma forma única, permitindo um regresso às origens: a fronte do carro lembra os primeiros carros de Fórmula 1, afilados, enquanto que a parte posterior se assemelha mais aos carros de corrida de hoje, embora com algumas adaptações, assegurando a estabilidade. O segredo? A forma segue a função.

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Apesar de ter apenas 300 cavalos de potência – o que, pelo lado positivo, reduz o custo do motor e eleva a sua durabilidade –, e da sua velocidade em curvas ser um pouco inferior à dos modelos actuais, estas características permitem ao IndyCar reduzir para metade o consumo de combustível e atingir em rectas uma velocidade de quase 400 Km/h.

A última preocupação da DeltaWing, mas não menos importante, foi a segurança do condutor e, consequentemente, de todos os intervenientes na corrida, do staff aos espectadores. Em primeiro lugar, foi dado ênfase às estruturas que protegem o piloto em caso de capotamento. Depois, foi criado um sistema de ventilação que permite reduzir, senão resolver, um dos maiores problemas das corridas a grande velocidade, o sobreaquecimento. Efectivamente, além de prejudicar a performance do veículo em prova, e mais importante que isso, o sobreaquecimento pode levar o condutor a perder os sentidos e até provocar-lhe danos físicos graves.

Apesar de ainda ser um protótipo, a DeltaWing pretende inseri-lo nas pistas em 2012, e fazer dele um veículo apelativo para pilotos, patrocinadores e espectadores.

Design arrojado, leve, aerodinâmico, resistente, seguro, barato, ecológico e, claro, extraordinariamente rápido. Ultra eficiente é a melhor forma de resumir o que é o IndyCar, o carro de corrida que poderá marcar o ponto de viragem na história dos da Fórmula 1, em direcção ao futuro.

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DeltaWing


alexandre romero

um cidadão do mundo. Classicista, escritor, fotógrafo, pintor experimental, o homem dos mil ofícios.
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